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Boletim

Boletim PBO

Boletim PBO: acompanhe o que realmente importa do universo da obesidade

Boletim PBO
Edição 02/2026 #111

Boletim PBO

  1. Publicado em: 20 de jan de 2026

  2. Período: De 08 a 19 de janeiro/2026

  3. Resenhas desta edição:
    1. Mudanças climáticas, insegurança alimentar e seus impactos na saúde e nutrição infantil no Brasil: proposta de modelo conceitual

      Autores: Lissandra Amorim Santos-Degner, Poliana de Araújo Palmeira, Elisabetta Gioconda Iole Giovanna Recine, Elaine Martins Pasquim, Rosana Salles-Costa, Ana Maria Segall-Corrêa, Paiva Janaína Braga de, Larissa Ferreira Tavares Nonato, Sandra Maria Chaves dos Santos

      Fonte: Cadernos de Saúde Pública

      Tipo de arquivo: Artigo de periódico

      Tipo de estudo: Revisão

    2. Qual é a prevalência de excesso de peso entre adultos e idosos atendidos na Atenção Primária à Saúde?

      Autores: Gustavo Sandri Mello, Gustavo Olszanski Acrani, Ivana Loraine Lindemann

      Fonte: RBONE - Revista Brasileira de Obesidade, Nutrição e Emagrecimento

      Publicado em: 2025

      Tipo de arquivo: Artigo de periódico

      Tipo de estudo: Estudo observacional

Destaques do período

Eventos 

MAPPS II

Este ano, a Federação Mundial da Obesidade lançou o projeto Gestão e Advocacia para Provedores, Pacientes e Sistemas (MAPPS II) para compreender melhor como os sistemas mundiais apoiam o cuidado e a prevenção da obesidade, e os fatores sociais, políticos e comerciais que moldam esses esforços.
Agora estamos convidando respostas para três pesquisas ativas, disponíveis em múltiplos idiomas, para coletar percepções de: Profissionais de saúde; Formuladores de políticas, pesquisadores, grupos de advocacia e sociedade civil; Pessoas com experiência vivida de obesidade e seus cuidadores.
Sua contribuição ajudará a moldar futuros esforços de advocacia e mudanças de políticas, construindo a base de evidências sobre obesidade em diferentes contextos e sistemas de saúde. Participe agora e ajude a espalhar a palavra!

Fique de olho

Cursos:

Agenda do Painel Brasileiro da Obesidade:

Fique de olho em nosso canal do Youtube! 

Quinta-feira, às 11h.

Mudanças climáticas, insegurança alimentar e seus impactos na saúde e nutrição infantil no Brasil: proposta de modelo conceitual

Autores: Lissandra Amorim Santos-Degner, Poliana de Araújo Palmeira, Elisabetta Gioconda Iole Giovanna Recine, Elaine Martins Pasquim, Rosana Salles-Costa, Ana Maria Segall-Corrêa, Paiva Janaína Braga de, Larissa Ferreira Tavares Nonato, Sandra Maria Chaves dos Santos
Fonte: Cadernos de Saúde Pública
Tipo de arquivo: Artigo de periódico
Tipo de estudo: Revisão
Link para o original

Por que o tema é relevante?

O tema articula três grandes crises contemporâneas: mudanças climáticas, insegurança alimentar e má nutrição infantil. O aumento da frequência e intensidade de eventos climáticos extremos têm efeitos diretos e indiretos sobre o acesso aos alimentos, a disponibilidade de água e as condições de vida das famílias, agravando desigualdades sociais historicamente estruturais do Brasil.

Qual é o objetivo do estudo?

Propor um modelo conceitual que explicite e organize as relações entre mudanças climáticas, eventos climáticos extremos, insegurança alimentar e saúde e nutrição infantil no Brasil.

Quais as principais conclusões?

