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Boletim

Boletim PBO

Boletim PBO: acompanhe o que realmente importa do universo da obesidade

Boletim PBO
Edição 09/2026 #117

Boletim PBO

  1. Publicado em: 28 de abr de 2026

  2. Período: De 15 a 27 de Abril/2026

  3. Resenhas desta edição:
    1. Diretriz de Câncer e Obesidade

      Autores: Oncoguia

      Publicado em: 2026

      Tipo de arquivo: Relatório

    2. Genetic predictors of GLP1 receptor agonist weight loss and side effects

      Autores: Qiaojuan Jane Su, James R. Ashenhurst, Wanwan Xu, Vinh Tran, R. Ryanne Wu, Catherine H. Weldon, Jingchunzi Shi, Barry Hicks, 23andMe Research Team, Robert K. Bell, Katelyn Kukar Bond, Zayn Cochinwala, Sayantan Das, Kahsaia De Brito, Devika Dhamija, Payambr Dibaeinia, Emily DelloRusso, Chris Eijsbouts, Sarah L. Elson, Shirin Fuller, Chris German, Julie M. Granka, Larry Hengl, David A. Hinds, Reza Jabal, Aly Khan, Matthew J. Kmiecik, Alan Kwong, Yanyu Liang, Keng-Han Lin, Matthew H. McIntyre, Alex Moran, Carrie Northover, Shubham Saini, Anjali J. Shastri, Suyash Shringarpure, Teague Sterling, Joyce Y. Tung, Noura S. Abul-Husn, Stella Aslibekyan, Michael V. Holmes, Bertram L. Koelsch, Adam Auton

      Fonte: Nature

      Publicado em: 2026

      Tipo de arquivo: Artigo de periódico

      Tipo de estudo: Estudo observacional

Destaques do período

SAVE THE DATE - 3º Fórum Brasileiro de Políticas Públicas em Obesidade

O 3º Fórum Brasileiro de Políticas Públicas em Obesidade, parte do Painel Brasileiro da Obesidade, será um encontro dedicado a discutir e avançar na construção de linhas de cuidado para o tratamento da obesidade no país. O objetivo é construir propostas concretas e recomendações práticas que apoiem a organização do cuidado da obesidade no Brasil.

Ele acontecerá no dia 25 de junho de 2026. Reserve a data na agenda e nos acompanhe para mais informações em breve!

Eventos

Fique de olho

Cursos:

Agenda do Painel Brasileiro da Obesidade:

Fique de olho em nosso canal do Youtube! 

Quinta-feira, às 11h.

Diretriz de Câncer e Obesidade

Autores: Oncoguia
Publicado em: 2026
Tipo de arquivo: Relatório
Link para o original

Por que o tema é relevante?

No campo da oncologia, o excesso de peso é responsável por cerca de 13% dos novos casos de câncer em países desenvolvidos e está associado a diversos tipos tumorais, como mama, colorretal, fígado, ovário e endométrio. Além disso, a obesidade não só aumenta o risco de desenvolver câncer, mas também piora os desfechos clínicos, como resposta ao tratamento, risco de recidiva e mortalidade. 

Qual é o objetivo do estudo?

Reunir evidências científicas e recomendações práticas para orientar o cuidado de pacientes que convivem simultaneamente com obesidade e câncer.

Quais as principais conclusões?

A obesidade é um dos principais fatores de risco modificáveis para o câncer, associada tanto ao aumento da incidência quanto à pior evolução da doença. O excesso de peso pode responder por cerca de 13% dos novos casos em países desenvolvidos e aumentos no IMC elevam o risco de diversos tumores em até 56%, relacionados a mais de 30 tipos de neoplasias.
O tecido adiposo atua como um órgão endócrino, promovendo um ambiente pró-tumoral por meio de inflamação crônica, aumento de citocinas inflamatórias (como TNF-alfa e IL-6), resistência à insulina, hiperinsulinemia e alterações hormonais, especialmente na produção de estrogênios, favorecendo o crescimento e a progressão do câncer.
Pacientes com obesidade tendem a ter diagnóstico mais tardio, dificuldades no rastreamento, atraso na busca por atendimento e limitações nos exames de imagem. Além disso, pior resposta terapêutica, maior risco de recidiva e mais complicações, como tromboembolismo durante quimioterapia, maior toxicidade e dificuldades técnicas em cirurgias e radioterapia.
Por fim, no tratamento, a diretriz indica que a obesidade está associada ao aumento de complicações cirúrgicas como infecções, eventos tromboembólicos, alterações respiratórias e cardiovasculares, além de retardar a cicatrização e comprometendo a eficácia da radioterapia e da quimioterapia.
Em contrapartida, intervenções no manejo do peso contribuem para melhores desfechos clínicos, reforçando a necessidade de um cuidado integrado e multiprofissional, que inclua suporte psicológico e o manejo do estigma, fatores que influenciam diretamente o acesso e a adesão ao tratamento.

