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Boletim

Boletim PBO

Boletim PBO: acompanhe o que realmente importa do universo da obesidade

Boletim PBO
Edição 21/2026 #129

Boletim PBO

  1. Publicado em: 13 de out de 2026

  2. Período: de 30 de setembro a 12 de outubro/2026

  3. Resenhas desta edição:
    1. Prevalence of overweight and obesity and the burden of high body-mass index in Latin America: a systematic analysis for the Global Burden of Disease Study 2023

      Autores: Alejandra Arrieta, Christian Razo, Rebecca M. Cogen, Diana Fernanda Bejarano Ramirez, Deborah Carvalho Malta, Linda Morales-Juarez, Angélica Ochoa-Avilés, Jessica Hanae Zafra-Tanaka, Pedro Zitko, Emmanuela Gakidou, Rafael Lozano

      Fonte: The Lancet Regional Health Americas

      Publicado em: 2026

      Tipo de arquivo: Artigo de periódico

      Tipo de estudo: Estudo observacional

    2. Construção e validação de conteúdo de um instrumento de análise de conhecimentos, atitudes e prática de profissionais da atenção básica em relação à obesidade: da territorialização à educação permanente em saúde

      Autores: Laryssa Rebeca de Souza Melo, Nathália Paula de Souza, Amanda Tayná Tavares de Figueiredo Gadelha, Vanessa Sá Leal, Pedro Israel Cabral de Lira, Juliana Souza Oliveira

      Fonte: Cadernos Saúde Coletiva

      Publicado em: 2026

      Tipo de arquivo: Artigo de periódico

      Tipo de estudo: Estudo observacional

Fique de olho

Cursos:

Agenda do Painel Brasileiro da Obesidade:

Fique de olho em nosso canal do Youtube! 

Quinta-feira, às 09h.

Prevalence of overweight and obesity and the burden of high body-mass index in Latin America: a systematic analysis for the Global Burden of Disease Study 2023

Autores: Alejandra Arrieta, Christian Razo, Rebecca M. Cogen, Diana Fernanda Bejarano Ramirez, Deborah Carvalho Malta, Linda Morales-Juarez, Angélica Ochoa-Avilés, Jessica Hanae Zafra-Tanaka, Pedro Zitko, Emmanuela Gakidou, Rafael Lozano
Fonte: The Lancet Regional Health Americas
Publicado em: 2026
Tipo de arquivo: Artigo de periódico
Tipo de estudo: Estudo observacional
Link para o original

Por que o tema é relevante?

Nas últimas décadas, mudanças nos padrões alimentares e nos ambientes urbanos, marcadas pelo maior consumo de ultraprocessados e pela redução da atividade física, contribuíram para o avanço da obesidade. Em alguns países, esse cenário é agravado pela dupla carga da má nutrição, com a coexistência de desnutrição e excesso de peso. 

Qual é o objetivo do estudo?

Analisar a evolução da prevalência de sobrepeso e obesidade e estimar a carga de doenças atribuível ao índice de massa corporal (IMC) elevado.

Quais as principais conclusões?

