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Divergent Obesity Classification Between the Edmonton Obesity Staging System and the Lancet Commission Model

Favoritos de PBO Artigo de periódico
Divergent Obesity Classification Between the Edmonton Obesity Staging System and the Lancet Commission Model
2026
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Hoja de publicación

Nome da publicação: Divergent Obesity Classification Between the Edmonton Obesity Staging System and the Lancet Commission Model

Autores: Tobias Hagemann, Arya M. Sharma, Matthias Blüher, Ana Hoffmann

Fuente: Obesity

Publicado en: 2026

Tipo de archivo: Artigo de periódico

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Resumen

BMI alone does not capture obesity-related health heterogeneity. The Edmonton Obesity Staging System (EOSS) grades obesity severity based on comorbidities and functional impairment, whereas the Lancet Commission Diagnostic Model for Obesity (DMO) distinguishes preclinical from clinical obesity based on organ dysfunction. We compared classification patterns and concordance across both obesity frameworks in a large population-based cohort. EOSS and DMO provide complementary approaches to obesity classification, with differing classification patterns highlighting distinct concepts of obesity-related disease severity.

Resumen traducido por

O IMC, por si só, não captura a heterogeneidade da saúde relacionada à obesidade. O Sistema de Estadiamento da Obesidade de Edmonton (EOSS) classifica a gravidade da obesidade com base em comorbidades e comprometimento funcional, enquanto o Modelo Diagnóstico da Obesidade da Comissão Lancet (DMO) distingue a obesidade pré-clínica da clínica com base na disfunção orgânica. Comparamos os padrões de classificação e a concordância entre ambas as estruturas de obesidade em uma grande coorte populacional. O EOSS e o DMO fornecem abordagens complementares para a classificação da obesidade, com diferentes padrões de classificação destacando conceitos distintos de gravidade da doença relacionada à obesidade.

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Por que o tema é relevante?

A obesidade é majoritariamente identificada e classificada pelo Índice de Massa Corporal (IMC). Embora útil para rastreamento populacional, o IMC não distingue adequadamente a composição e a distribuição da gordura corporal nem o grau de comprometimento metabólico, funcional ou de órgãos. Nesse contexto, outros modelos incorporam a repercussão da obesidade sobre a saúde.

Qual é o objetivo do estudo?

Comparar como o Sistema de Estadiamento da Obesidade de Edmonton (EOSS) e o Modelo Diagnóstico da Obesidade da Comissão Lancet (DMO) classificam indivíduos com obesidade e em que medida os dois sistemas concordam ou divergem na identificação da gravidade da doença. 

Quais as principais conclusões?

O Sistema de Estadiamento da Obesidade de Edmonton (EOSS) classifica a gravidade, em estágios de 0 a 4, considerando fatores de risco, doenças associadas, dano a órgãos e limitações funcionais.o Modelo Diagnóstico da Obesidade da Comissão Lancet (DMO) de 2025, diferencia obesidade pré-clínica (excesso de adiposidade sem disfunção orgânica ou limitação funcional atual), de obesidade clínica (presença de sinais de disfunção de órgãos ou tecidos e/ou limitações nas atividades cotidianas relacionadas ao excesso de adiposidade).
No estudo, os modelos identificaram proporções semelhantes de pessoas com obesidade: 24% pelo critério EOSS e 23,4% pelo DMO, mas a distribuição da gravidade foi diferente. No EOSS, mais de 90% dos indivíduos foram classificados em estágios com doença crônica estabelecida ou dano mais avançado.
Já a DMO, 89,6% das pessoas classificadas com obesidade apresentavam obesidade clínica, enquanto 10,4% apresentavam obesidade pré-clínica. Os critérios que mais contribuíram para a classificação da obesidade clínica foram as disfunções metabólicas (73%), cardiovasculares (58%) e musculoesqueléticas (51%), seguidas das respiratórias (31%) e renais (28%).
Essa diferenciação ocorre porque os dois modelos operacionalizam de maneira diferente alterações metabólicas, cardiovasculares, renais, musculoesqueléticas e de saúde mental. O EOSS enfatiza doenças clinicamente estabelecidas e manifestações mais avançadas, enquanto o DMO identifica um espectro mais amplo de disfunções orgânicas e funcionais, inclusive alterações mais leves ou precoces.
Em síntese, o estudo conclui que EOSS e DMO não devem ser entendidos como modelos concorrentes, mas como abordagens complementares, sendo o IMC isoladamente insuficiente para representar a gravidade da obesidade e apontam para a necessidade de harmonizar critérios que combinem adiposidade, distribuição de gordura, comprometimento de órgãos e limitações funcionais.