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Risk behavior for bulimia among adolescents

Artigo de periódico
Risk behavior for bulimia among adolescents
2019
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Publication sheet

Nome da publicação: Risk behavior for bulimia among adolescents

Source: Revista Paulista de Pediatria

Published in: 2019

File type: Artigo de periódico

Link to the original

Summary

Objective: To analyze the risk behavior for bulimia among female adolescents from public and private high schools. Methods: A cross-sectional study with a random sample of 850 female students aged 15-18 years was carried out in a city in northeastern Brazil, using the Bulimic Investigatory Test of Edinburgh (BITE) to assess the risk behavior for bulimia. Data were analyzed using the Statistical Package for the Social Sciences (SPSS) software and the Pearson’s chi-square , Fisher’s exact and robust Poisson regression tests, adopting the significance level of 5%. Results: Less than half of the sample (42.0%) showed standards of dietary risk and weight control practices; in 1.4% of the sample, bulimia signs were already installed. Fear of gaining weight was reported by 62.8% of the subjects. Risk practices were lower among students from public schools; (Odds Ratio - OR - 0.82; confidence interval of 95% - 95%CI - 0.69-0.97). Among restrictive practices, fasting for a whole day was the most applied (29.9% of the students). Among individuals who were at risk situation, almost half believed to have normal eating habits (prevalence ratio - PR - 0.42; 95%CI 0.36-0.49). Individuals who consider their eating habits normal, who are afraid of gaining weight, those who seek emotional comfort in food and follow strict diets had higher risk for bulimia (p<0.05). Conclusions: The number of female adolescent students with risk behavior practices for bulimia is high, and the frequency of those unaware of this situation is also very high. Risk situations emerge as a collective health problem, and individuals from private schools were more likely to be in this situation.

Summary translated by

Objetivo: Analisar os comportamentos de risco para bulimia entre adolescentes do sexo feminino de escolas públicas e privadas de ensino médio. Métodos: Estudo transversal com amostra aleatória de 850 estudantes do sexo feminino com idade entre 15 e 18 anos foi realizado em uma cidade do Nordeste do Brasil, utilizando o Teste de Investigação Bulímica de Edimburgo (BITE) para avaliar o comportamento de risco para bulimia. Os dados foram analisados ​​por meio do software Statistical Package for the Social Sciences (SPSS) e dos testes qui-quadrado de Pearson, exato de Fisher e regressão robusta de Poisson, adotando-se o nível de significância de 5%. Resultados: Menos da metade da amostra (42,0%) apresentou padrões de risco alimentar e práticas de controle de peso; em 1,4% da amostra já estavam instalados sinais de bulimia. O medo de ganhar peso foi relatado por 62,8% dos sujeitos. As práticas de risco foram menores entre estudantes de escolas públicas; (Odds Ratio - OR - 0,82; intervalo de confiança de 95% - IC95% - 0,69-0,97). Dentre as práticas restritivas, o jejum de um dia inteiro foi a mais aplicada (29,9% dos estudantes). Entre os indivíduos que estavam em situação de risco, quase metade acreditava ter hábitos alimentares normais (razão de prevalência - RP - 0,42; IC95% 0,36-0,49). Indivíduos que consideram seus hábitos alimentares normais, que têm medo de engordar, que buscam conforto emocional na alimentação e que seguem dietas rigorosas apresentaram maior risco para bulimia (p<0,05). Conclusões: O número de adolescentes estudantes do sexo feminino com práticas de comportamento de risco para bulimia é elevado e a frequência de quem desconhece esta situação também é muito elevada. As situações de risco emergem como um problema de saúde coletiva, e os indivíduos de escolas privadas apresentaram maior probabilidade de se encontrarem nesta situação.