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Mudanças climáticas, insegurança alimentar e seus impactos na saúde e nutrição infantil no Brasil: proposta de modelo conceitual

Favoritos do PBO Artigo de periódico
Mudanças climáticas, insegurança alimentar e seus impactos na saúde e nutrição infantil no Brasil: proposta de modelo conceitual
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Ficha da publicação

Nome da publicação: Mudanças climáticas, insegurança alimentar e seus impactos na saúde e nutrição infantil no Brasil: proposta de modelo conceitual

Autores: Lissandra Amorim Santos-Degner, Poliana de Araújo Palmeira, Elisabetta Gioconda Iole Giovanna Recine, Elaine Martins Pasquim, Rosana Salles-Costa, Ana Maria Segall-Corrêa, Paiva Janaína Braga de, Larissa Ferreira Tavares Nonato, Sandra Maria Chaves dos Santos

Fonte: Cadernos de Saúde Pública

Tipo de arquivo: Artigo de periódico

Tipo de estudo: Revisão

Link para o original

Resumo

As mudanças climáticas vêm causando maior frequência e intensidade dos eventos climáticos extremos, levando cerca de 72 milhões de pessoas em todo o mundo a enfrentar limitações no acesso aos alimentos em 2023. No Brasil, esse cenário agrava as situações de fome crônica, pobreza e desigualdades sociais, sobretudo, aumentando a vulnerabilidade em crianças menores. Este estudo tem por objetivo propor um modelo conceitual que explicite e explique estas relações. Foi realizada pesquisa bibliográfica com os termos “mudança climática”, “insegurança alimentar” e “má nutrição infantil”, e a combinação entre eles com a inclusão da palavra “Brasil”, no sentido de discutir o modelo no contexto da realidade brasileira. Foi proposto modelo conceitual que apresenta as relações entre os elementos principais e outros três de mediação e/ou complexidade – sistema alimentar, insegurança hídrica e desigualdades sociais – que se relacionam por cinco vias: (a) impacto direto dos eventos climáticos extremos sobre o acesso ao alimento; (b) impacto dos eventos climáticos extremos no acesso ao alimento, em decorrência dos seus efeitos no sistema alimentar; (c) insegurança hídrica como elemento que adiciona complexidade à relação dos extremos com a insegurança alimentar; (d) as desigualdades sociais como determinantes do efeito das mudanças climáticas sobre os domicílios em condição de insegurança alimentar, baixo acesso à água e/ou má nutrição infantil; (e) a saúde e nutrição infantil afetada por todos esses fatores. As conexões discutidas no modelo poderão orientar futuras pesquisas, favorecendo o desenvolvimento e a implementação de ações colaborativas e multissetoriais de adaptação e construção de resiliência às mudanças climáticas no Brasil.

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Por que o tema é relevante?

O tema articula três grandes crises contemporâneas: mudanças climáticas, insegurança alimentar e má nutrição infantil. O aumento da frequência e intensidade de eventos climáticos extremos têm efeitos diretos e indiretos sobre o acesso aos alimentos, a disponibilidade de água e as condições de vida das famílias, agravando desigualdades sociais historicamente estruturais do Brasil.

Qual é o objetivo do estudo?

Propor um modelo conceitual que explicite e organize as relações entre mudanças climáticas, eventos climáticos extremos, insegurança alimentar e saúde e nutrição infantil no Brasil.

Quais as principais conclusões?

O estudo apresenta um modelo de sistemas complexos, com a insegurança alimentar como eixo central, mediada pelo sistema alimentar, insegurança hídrica e desigualdades sociais, que identifica vias de impacto dos eventos climáticos extremos na nutrição e saúde infantil.
As mudanças climáticas, por meio de eventos extremos como secas, inundações e ondas de calor, afetam a produção, a disponibilidade e o preço dos alimentos, reduzindo o acesso a alimentos in natura e favorecendo o consumo de ultraprocessados, sobretudo entre populações vulneráveis.
O sistema alimentar hegemônico brasileiro, baseado em monoculturas, produção em larga escala e uso intensivo de recursos naturais, é ambientalmente insustentável e contribui para ambientes obesogênicos, intensificando a coexistência de desnutrição e excesso de peso na infância, no contexto da sindemia global da obesidade, desnutrição e mudanças climáticas.
Por fim, a insegurança hídrica, decorrente da escassez ou contaminação da água, agrava esse cenário ao afetar a produção e o preparo dos alimentos, a higiene e a saúde infantil, elevando o risco de doenças infecciosas e desnutrição. No Brasil, a insegurança alimentar e hídrica frequentemente coexistem nos domicílios, e as desigualdades sociais modulam a vulnerabilidade, atingindo de forma desproporcional crianças de grupos historicamente excluídos e reforçando que os impactos das mudanças climáticas não são neutros.