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Diretriz Brasileira de Tratamento Farmacológico da Obesidade – ABESO 2026

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Diretriz Brasileira de Tratamento Farmacológico da Obesidade – ABESO 2026
2026
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Hoja de publicación

Nome da publicação: Diretriz Brasileira de Tratamento Farmacológico da Obesidade – ABESO 2026

Autores: Fernando Gerchman, Simone Van de Sande-Lee, Marcio C. Mancini, Gabriella R. da Natividade, Paula P. Teixeira, Alexandre Hohl, Cintia Cercato, Cynthia Valerio, Fábio Moura, Ana B. F. Vilela, Andressa Heimbecher, Bruna T. R. Borges, Dhianah Santini, Felipe T. Soares, Luciana V. Viana, Luiz F. Viola, Maria T. Zanella, Rodrigo O. Moreira, Ronaldo P. Wieselberg, Sarah G. Peixoto, Gláucia Carneiro, Jacqueline Rizzolli, Thaisa Trujilho, Rodrigo N. Lamounier, João E. N. Salles, Fábio Trujilho, Bruno Halpern

Publicado en: 2026

Tipo de archivo: Livro

Enlace al original

Resumen

O escopo desta diretriz foi definido em reunião realizada em 13 de março de 2024, ocasião em que foram estabelecidas as perguntas-chave a serem respondidas. Constituiu-se uma comissão executiva composta por cinco membros coordenadores. Um total de 22 endocrinologistas, uma nutricionista especialista em metabologia e quatro clínicos gerais participaram da elaboração desse documento.
Uma representante de pacientes que vivem com obesidade foi consultada sobre o escopo, perguntas e recomendações elaboradas na diretriz, respeitando valores e preferências dos pacientes, custos e impacto populacional. Ao longo do desenvolvimento do documento, a comissão executiva reuniu-se em três ocasiões distintas para alinhamento metodológico e tomada de decisões estratégicas.
Em 18 de maio de 2025, realizou-se uma primeira reunião presencial do painel de votação para elaboração das recomendações. A versão final da diretriz foi submetida à revisão integral por todos os 27 membros do grupo elaborador em duas ocasiões adicionais, assegurando concordância, coerência e qualidade do conteúdo em consenso estruturado, transparente e livre de viesses dominantes utilizando o método Delphi. As decisões metodológicas e científicas foram tomadas exclusivamente pelo painel elaborador, sem interferência de patrocinadores ou conflitos de interesse que pudessem comprometer a independência editorial.

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Por que o tema é relevante?

A diretriz destaca que o manejo da obesidade exige uma abordagem ampla, individualizada e baseada em evidências científicas atualizadas. O documento enfatiza a necessidade de combater a estigmatização, considerar aspectos de qualidade de vida, funcionalidade, saúde mental e terapias farmacológicas no tratamento da obesidade.

Qual é o objetivo do estudo?

Estabelecer recomendações para o tratamento farmacológico da obesidade em adultos. 

Quais as principais conclusões?

A diretriz da ABESO 2026 define a obesidade como uma doença crônica, complexa e multifatorial, que exige tratamento contínuo e individualizado. Assim, as metas terapêuticas não devem se basear apenas na perda de peso, mas no contexto clínico, comorbidades, saúde mental e qualidade de vida do paciente.
Embora a perda de peso ≥10% seja considerada um objetivo geral, a diretriz destaca que reduções modestas, entre 3% e 5%, já promovem benefícios clínicos, como melhora do controle da pressão arterial, redução da glicemia, melhora dos níveis de triglicerídeos e colesterol HDL, diminuição de dores osteomusculares e melhora da capacidade funcional e da sensação geral de bem-estar.
A diretriz aponta que a semaglutida 2,4 mg promove perda média de peso de cerca de 12,5% em um a dois anos, enquanto a tirzepatida pode alcançar 16,9% em dois anos. Ambos são considerados tratamentos de alta potência, indicados especialmente para pacientes com obesidade associada a múltiplas comorbidades ou maior risco cardiovascular.
Além da perda de peso, os medicamentos apresentam benefícios metabólicos e clínicos adicionais. A semaglutida demonstrou redução de eventos cardiovasculares, melhora da dor em osteoartrose de joelho e da esteatose hepática, enquanto a tirzepatida mostrou eficácia na redução de eventos relacionados à apneia obstrutiva do sono.
Por fim, a diretriz também destaca contraindicações e efeitos adversos, principalmente sintomas gastrointestinais e maior risco de pedra na vesícula com agonistas de GLP-1. Há restrições específicas, como uso associado a bupropiona em pacientes com epilepsia, bulimia ou hipertensão não controlada, e cautela com topiramato devido ao risco de anomalias estruturais ou funcionais no feto e alterações renais. O documento ainda desaconselha associações inadequadas e não recomenda fórmulas manipuladas sem respaldo científico.