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Qual é a prevalência de excesso de peso entre adultos e idosos atendidos na Atenção Primária à Saúde?

PBO Favorites Artigo de periódico
Qual é a prevalência de excesso de peso entre adultos e idosos atendidos na Atenção Primária à Saúde?
2025
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Publication sheet

Nome da publicação: Qual é a prevalência de excesso de peso entre adultos e idosos atendidos na Atenção Primária à Saúde?

Authors: Gustavo Sandri Mello, Gustavo Olszanski Acrani, Ivana Loraine Lindemann

Source: RBONE - Revista Brasileira de Obesidade, Nutrição e Emagrecimento

Published in: 2025

File type: Artigo de periódico

Kind of study: Estudo observacional

Link to the original

Summary

O sobrepeso e a obesidade crescem de maneira alarmante ao redor do globo e no Brasil esse fato não é diferente. O excesso de peso apresenta índices cada vez maiores na população brasileira e pode estar associado a outros indicadores de saúde. Objetivo: estimar a prevalência do excesso de peso em adultos e idosos na Atenção Primária à Saúde (APS) e fatores relacionados.
A prevalência elevada de excesso de peso em indivíduos com 50-59 anos, hipertensos, diabéticos e cardiopatas revela a necessidade de políticas focadas nessas populações em todos os níveis de atenção à saúde.

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Por que o tema é relevante?

O excesso de peso e a obesidade constituem importantes problemas de saúde pública no Brasil e no mundo, com aumento progressivo nas últimas décadas, associados tanto ao agravamento da morbimortalidade quanto à elevação dos custos para o Sistema Único de Saúde (SUS).

Qual é o objetivo do estudo?

Estimar a prevalência de excesso de peso em adultos e idosos atendidos na Atenção Primária à Saúde e identificar os fatores sociodemográficos associados. 

Quais as principais conclusões?

O estudo utilizou dados de prontuários eletrônicos de usuários da Atenção Primária à Saúde (APS) de um município do sul do Brasil, com critérios de índice de massa corporal (IMC) para adultos e idosos, conforme diretrizes nacionais.
Os resultados indicam que mais de dois terços dos adultos e idosos atendidos na APS apresentam excesso de peso, condição associada à hipertensão, diabetes e doenças cardiovasculares. Observou-se maior prevalência entre adultos de 50 a 59 anos e menor entre idosos com 80 anos ou mais, possivelmente relacionada a processos fisiológicos do envelhecimento avançado.
A ausência de atividade remunerada esteve associada ao excesso de peso, indicando a influência dos determinantes sociais sobre padrões alimentares, atividade física e acesso a recursos de saúde. No âmbito clínico, confirmou-se o acúmulo de comorbidades típico da síndrome metabólica, ampliando a morbimortalidade e a demanda por serviços de saúde.
Além disso, a associação negativa entre tabagismo e excesso de peso, deve ser interpretada com cautela. Apesar de o hábito de fumar estar relacionado a menor peso corporal, os autores destacam que os prejuízos do tabagismo superam amplamente qualquer possível efeito sobre o peso, não devendo, portanto, ser considerado estratégia de controle ponderal.
Em síntese, o excesso de peso é altamente prevalente entre usuários da APS e socialmente determinado, estando fortemente associado a condições crônicas que elevam o risco cardiovascular e metabólico. Esses achados reforçam a urgência de políticas públicas e estratégias de cuidado específicas e focalizadas, com ações de promoção da alimentação adequada e saudável, incentivo à atividade física e acompanhamento dos grupos mais vulneráveis, fortalecendo o papel da APS como eixo estruturante da prevenção e do cuidado integral.