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Obesity, inflammation and the immune system

Artigo de periódico
Obesity, inflammation and the immune system
2012
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Ficha da publicação

Nome da publicação: Obesity, inflammation and the immune system

Fonte: Proceedings of the Nutrition Society

Publicado em: 2012

Tipo de arquivo: Artigo de periódico

Link para o original

Resumo

Obesity shares with most chronic diseases the presence of an inflammatory component, which accounts for the development of metabolic disease and other associated health alterations. This inflammatory state is reflected in increased circulating levels of pro-inflammatory proteins, and it occurs not only in adults but also in adolescents and children. The chronic inflammatory response has its origin in the links existing between the adipose tissue and the immune system. Obesity, like other states of malnutrition, is known to impair the immune function, altering leucocyte counts as well as cell-mediated immune responses. In addition, evidence has arisen that an altered immune function contributes to the pathogenesis of obesity. This review attempts to briefly comment on the various plausible explanations that have been proposed for the phenomenon: (1) the obesity-associated increase in the production of leptin (pro-inflammatory) and the reduction in adiponectin (anti-inflammatory) seem to affect the activation of immune cells; (2) NEFA can induce inflammation through various mechanisms (such as modulation of adipokine production or activation of Toll-like receptors); (3) nutrient excess and adipocyte expansion trigger endoplasmic reticulum stress; and (4) hypoxia occurring in hypertrophied adipose tissue stimulates the expression of inflammatory genes and activates immune cells. Interestingly, data suggest a greater impact of visceral adipose tissue and central obesity, rather than total body fat, on the inflammatory process. In summary, there is a positive feedback loop between local inflammation in adipose tissue and altered immune response in obesity, both contributing to the development of related metabolic complications.

Resumo traduzido por

A obesidade partilha com a maioria das doenças crónicas a presença de uma componente inflamatória, que é responsável pelo desenvolvimento de doenças metabólicas e outras alterações de saúde associadas. Este estado inflamatório reflete-se no aumento dos níveis circulantes de proteínas pró-inflamatórias e ocorre não apenas em adultos, mas também em adolescentes e crianças. A resposta inflamatória crónica tem origem nas ligações existentes entre o tecido adiposo e o sistema imunitário. Sabe-se que a obesidade, tal como outros estados de desnutrição, prejudica a função imunitária, alterando a contagem de leucócitos, bem como as respostas imunitárias mediadas por células. Além disso, surgiram evidências de que uma função imunológica alterada contribui para a patogênese da obesidade. Esta revisão tenta comentar brevemente as várias explicações plausíveis que foram propostas para o fenômeno: (1) o aumento associado à obesidade na produção de leptina (pró-inflamatória) e a redução na adiponectina (anti-inflamatória) parecem afetar a ativação de células imunológicas; (2) NEFA pode induzir inflamação através de vários mecanismos (como modulação da produção de adipocinas ou ativação de receptores Toll-like); (3) o excesso de nutrientes e a expansão dos adipócitos desencadeiam estresse no retículo endoplasmático; e (4) a hipóxia que ocorre no tecido adiposo hipertrofiado estimula a expressão de genes inflamatórios e ativa células imunológicas. Curiosamente, os dados sugerem um maior impacto do tecido adiposo visceral e da obesidade central, em vez da gordura corporal total, no processo inflamatório. Em resumo, existe um ciclo de feedback positivo entre a inflamação local no tecido adiposo e a resposta imune alterada na obesidade, ambos contribuindo para o desenvolvimento de complicações metabólicas relacionadas.