Premature deaths attributable to the consumption of ultraprocessed foods in brazil
Nome da publicação: Premature deaths attributable to the consumption of ultraprocessed foods in brazil
Autores: Eduardo A.F. Nilson, Gerson Ferrari, Maria Laura C. Louzada, Renata B. Levy, Carlos A. Monteiro, Leandro F.M. Rezende
Fonte: American Journal of Preventive Medicine
Publicado em: 2022
Tipo de arquivo: Artigo de periódico
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Introduction
Ultraprocessed foods have been associated with an increased risk of noncommunicable diseases, such as diabetes, cardiovascular diseases, and cancer as well as all-cause mortality. The study aimed to estimate premature deaths attributable to the consumption of ultraprocessed food in Brazil.
Methods
A comparative risk assessment model was developed on the basis of RRs from a recent meta-analysis, national food consumption for 2017–2018, and demographic and mortality data for 2019. Population attributable fractions for all-cause mortality were then estimated within each sex and age stratum according to the distribution of the ultraprocessed food contribution to the total energy of the diet. Analysis was conducted in February 2022–April 2022.
Results
The contribution of ultraprocessed foods to the total energy intake of the diet across sex and age stratum of Brazilian adults ranged from 13% to 21% of the total energy intake. A total of 541,160 adults aged 30‒69 years died in 2019. The consumption of ultraprocessed foods was responsible for approximately 57,000 premature deaths (95% uncertainty interval=33,493, 82,570) or 10.5% of all premature deaths in adults aged 30‒69 years. Reducing the contribution of ultraprocessed foods to the total energy intake by 10%‒50% could potentially prevent 5,900 deaths (95% uncertainty interval=2,910, 10,613) to 29,300 deaths (95% uncertainty interval=16,514, 44,226), respectively.
Conclusions
The consumption of ultraprocessed foods represents a significant cause of premature death in Brazil. Reducing ultraprocessed food intake would promote substantial health gains for the population and should be a food policy priority to reduce premature mortality.
Resumo traduzido por 
Introdução
Alimentos ultraprocessados têm sido associados a um risco aumentado de doenças não transmissíveis, como diabetes, doenças cardiovasculares e câncer, bem como à mortalidade por todas as causas. O estudo teve como objetivo estimar mortes prematuras atribuíveis ao consumo de alimentos ultraprocessados no Brasil.
Métodos
Um modelo comparativo de avaliação de risco foi desenvolvido com base nos RR de uma metanálise recente, no consumo nacional de alimentos para 2017-2018 e em dados demográficos e de mortalidade para 2019. As frações atribuíveis à população para mortalidade por todas as causas foram então estimadas dentro de cada sexo e estrato etário de acordo com a distribuição da contribuição dos alimentos ultraprocessados na energia total da dieta. A análise foi realizada entre fevereiro de 2022 e abril de 2022.
Resultados
A contribuição dos alimentos ultraprocessados na ingestão energética total da dieta entre sexo e faixa etária dos adultos brasileiros variou de 13% a 21% da ingestão energética total. Um total de 541.160 adultos com idade entre 30 e 69 anos morreram em 2019. O consumo de alimentos ultraprocessados foi responsável por aproximadamente 57 mil mortes prematuras (intervalo de incerteza de 95% = 33.493, 82.570) ou 10,5% de todas as mortes prematuras em adultos com idade entre 30 e 69 anos. . Reduzir a contribuição dos alimentos ultraprocessados para a ingestão total de energia em 10%-50% poderia potencialmente prevenir 5.900 mortes (intervalo de incerteza de 95% = 2.910, 10.613) a 29.300 mortes (intervalo de incerteza de 95% = 16.514, 44.226), respectivamente.
Conclusões
O consumo de alimentos ultraprocessados representa uma causa significativa de morte prematura no Brasil. A redução da ingestão de alimentos ultraprocessados promoveria ganhos substanciais na saúde da população e deveria ser uma prioridade da política alimentar para reduzir a mortalidade prematura.
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Por que o tema é relevante?
O consumo de alimentos processados (AUP) está associado ao aparecimento de doenças crônicas não-transmissíveis (DCNTs), como diabetes e doenças cardiovasculares, em um relação dose-resposta.
Qual é o objetivo do artigo?
Estimar as mortes prematuras atribuíveis ao consumo de alimentos ultraprocessados no Brasil.
Quais as principais conclusões?
No Brasil, em 2019, quase metade (48,24%) das mortes prematuras de pessoas de 30 a 69 anos de idade foram causadas por DCNTs. Destas, o consumo AUP foi responsável por 57 mil mortes, o correspondente a 21,8% de todas os óbitos por DCNTs. A população masculina é a mais atingida pelas mortes decorrentes da ingestão excessiva de AUP. Porém, os jovens são os que mais se beneficiaram com a redução do consumo desse tipo de produto.
Para verificar os impactos da diminuição do consumo de AUP, os autores projetaram três diferentes cenários. No primeiro, reduzir a ingestão de AUP em 10% do consumo energético total poderia prevenir ou adiar cerca de 5,9 mil mortes prematuras por ano. No contexto de uma redução de 20% e 50% da participação de AUP no consumo de energia, aproximadamente 12,0 e 29,3 mil mortes poderiam ser evitadas, respectivamente.