O estudo analisou as tendências de sobrepeso e obesidade em 17 países da América Latina, entre 1990 e 2023, por sexo, três grupos etários: crianças de 5 a 14 anos, adolescentes e jovens adultos de 15 a 24 anos e adultos com 25 anos ou mais e por anos de vida ajustados por incapacidade (DALYs), indicador que combina mortes prematuras e anos vividos com incapacidade.
Os resultados mostram o crescimento do excesso de peso na região. Em 2023, cerca de 274 milhões de adultos apresentavam excesso de peso (72,1%), dos quais 127 milhões viviam com obesidade. Entre crianças, eram 17 milhões (17,9%), enquanto adolescentes e jovens adultos somavam 38,3 milhões (39,5%).
A obesidade cresceu especialmente entre adolescentes e jovens adultos, cuja prevalência passou de 3,3%, em 1990, para 13,9%, em 2023 e entre adultos, subiu de 12,8% para 33,4%. O estudo também identificou que as gerações mais recentes atingem prevalências elevadas em idades cada vez mais precoces, ampliando a exposição a riscos metabólicos ao longo da vida.
Em 2023, o Chile apresentou as maiores prevalências de excesso de peso entre adultos (79,9%) e adolescentes e jovens adultos (51,9%), enquanto o México registrou a maior prevalência entre crianças (28,4%). No Brasil, a obesidade entre adolescentes e jovens adultos aumentou 646% no período e nos adultos, passou de 7,8% para 27,7%, enquanto o excesso de peso cresceu de 40,3% para 66,8%.
Quanto aos impactos na saúde, o IMC elevado foi associado a 15,8 milhões de DALYs e 424 mil mortes na América Latina em 2023. Diabetes mellitus, doença cardíaca isquêmica e doença renal crônica foram as principais causas da carga atribuível a esse fator de risco. Em síntese, o excesso de peso e a obesidade avançam na América Latina e atingem pessoas cada vez mais jovens, ampliando os riscos de adoecimento e a demanda futura por serviços de saúde.

Construção e validação de conteúdo de um instrumento de análise de conhecimentos, atitudes e prática de profissionais da atenção básica em relação à obesidade: da territorialização à educação permanente em saúde

Autores: Laryssa Rebeca de Souza Melo, Nathália Paula de Souza, Amanda Tayná Tavares de Figueiredo Gadelha, Vanessa Sá Leal, Pedro Israel Cabral de Lira, Juliana Souza Oliveira
Fonte: Cadernos Saúde Coletiva
Publicado em: 2026
Tipo de arquivo: Artigo de periódico
Tipo de estudo: Estudo observacional
Link para o original

Por que o tema é relevante?

A Atenção Básica é essencial no cuidado à obesidade, mas enfrenta desafios na formação profissional e na superação de abordagens centradas no peso e na responsabilização individual. Ferramentas para identificar lacunas formativas e avaliar as práticas assistenciais são fundamentais para qualificar o cuidado e orientar a educação permanente e as políticas públicas. 

Qual é o objetivo do estudo?

Construir e validar um instrumento destinado a avaliar os conhecimentos, as atitudes e as práticas dos profissionais da Atenção Básica em relação à promoção da saúde, à prevenção e ao cuidado da obesidade.

Quais as principais conclusões?

Os pesquisadores desenvolveram o questionário ECOASUS-CAP (Avaliação de Conhecimento, Atitude e Prática de Profissionais da Atenção Básica no Enfrentamento e Cuidado da Obesidade), que avalia a abordagem profissional para além do conhecimento técnico sobre a obesidade, abordando os determinantes sociais e comerciais da saúde, os sistemas alimentares, a insegurança alimentar e o cuidado multiprofissional, reconhecendo a obesidade como fenômeno multifatorial, relacionado às condições de vida e aos territórios.
O instrumento classifica os profissionais em quatro perfis, por grau de aproximação das práticas assistenciais com uma perspectiva ampliada e integral de saúde.
Em um extremo, o perfil biomédico prioriza intervenções sobre o corpo, com práticas prescritivas e individualizantes. O perfil predominantemente biomédico com elementos sistêmicos reconhece a influência de fatores psicossociais, mas ainda mantém práticas centradas no indivíduo. Já o perfil predominantemente sistêmico com elementos biomédicos considera os múltiplos determinantes da obesidade, embora ainda apresente abordagens prescritivas.
Por fim, o perfil sistêmico caracteriza-se pela adoção de um cuidado integral, compartilhado, intersetorial e contextualizado às condições de vida e ao território dos pacientes. Essa classificação expressa a proposta do instrumento de orientar a avaliação das práticas profissionais para além do modelo biomédico, valorizando uma abordagem multidimensional da obesidade, a redução do estigma e a corresponsabilização pelo cuidado.