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Diretriz de Câncer e Obesidade

Favoritos de PBO Relatório
Diretriz de Câncer e Obesidade
2026
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Nome da publicação: Diretriz de Câncer e Obesidade

Autores: Oncoguia

Publicado en: 2026

Tipo de archivo: Relatório

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Resumen

Esta diretriz é resultado de um esforço colaborativo do Board de Câncer e Obesidade, uma iniciativa coordenada pelo Instituto Oncoguia e Obesidade Brasil e composto pelas organizações: Colégio Brasileiro de Radiologia e Diagnóstico por Imagem (CBR), Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO), Grupo Brasileiro de Tumores Ginecológicos (EVA), Painel Brasileiro de Obesidade (PBO), Sociedade Brasileira de Atividade Física (SBAFS), Sociedade Brasileira de Coloproctologia (SBCP), Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM), Sociedade Brasileira de Nutrição Oncológica (SBNO), Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC), Sociedade Brasileira de Psico-oncologia (SBPO) e Sociedade Brasileira de Urologia (SBU).

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Por que o tema é relevante?

No campo da oncologia, o excesso de peso é responsável por cerca de 13% dos novos casos de câncer em países desenvolvidos e está associado a diversos tipos tumorais, como mama, colorretal, fígado, ovário e endométrio. Além disso, a obesidade não só aumenta o risco de desenvolver câncer, mas também piora os desfechos clínicos, como resposta ao tratamento, risco de recidiva e mortalidade. 

Qual é o objetivo do estudo?

Reunir evidências científicas e recomendações práticas para orientar o cuidado de pacientes que convivem simultaneamente com obesidade e câncer.

Quais as principais conclusões?

A obesidade é um dos principais fatores de risco modificáveis para o câncer, associada tanto ao aumento da incidência quanto à pior evolução da doença. O excesso de peso pode responder por cerca de 13% dos novos casos em países desenvolvidos e aumentos no IMC elevam o risco de diversos tumores em até 56%, relacionados a mais de 30 tipos de neoplasias.
O tecido adiposo atua como um órgão endócrino, promovendo um ambiente pró-tumoral por meio de inflamação crônica, aumento de citocinas inflamatórias (como TNF-alfa e IL-6), resistência à insulina, hiperinsulinemia e alterações hormonais, especialmente na produção de estrogênios, favorecendo o crescimento e a progressão do câncer.
Pacientes com obesidade tendem a ter diagnóstico mais tardio, dificuldades no rastreamento, atraso na busca por atendimento e limitações nos exames de imagem. Além disso, pior resposta terapêutica, maior risco de recidiva e mais complicações, como tromboembolismo durante quimioterapia, maior toxicidade e dificuldades técnicas em cirurgias e radioterapia.
Por fim, no tratamento, a diretriz indica que a obesidade está associada ao aumento de complicações cirúrgicas como infecções, eventos tromboembólicos, alterações respiratórias e cardiovasculares, além de retardar a cicatrização e comprometendo a eficácia da radioterapia e da quimioterapia.
Em contrapartida, intervenções no manejo do peso contribuem para melhores desfechos clínicos, reforçando a necessidade de um cuidado integrado e multiprofissional, que inclua suporte psicológico e o manejo do estigma, fatores que influenciam diretamente o acesso e a adesão ao tratamento.