Genetic predictors of GLP1 receptor agonist weight loss and side effects

Autores: Qiaojuan Jane Su, James R. Ashenhurst, Wanwan Xu, Vinh Tran, R. Ryanne Wu, Catherine H. Weldon, Jingchunzi Shi, Barry Hicks, 23andMe Research Team, Robert K. Bell, Katelyn Kukar Bond, Zayn Cochinwala, Sayantan Das, Kahsaia De Brito, Devika Dhamija, Payambr Dibaeinia, Emily DelloRusso, Chris Eijsbouts, Sarah L. Elson, Shirin Fuller, Chris German, Julie M. Granka, Larry Hengl, David A. Hinds, Reza Jabal, Aly Khan, Matthew J. Kmiecik, Alan Kwong, Yanyu Liang, Keng-Han Lin, Matthew H. McIntyre, Alex Moran, Carrie Northover, Shubham Saini, Anjali J. Shastri, Suyash Shringarpure, Teague Sterling, Joyce Y. Tung, Noura S. Abul-Husn, Stella Aslibekyan, Michael V. Holmes, Bertram L. Koelsch, Adam Auton
Fonte: Nature
Publicado em: 2026
Tipo de arquivo: Artigo de periódico
Tipo de estudo: Estudo observacional
Link para o original

Por que o tema é relevante?

Os agonistas do receptor de GLP-1 (semaglutida e tirzepatida), representam uma transformação recente no tratamento da obesidade, com eficácia diante das abordagens tradicionais baseadas apenas em dieta e exercício. Contudo, há grande variabilidade individual na resposta ao tratamento, tanto em perda de peso quanto em efeitos colaterais.

Qual é o objetivo do estudo?

Investigar o papel da genética na resposta aos agonistas do receptor de GLP-1, tanto em relação à eficácia (perda de peso) quanto aos efeitos adversos.

Quais as principais conclusões?

O estudo mostra a magnitude da variabilidade na resposta dos agonistas do receptor de GLP-1. Em uma amostra de aproximadamente 30 mil indivíduos e IMC médio de 35,1 kg/m², os participantes apresentaram, após cerca de 8 meses de uso, uma redução média de 11,3 kg ou 11,7% do peso corporal.
Apesar desse resultado expressivo a distribuição da resposta foi bastante heterogênea, enquanto alguns pacientes perderam mais de 25% do peso, uma parcela relevante perdeu menos de 5% ou até ganhou peso, reforçando a necessidade de predição individualizada.
Entre os fatores não genéticos, as mulheres apresentaram maior perda de peso em comparação aos homens; quanto maior a idade, menor a eficácia do tratamento e maiores doses por maior tempo de uso estão associadas a melhores desfechos. Além disso, indivíduos com diabetes tipo 2 apresentam, em média, menor resposta ao tratamento para perda de IMC.
Do ponto de vista genético, o principal achado foi a identificação da variante rs10305420 no gene GLP1R, associada a maior perda de peso. Cada alelo favorável conferiu um efeito adicional de aproximadamente 0,64% de redução de IMC (cerca de 0,76 kg).
Em relação aos efeitos adversos, foram identificadas associações entre variantes genéticas, nos genes GLP1R e GIPR, e maior risco de náuseas e vômitos, com destaque para o uso de tirzepatida. Os mecanismos biológicos podem explicar tanto maior eficácia, maior ocorrência de efeitos colaterais, ou seja, indivíduos com mais sintomas gastrointestinais tendem a apresentar maior perda de peso.
Em síntese, a resposta aos agonistas de GLP-1 mostra-se multifatorial, com predominância de fatores clínicos, mas com contribuição genética mensurável. Os achados evidenciam que variantes nos alvos farmacológicos influenciam simultaneamente eficácia e segurança, apontando para o potencial de estratificação de pacientes.