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Impact of fiscal policy for sugar-sweetened beverages on reducing the burden of disease and healthcare costs in Brazil: a simulation study

Favoritos de PBO Artigo de periódico
Impact of fiscal policy for sugar-sweetened beverages on reducing the burden of disease and healthcare costs in Brazil: a simulation study
2026
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Hoja de publicación

Nome da publicação: Impact of fiscal policy for sugar-sweetened beverages on reducing the burden of disease and healthcare costs in Brazil: a simulation study

Autores: Luciana Bertoldi Nucci, Ben Amies-Cull, Flavia Mori Sarti, Wolney Lisboa Conde, Carla Cristina Enes

Fuente: Nutrients

Publicado en: 2026

Tipo de archivo: Artigo de periódico

Tipo de estudio: Estudo observacional

Enlace al original

Resumen

Sugar-sweetened beverage (SSB) consumption has been linked to obesity, metabolic diseases, and rising healthcare costs. This study aimed to assess the impact of a 20% excise tax on SSBs in Brazil on obesity/overweight prevalence, seven musculoskeletal and cardiovascular diseases, and related healthcare costs, with their associated impacts on health inequalities.
A 20% excise SSB tax in Brazil could yield large health and cost benefits. With the recent approval of the Selective Tax under Complementary Law 214/2025, Brazil has a timely opportunity to translate these projected benefits into effective public health policy.

Resumen traducido por

O consumo de bebidas açucaradas tem sido associado à obesidade, doenças metabólicas e ao aumento dos custos com saúde. Este estudo teve como objetivo avaliar o impacto de um imposto de 20% sobre bebidas açucaradas no Brasil na prevalência de obesidade/ sobrepeso , sete doenças musculoesqueléticas e cardiovasculares e os custos com saúde relacionados, bem como seus impactos nas desigualdades em saúde.
Um imposto de 20% sobre bebidas açucaradas no Brasil poderia gerar grandes benefícios em termos de saúde e redução de custos. Com a recente aprovação do Imposto Seletivo pela Lei Complementar 214/2025, o Brasil tem uma oportunidade oportuna para traduzir esses benefícios projetados em políticas públicas de saúde eficazes.

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Por que o tema é relevante?

O consumo de bebidas adoçadas está associado ao aumento da obesidade, de doenças metabólicas e cardiovasculares e dos custos em saúde. Além disso, o debate ganha atualidade com a aprovação da reforma tributária no Brasil, que prevê a criação de um Imposto Seletivo sobre produtos nocivos à saúde, incluindo as bebidas açucaradas.

Qual é o objetivo do estudo?

Estimar os impactos potenciais da implementação de um imposto seletivo de 20% sobre bebidas adoçadas com açúcar no Brasil. 

Quais as principais conclusões?

O modelo de simulação demonstra que a implementação de um imposto seletivo de 20% sobre bebidas adoçadas com açúcar no Brasil tem potencial para produzir impactos substanciais e duradouros na saúde da população e nos custos do sistema de saúde.
Os autores estimam uma redução do consumo energético diário e projetam redução da prevalência de obesidade na população adulta, com quedas estimadas de 19,8% para 18,2% nos homens e de 23,6% para 22,1% nas mulheres. A prevalência de sobrepeso também diminui, em jovens e idosos, indicando que os efeitos do imposto se distribuem ao longo do ciclo de vida.
Em um horizonte de 20 anos, o imposto poderia evitar um número elevado de casos de doenças crônicas não transmissíveis associadas ao excesso de peso, além de ganhos significativos em anos de vida ajustados pela qualidade (QALYs). No campo econômico, a política resultaria em economias diretas para o SUS, estimadas em cerca de Int$ 520 milhões ao longo da vida da população adulta.
Por fim, o estudo conclui que o momento político-institucional brasileiro, marcado pela aprovação da reforma tributária e pela previsão do Imposto Seletivo, representa uma oportunidade estratégica para o desenho do imposto, com alíquota suficientemente elevada, ampla cobertura de produtos e integração com outras políticas de saúde, que pode gerar ganhos expressivos em saúde, sustentabilidade do SUS e bem-estar da população brasileira.