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Does childhood obesity foreshadow a future time-bomb of early and more aggressive cancers?

PBO Favorites Artigo de periódico
Does childhood obesity foreshadow a future time-bomb of early and more aggressive cancers?
2026
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Publication sheet

Nome da publicação: Does childhood obesity foreshadow a future time-bomb of early and more aggressive cancers?

Authors: Jeff M. P. Holly, Katherine Samaras

Source: Frontiers in Endocrinology

Published in: 2026

File type: Artigo de periódico

Kind of study: Revisão

Link to the original

Summary

There has been a global explosion in the prevalence of childhood obesity with 20% of children worldwide now growing up with excess weight and, despite many calls for interventions to redress the costs to health and society, rates continue to rise. It has also recently been observed that there is a global trend with the incidence of early-onset cancers, diagnoses prior to age 50, increasing. We outline the different lines of evidence implicating that these two trends may be linked. Conclusive proof will only be obtained when longitudinal studies, initiated after the current surge in childhood obesity, mature. This will require decades, however, due to the long time-lag between exposure and cancer presentation it would then be too late to avoid a time-bomb of early cancers. This adds considerable urgency to the calls for more effective action to prevent the current epidemic of childhood obesity. The obesity epidemic is driven by an obesogenic food system to which children are particularly vulnerable. Protecting children will require broad multisector coalitions to enable sets of mutually reinforcing policies such as front-of-pack food labelling, restrictions on the ubiquitous marketing, food taxes, subsidies and mandated healthy school meal programs.

Summary translated by

Houve uma explosão global na prevalência da obesidade infantil, com 20% das crianças em todo o mundo crescendo com excesso de peso e, apesar dos inúmeros apelos por intervenções para reduzir os custos para a saúde e a sociedade, as taxas continuam a aumentar. Recentemente, também foi observada uma tendência global de aumento na incidência de cânceres de início precoce, diagnosticados antes dos 50 anos. Apresentamos as diferentes linhas de evidência que sugerem uma possível ligação entre essas duas tendências. A comprovação definitiva só será obtida quando estudos longitudinais, iniciados após o atual aumento da obesidade infantil, estiverem concluídos. Isso levará décadas, porém, devido ao longo intervalo de tempo entre a exposição e o diagnóstico do câncer, o que tornaria o processo inviável e, consequentemente, ineficaz para evitar uma explosão de casos de câncer precoce. Isso reforça a urgência dos apelos por ações mais eficazes para prevenir a atual epidemia de obesidade infantil. A epidemia de obesidade é impulsionada por um sistema alimentar obesogênico, ao qual as crianças são particularmente vulneráveis. A proteção das crianças exigirá amplas coalizões multissetoriais para viabilizar conjuntos de políticas que se reforcem mutuamente, como a rotulagem frontal dos alimentos, restrições ao marketing onipresente, impostos sobre alimentos, subsídios e programas obrigatórios de merenda escolar saudável.

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Por que o tema é relevante?

A possível associação entre o aumento global da obesidade infantil e a maior incidência de cânceres de início precoce (antes dos 50 anos) levanta preocupações. Como a obesidade é um fator de risco para diversos cânceres na vida adulta, a exposição prolongada desde a infância pode antecipar e intensificar o desenvolvimento dessas neoplasias.

Qual é o objetivo do estudo?

Examinar evidências científicas que sugerem uma possível ligação entre obesidade na infância e o aumento futuro de cânceres de início precoce.

Quais as principais conclusões?

O artigo apresenta que o conjunto atual de evidências epidemiológicas, biológicas e populacionais sustenta a hipótese de que a obesidade infantil pode contribuir para o aumento dos cânceres de início precoce, especialmente aqueles já associados à obesidade em adultos.
Modelos idade-período-coorte mostram crescimento expressivo da incidência de diversos cânceres antes dos 50 anos em coortes nascidas a partir da década de 1950. Nos Estados Unidos, análises populacionais indicam que entre 30 tipos de câncer avaliados, 6 dos 12 cânceres relacionados à obesidade apresentaram aumento em adultos jovens, ao contrário da maioria dos não associados a esse fator.
Tendência semelhante foi observada na China, onde em coortes nascidas entre 1982–1986, a incidência de 12 cânceres relacionados à obesidade aumentou 3,7 vezes em comparação com a coorte de 1962, e para nascidos entre 1997–2001 o aumento chegou a 25,1 vezes, com crescimento anual de 15,3% na faixa etária de 25–29 anos. Esses aumentos acompanharam a rápida elevação da prevalência de sobrepeso e obesidade infantil no país nas últimas décadas.
Estudos longitudinais sugerem que a duração da obesidade é relevante, pois o maior tempo de exposição metabólica adversa eleva o risco de mortalidade por câncer, indicando que a obesidade infantil pode ampliar o risco ao longo da vida. Do ponto de vista biológico, a obesidade atua principalmente como promotora tumoral, criando um ambiente pró-câncer marcado por hiperinsulinemia, inflamação crônica, alterações hormonais e disfunção do tecido adiposo, o que pode acelerar a progressão de lesões pré-malignas.
Por fim, os autores concluem que o aumento atual de cânceres precoces pode representar apenas o início do problema, já que o intervalo entre exposição e manifestação clínica é longo e a expansão da obesidade infantil é relativamente recente e defendem a implementação urgente de políticas estruturais para prevenir a obesidade infantil como estratégia potencial de prevenção primária de câncer precoce.