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Boletim

Boletim PBO

Boletim PBO: acompanhe o que realmente importa do universo da obesidade

Boletim PBO
Edição 20/2026 #128

Boletim PBO

  1. Publicado em: 29 de set de 2026

  2. Período: De 16 a 28 de setembro/2026

  3. Resenhas desta edição:
    1. The Extension of Added Sugar Use in Packaged Foods Targeted at Children in Brazil

      Autores: Marília Valls, Tailane Scapin, Marina Padovan, Mariana Viera dos Santos Kraemer, Ana Carolina Fernandes, Greyce L. Bernardo, Paula Lazzarin Uggioni, Maria Cecília Cury Chaddad, Rossana P C Proença

      Fonte: Maternal &, Child Nutrition

      Publicado em: 2026

      Tipo de arquivo: Artigo de periódico

      Tipo de estudo: Estudo observacional

    2. Men and women differ in weight excess and obesity patterns: evidence from a microarea-based analysis in Belo Horizonte

      Autores: Larissa Fortunato Araújo, Jussara Marques de Almeida, Crizian Saar Gomes, Regina Tomie Ivata Bernal, Marcos André Gonçalves, Gregorio Victor Rodrigues, Thania Mara Teixeira Rezende Faria, Celso França & Deborah Carvalho Malta

      Fonte: BMC Public Health

      Publicado em: 2026

      Tipo de arquivo: Artigo de periódico

      Tipo de estudo: Revisão

Fique de olho

Cursos:

Agenda do Painel Brasileiro da Obesidade:

Fique de olho em nosso canal do Youtube! 

Quinta-feira, às 11h.

The Extension of Added Sugar Use in Packaged Foods Targeted at Children in Brazil

Autores: Marília Valls, Tailane Scapin, Marina Padovan, Mariana Viera dos Santos Kraemer, Ana Carolina Fernandes, Greyce L. Bernardo, Paula Lazzarin Uggioni, Maria Cecília Cury Chaddad, Rossana P C Proença
Fonte: Maternal &, Child Nutrition
Publicado em: 2026
Tipo de arquivo: Artigo de periódico
Tipo de estudo: Estudo observacional
Link para o original

Por que o tema é relevante?

Os açúcares adicionados são uma preocupação, pois o consumo excessivo durante a infância está associado a problemas como obesidade e cárie dentária. A OMS recomenda que a ingestão de açúcares seja limitada a menos de 10% da ingestão energética diária, enquanto o Guia Alimentar para Crianças Brasileiras Menores de 2 Anos recomenda a não ingestão desses açúcares nessa faixa etária. 

Qual é o objetivo do estudo?

Analisar a presença de açúcares adicionados declarados nas listas de ingredientes de alimentos embalados direcionados a crianças e bebês comercializados no Brasil 

Quais as principais conclusões?

O estudo utilizou 2 classificações, a da ANVISA, e uma definição ampliada que inclui ingredientes processados de frutas e vegetais como fontes de açúcares. Pela definição da ANVISA, 73,2% dos 1.118 produtos continham ao menos um ingrediente classificado como açúcar adicionado, com média de 2 tipos por produto e máximo de 10.
Na definição ampliada, a presença foi ainda maior: 100% dos produtos de panificação, biscoitos doces e snacks; 96,9% dos produtos de confeitaria; 94,6% das fórmulas infantis; 93,6% dos sorvetes e picolés; 73,7% das carnes processadas e 63,1% dos snacks salgados continham açúcares adicionados.
Entre sucos e bebidas à base de frutas, a prevalência passou de 37,3% pela definição da ANVISA para 67,8% pela ampliada; e entre purês, polpas e sopas para bebês, nenhum produto seria classificado com açúcar adicionado pela definição da ANVISA, enquanto 54,8% seriam identificados pela definição ampliada.
Os ingredientes mais frequentes foram açúcar de cana e derivados (72,6%), xaropes (22,7%) e maltodextrina (15,6%). Pela definição ampliada, formas processadas de frutas e vegetais (concentrados, purês, pós, polpas ou desidratados) estavam presentes em 13,1%, e sucos de frutas e vegetais em 8,9%.
Em síntese, os açúcares adicionados estão presentes em mais de sete em cada dez alimentos embalados para crianças e bebês analisados no Brasil e sua identificação e monitoramento variam conforme a definição adotada pela legislação. O estudo defende uma definição regulatória mais abrangente de açúcares adicionados, além do fortalecimento das restrições ao marketing infantil e das políticas de reformulação.

Men and women differ in weight excess and obesity patterns: evidence from a microarea-based analysis in Belo Horizonte

Autores: Larissa Fortunato Araújo, Jussara Marques de Almeida, Crizian Saar Gomes, Regina Tomie Ivata Bernal, Marcos André Gonçalves, Gregorio Victor Rodrigues, Thania Mara Teixeira Rezende Faria, Celso França & Deborah Carvalho Malta
Fonte: BMC Public Health
Publicado em: 2026
Tipo de arquivo: Artigo de periódico
Tipo de estudo: Revisão
Link para o original

Por que o tema é relevante?

As médias municipais podem esconder desigualdades entre territórios, que diferem em renda, acesso a alimentos saudáveis, segurança, moradia, mobilidade e oportunidades para atividade física, resultando em diferentes níveis de risco dentro de uma mesma cidade. Além de diferenças segundo sexo e gênero, especialmente em contextos socialmente desfavorecidos. 

Qual é o objetivo do estudo?

Estimar a prevalência de excesso de peso e obesidade entre adultos residentes em Belo Horizonte entre 2006 e 2018. 

Quais as principais conclusões?

Os resultados mostram aumento do excesso de peso e da obesidade na maior parte das microáreas de Belo Horizonte, mas com diferenças importantes segundo sexo e vulnerabilidade territorial. Nos territórios menos vulneráveis, o excesso de peso foi mais frequente entre os homens, chegando a 58% em alguns agrupamentos. Com o aumento da vulnerabilidade, essa diferença diminuiu ou se inverteu, com maiores prevalências entre as mulheres.
Para a obesidade, essa desigualdade foi ainda mais evidente. Entre 2014 e 2018, a prevalência feminina superou 21% em áreas de alta e muito alta vulnerabilidade, enquanto entre os homens variou de 8,8% a 16,1%. O estudo aponta, portanto, uma inversão do padrão conforme a vulnerabilidade: nos territórios menos vulneráveis, o excesso de peso predomina entre os homens; nos mais vulneráveis, a carga se desloca principalmente para as mulheres.
Os autores relacionam esse padrão a fatores como insegurança alimentar, trabalho precário, responsabilidades de cuidado, estresse e menor acesso a ambientes favoráveis à atividade física. Além disso, a sub-representação de territórios vulneráveis no Vigitel pode fazer com que essas desigualdades estejam subestimadas.
Em síntese, a obesidade apresenta uma distribuição desigual dentro da cidade, reforçando a importância de análises em pequenas áreas e de políticas sensíveis às diferenças territoriais e de gênero. Além das ações universais de prevenção, o estudo destaca intervenções direcionadas aos grupos e territórios mais afetados, articulando alimentação e nutrição com assistência social, mobilidade, segurança urbana, cuidado infantil, renda e trabalho.