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Men and women differ in weight excess and obesity patterns: evidence from a microarea-based analysis in Belo Horizonte

Favoritos de PBO Artigo de periódico
Men and women differ in weight excess and obesity patterns: evidence from a microarea-based analysis in Belo Horizonte
2026
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Nome da publicação: Men and women differ in weight excess and obesity patterns: evidence from a microarea-based analysis in Belo Horizonte

Autores: Larissa Fortunato Araújo, Jussara Marques de Almeida, Crizian Saar Gomes, Regina Tomie Ivata Bernal, Marcos André Gonçalves, Gregorio Victor Rodrigues, Thania Mara Teixeira Rezende Faria, Celso França & Deborah Carvalho Malta

Fuente: BMC Public Health

Publicado en: 2026

Tipo de archivo: Artigo de periódico

Tipo de estudio: Revisão

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Resumen

Weight excess and obesity are increasing in Brazil and may be unevenly distributed within cities. However, city-level estimates can mask intra-urban inequalities and provide limited evidence for local public health planning. This study estimated the prevalence of weight excess and obesity among adults living in Belo Horizonte, Brazil, from 2006 to 2018 and examined temporal and territorial inequalities according to sex and Health Vulnerability Index (HVI)-based microareas. Weight excess and obesity in Belo Horizonte showed marked sex-specific and territorial inequalities. HVI-based small-area analysis identified patterns that would be diluted in city-level estimates, while synthetic population augmentation produced prevalence estimates closely aligned with those observed in Vigitel. Because synthetic data do not correct structural undercoverage in landline-based surveys, estimates in the most vulnerable areas should be interpreted cautiously. These findings support territorialised and gender-responsive obesity prevention strategies, particularly for women living in vulnerable urban areas.

Resumen traducido por

O excesso de peso e a obesidade estão aumentando no Brasil e podem estar distribuídos de forma desigual dentro das cidades. No entanto, estimativas em nível municipal podem mascarar desigualdades intraurbanas e fornecer evidências limitadas para o planejamento local de saúde pública. Este estudo estimou a prevalência de excesso de peso e obesidade entre adultos residentes em Belo Horizonte, Brasil, de 2006 a 2018, e examinou as desigualdades temporais e territoriais de acordo com o sexo e microáreas baseadas no Índice de Vulnerabilidade à Saúde (IVS). O excesso de peso e a obesidade em Belo Horizonte apresentaram desigualdades marcantes específicas por sexo e territoriais. A análise de pequenas áreas baseada no IVS identificou padrões que seriam diluídos em estimativas em nível municipal, enquanto o aumento populacional sintético produziu estimativas de prevalência bastante semelhantes às observadas no Vigitel. Como os dados sintéticos não corrigem a subcobertura estrutural em pesquisas baseadas em linhas telefônicas fixas, as estimativas nas áreas mais vulneráveis ​​devem ser interpretadas com cautela. Esses achados apoiam estratégias de prevenção da obesidade territorializadas e sensíveis ao gênero, particularmente para mulheres residentes em áreas urbanas vulneráveis.

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Por que o tema é relevante?

As médias municipais podem esconder desigualdades entre territórios, que diferem em renda, acesso a alimentos saudáveis, segurança, moradia, mobilidade e oportunidades para atividade física, resultando em diferentes níveis de risco dentro de uma mesma cidade. Além de diferenças segundo sexo e gênero, especialmente em contextos socialmente desfavorecidos. 

Qual é o objetivo do estudo?

Estimar a prevalência de excesso de peso e obesidade entre adultos residentes em Belo Horizonte entre 2006 e 2018. 

Quais as principais conclusões?

Os resultados mostram aumento do excesso de peso e da obesidade na maior parte das microáreas de Belo Horizonte, mas com diferenças importantes segundo sexo e vulnerabilidade territorial. Nos territórios menos vulneráveis, o excesso de peso foi mais frequente entre os homens, chegando a 58% em alguns agrupamentos. Com o aumento da vulnerabilidade, essa diferença diminuiu ou se inverteu, com maiores prevalências entre as mulheres.
Para a obesidade, essa desigualdade foi ainda mais evidente. Entre 2014 e 2018, a prevalência feminina superou 21% em áreas de alta e muito alta vulnerabilidade, enquanto entre os homens variou de 8,8% a 16,1%. O estudo aponta, portanto, uma inversão do padrão conforme a vulnerabilidade: nos territórios menos vulneráveis, o excesso de peso predomina entre os homens; nos mais vulneráveis, a carga se desloca principalmente para as mulheres.
Os autores relacionam esse padrão a fatores como insegurança alimentar, trabalho precário, responsabilidades de cuidado, estresse e menor acesso a ambientes favoráveis à atividade física. Além disso, a sub-representação de territórios vulneráveis no Vigitel pode fazer com que essas desigualdades estejam subestimadas.
Em síntese, a obesidade apresenta uma distribuição desigual dentro da cidade, reforçando a importância de análises em pequenas áreas e de políticas sensíveis às diferenças territoriais e de gênero. Além das ações universais de prevenção, o estudo destaca intervenções direcionadas aos grupos e territórios mais afetados, articulando alimentação e nutrição com assistência social, mobilidade, segurança urbana, cuidado infantil, renda e trabalho.