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Posicionamento Brasileiro sobre Avaliação e Tratamento da Obesidade Pediátrica

PBO Favorites Relatório
Posicionamento Brasileiro sobre Avaliação e Tratamento da Obesidade Pediátrica
2026
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Publication sheet

Nome da publicação: Posicionamento Brasileiro sobre Avaliação e Tratamento da Obesidade Pediátrica

Authors: Louise Cominato, Cresio de Aragão Dantas Alves, Mariana Del Bosco, Ludmilla Renie Oliveira Rachid, Latife Salomão Tyszler, Renata Bressan Pepe, Priscila Gil, Cristiane Kochi, Renata Machado Pinto, Isabel Rey Madeira, Maria Edna de Melo, Jacqueline Rizzolli, Denis Pajecki, Cynthia Valerio, Fabio R. Trujilho, Bruno Halpern

Source: Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e Síndrome Metabólica (ABESO) e Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP)

Published in: 2026

File type: Relatório

Kind of study: Diretriz

Link to the original

Summary

O Posicionamento Brasileiro sobre Avaliação e Tratamento da Obesidade Pediátrica, elaborado pela ABESO e pela Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), apresenta recomendações atualizadas para o diagnóstico, avaliação e manejo da obesidade em crianças e adolescentes no Brasil. O documento aborda critérios diagnósticos, investigação de comorbidades, alimentação, atividade física, sono e saúde mental, além das possibilidades de tratamento farmacológico e cirúrgico. Também discute prevenção, estigma, equidade e desafios de acesso ao cuidado, propondo uma abordagem precoce, multidisciplinar e individualizada.

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Por que o tema é relevante?

A obesidade pediátrica é a doença crônica mais prevalente entre crianças e adolescentes e está associada a consequências que se iniciam na infância e persistem durante a vida adulta. A dimensão epidemiológica reforça a urgência, em 2025, estima-se que 177 milhões de crianças e adolescentes de 5 a 19 anos vivam com obesidade no mundo, podendo chegar a 228 milhões em 2040. 

Qual é o objetivo do estudo?

Orientar pediatras, endocrinologistas e equipes multidisciplinares na avaliação e no tratamento da obesidade em crianças e adolescentes.

Quais as principais conclusões?

No Brasil, estima-se que 17 milhões de crianças e adolescentes tenham sobrepeso ou obesidade, dos quais 7 milhões com obesidade. Além disso, até 2035, cerca de 50% da população pediátrica brasileira poderá ter excesso de peso. Entre as consequências metabólicas, destacam-se aproximadamente 4 milhões de casos de MASLD, 1,4 milhão de hipertensão e 572 mil de hiperglicemia.
O posicionamento orienta que o rastreamento do excesso de peso faça parte das consultas pediátricas de rotina, com peso, estatura e IMC avaliados pelo menos uma vez ao ano a partir dos 2 anos. Para o diagnóstico, mantém as curvas da OMS como principal referência, mas recomenda complementar o IMC com indicadores de adiposidade central, especialmente a relação cintura-estatura.
A avaliação deve considerar aspectos metabólicos, mecânicos, mentais e sociais, com investigação precoce de hipertensão, alterações glicêmicas, dislipidemia e MASLD. A saúde mental também merece atenção, já que depressão e ansiedade atingem cerca de 30% a 44% dos adolescentes com obesidade. Sendo assim, a partir dos 10 anos, recomenda-se triagem para alterações lipídicas, glicêmicas e hepáticas e, a partir dos 12 anos, rastreamento anual de depressão.
O tratamento deve incluir alimentação saudável, atividade física, sono adequado, redução do sedentarismo e participação familiar, com abordagem centrada na pessoa e livre de estigma. Nos casos de obesidade grave e resposta insuficiente ao tratamento clínico, a cirurgia bariátrica pode ser considerada, para IMC ≥35 kg/m² com comorbidades ou ≥40 kg/m² sem comorbidades e a farmacoterapia em casos persistentes, graves ou com comorbidades.
Em síntese, o posicionamento orienta o cuidado precoce, multidisciplinar, contínuo, individualizado e livre de estigma, combinando estratégias comportamentais, farmacológicas e cirúrgicas conforme a gravidade, as comorbidades e a resposta ao tratamento.