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Prevalence of overweight and obesity and the burden of high body-mass index in Latin America: a systematic analysis for the Global Burden of Disease Study 2023

PBO Favorites Artigo de periódico
Prevalence of overweight and obesity and the burden of high body-mass index in Latin America: a systematic analysis for the Global Burden of Disease Study 2023
2026
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Publication sheet

Nome da publicação: Prevalence of overweight and obesity and the burden of high body-mass index in Latin America: a systematic analysis for the Global Burden of Disease Study 2023

Authors: Alejandra Arrieta, Christian Razo, Rebecca M. Cogen, Diana Fernanda Bejarano Ramirez, Deborah Carvalho Malta, Linda Morales-Juarez, Angélica Ochoa-Avilés, Jessica Hanae Zafra-Tanaka, Pedro Zitko, Emmanuela Gakidou, Rafael Lozano

Source: The Lancet Regional Health Americas

Published in: 2026

File type: Artigo de periódico

Kind of study: Estudo observacional

Link to the original

Summary

Overweight and obesity represent a growing global health crisis, significantly increasing the risk of noncommunicable diseases. In Latin America, rising rates are driven by urbanisation-related physical inactivity and a nutritional transition characterised by the replacement of whole foods with ultra-processed alternatives. Timely and comprehensive epidemiological analyses are crucial for designing and monitoring effective public health policies. High BMI is a major risk factor in Latin America. It is now among the three leading risk factors for DALYs among females in most countries of the region. The rapid increase in prevalence among adolescents and young adults (346.3% increase in obesity prevalence) signals growing future pressure on health-care system capacity. The collection of measured BMI data for children 5–14 years old should be prioritised to improve understanding of prevalence in this age group.

Summary translated by

Sobrepeso e obesidade representam uma crescente crise global de saúde, aumentando significativamente o risco de doenças não transmissíveis. Na América Latina, o aumento das taxas é impulsionado pela inatividade física relacionada à urbanização e por uma transição nutricional caracterizada pela substituição de alimentos integrais por alternativas ultraprocessadas. Análises epidemiológicas oportunas e abrangentes são cruciais para o planejamento e monitoramento de políticas de saúde pública eficazes. O IMC elevado é um importante fator de risco na América Latina. Atualmente, figura entre os três principais fatores de risco para DALYs (anos de vida ajustados por incapacidade) entre mulheres na maioria dos países da região. O rápido aumento da prevalência entre adolescentes e jovens adultos (aumento de 346,3% na prevalência de obesidade) sinaliza uma crescente pressão futura sobre a capacidade do sistema de saúde. A coleta de dados de IMC para crianças de 5 a 14 anos deve ser priorizada para melhorar a compreensão da prevalência nessa faixa etária.

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Por que o tema é relevante?

Nas últimas décadas, mudanças nos padrões alimentares e nos ambientes urbanos, marcadas pelo maior consumo de ultraprocessados e pela redução da atividade física, contribuíram para o avanço da obesidade. Em alguns países, esse cenário é agravado pela dupla carga da má nutrição, com a coexistência de desnutrição e excesso de peso. 

Qual é o objetivo do estudo?

Analisar a evolução da prevalência de sobrepeso e obesidade e estimar a carga de doenças atribuível ao índice de massa corporal (IMC) elevado.

Quais as principais conclusões?

O estudo analisou as tendências de sobrepeso e obesidade em 17 países da América Latina, entre 1990 e 2023, por sexo, três grupos etários: crianças de 5 a 14 anos, adolescentes e jovens adultos de 15 a 24 anos e adultos com 25 anos ou mais e por anos de vida ajustados por incapacidade (DALYs), indicador que combina mortes prematuras e anos vividos com incapacidade.
Os resultados mostram o crescimento do excesso de peso na região. Em 2023, cerca de 274 milhões de adultos apresentavam excesso de peso (72,1%), dos quais 127 milhões viviam com obesidade. Entre crianças, eram 17 milhões (17,9%), enquanto adolescentes e jovens adultos somavam 38,3 milhões (39,5%).
A obesidade cresceu especialmente entre adolescentes e jovens adultos, cuja prevalência passou de 3,3%, em 1990, para 13,9%, em 2023 e entre adultos, subiu de 12,8% para 33,4%. O estudo também identificou que as gerações mais recentes atingem prevalências elevadas em idades cada vez mais precoces, ampliando a exposição a riscos metabólicos ao longo da vida.
Em 2023, o Chile apresentou as maiores prevalências de excesso de peso entre adultos (79,9%) e adolescentes e jovens adultos (51,9%), enquanto o México registrou a maior prevalência entre crianças (28,4%). No Brasil, a obesidade entre adolescentes e jovens adultos aumentou 646% no período e nos adultos, passou de 7,8% para 27,7%, enquanto o excesso de peso cresceu de 40,3% para 66,8%.
Quanto aos impactos na saúde, o IMC elevado foi associado a 15,8 milhões de DALYs e 424 mil mortes na América Latina em 2023. Diabetes mellitus, doença cardíaca isquêmica e doença renal crônica foram as principais causas da carga atribuível a esse fator de risco. Em síntese, o excesso de peso e a obesidade avançam na América Latina e atingem pessoas cada vez mais jovens, ampliando os riscos de adoecimento e a demanda futura por serviços de saúde.