O estudo apresenta um modelo de sistemas complexos, com a insegurança alimentar como eixo central, mediada pelo sistema alimentar, insegurança hídrica e desigualdades sociais, que identifica vias de impacto dos eventos climáticos extremos na nutrição e saúde infantil.
As mudanças climáticas, por meio de eventos extremos como secas, inundações e ondas de calor, afetam a produção, a disponibilidade e o preço dos alimentos, reduzindo o acesso a alimentos in natura e favorecendo o consumo de ultraprocessados, sobretudo entre populações vulneráveis.
O sistema alimentar hegemônico brasileiro, baseado em monoculturas, produção em larga escala e uso intensivo de recursos naturais, é ambientalmente insustentável e contribui para ambientes obesogênicos, intensificando a coexistência de desnutrição e excesso de peso na infância, no contexto da sindemia global da obesidade, desnutrição e mudanças climáticas.
Por fim, a insegurança hídrica, decorrente da escassez ou contaminação da água, agrava esse cenário ao afetar a produção e o preparo dos alimentos, a higiene e a saúde infantil, elevando o risco de doenças infecciosas e desnutrição. No Brasil, a insegurança alimentar e hídrica frequentemente coexistem nos domicílios, e as desigualdades sociais modulam a vulnerabilidade, atingindo de forma desproporcional crianças de grupos historicamente excluídos e reforçando que os impactos das mudanças climáticas não são neutros.

Qual é a prevalência de excesso de peso entre adultos e idosos atendidos na Atenção Primária à Saúde?

Autores: Gustavo Sandri Mello, Gustavo Olszanski Acrani, Ivana Loraine Lindemann
Fonte: RBONE - Revista Brasileira de Obesidade, Nutrição e Emagrecimento
Publicado em: 2025
Tipo de arquivo: Artigo de periódico
Tipo de estudo: Estudo observacional
Link para o original

Por que o tema é relevante?

O excesso de peso e a obesidade constituem importantes problemas de saúde pública no Brasil e no mundo, com aumento progressivo nas últimas décadas, associados tanto ao agravamento da morbimortalidade quanto à elevação dos custos para o Sistema Único de Saúde (SUS).

Qual é o objetivo do estudo?

Estimar a prevalência de excesso de peso em adultos e idosos atendidos na Atenção Primária à Saúde e identificar os fatores sociodemográficos associados. 

Quais as principais conclusões?

O estudo utilizou dados de prontuários eletrônicos de usuários da Atenção Primária à Saúde (APS) de um município do sul do Brasil, com critérios de índice de massa corporal (IMC) para adultos e idosos, conforme diretrizes nacionais.
Os resultados indicam que mais de dois terços dos adultos e idosos atendidos na APS apresentam excesso de peso, condição associada à hipertensão, diabetes e doenças cardiovasculares. Observou-se maior prevalência entre adultos de 50 a 59 anos e menor entre idosos com 80 anos ou mais, possivelmente relacionada a processos fisiológicos do envelhecimento avançado.
A ausência de atividade remunerada esteve associada ao excesso de peso, indicando a influência dos determinantes sociais sobre padrões alimentares, atividade física e acesso a recursos de saúde. No âmbito clínico, confirmou-se o acúmulo de comorbidades típico da síndrome metabólica, ampliando a morbimortalidade e a demanda por serviços de saúde.
Além disso, a associação negativa entre tabagismo e excesso de peso, deve ser interpretada com cautela. Apesar de o hábito de fumar estar relacionado a menor peso corporal, os autores destacam que os prejuízos do tabagismo superam amplamente qualquer possível efeito sobre o peso, não devendo, portanto, ser considerado estratégia de controle ponderal.
Em síntese, o excesso de peso é altamente prevalente entre usuários da APS e socialmente determinado, estando fortemente associado a condições crônicas que elevam o risco cardiovascular e metabólico. Esses achados reforçam a urgência de políticas públicas e estratégias de cuidado específicas e focalizadas, com ações de promoção da alimentação adequada e saudável, incentivo à atividade física e acompanhamento dos grupos mais vulneráveis, fortalecendo o papel da APS como eixo estruturante da prevenção e do cuidado integral.