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The weight-loss paradox in older adults: balancing fat loss with muscle preservation

Favoritos do PBO Artigo de periódico
The weight-loss paradox in older adults: balancing fat loss with muscle preservation
2025
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Ficha da publicação

Nome da publicação: The weight-loss paradox in older adults: balancing fat loss with muscle preservation

Autores: Sedat Arslan, Ayça Aydın

Fonte: Bulletin of the National Research Centre

Publicado em: 2025

Tipo de arquivo: Artigo de periódico

Tipo de estudo: Revisão

Link para o original

Resumo

Obesity in older adults presents a unique clinical paradox: while excess body weight is associated with adverse metabolic outcomes, modest overweight may offer protective benefits in terms of mortality and functional reserve—referred to as the “obesity paradox.” However, intentional weight loss in this population, although beneficial for managing comorbidities such as type 2 diabetes and cardiovascular disease, often results in unintended muscle loss, sarcopenia, and increased frailty. This review synthesizes the current literature on the obesity paradox in aging, exploring its biological underpinnings and clinical implications. The paper critically examines the risks and benefits of intentional weight loss and emphasizes the need for integrative strategies that promote fat reduction while preserving muscle mass. Dietary recommendations focus on adequate protein intake, vitamin D, omega-3 fatty acids, and polyphenol-rich foods to mitigate muscle catabolism. The role of resistance and aerobic exercise is also discussed as essential in counteracting sarcopenia and maintaining physical function. In addition, emerging evidence on the use of nutritional supplements and functional foods as adjunctive tools is explored. Practical clinical recommendations and future research directions are provided to guide safe and effective weight management in older adults. The review advocates for a shift from BMI-centered strategies to body composition–focused approaches that prioritize functional and metabolic health. Overall, this paper provides a comprehensive, evidence-based framework to help clinicians navigate the complex intersection of aging, obesity, and energy balance. In weight-loss programs for older adults, combining ≥ 1.0–1.5 g/kg/day of high-quality protein with structured resistance and aerobic training, vitamin D supplementation to maintain 25(OH)D ≥ 30 ng/mL, 1–2 g/day EPA + DHA, and polyphenol-rich foods (e.g., berries, green tea, extra-virgin olive oil, cruciferous vegetables) supports fat loss while preserving muscle function.

Resumo traduzido por

A obesidade em idosos apresenta um paradoxo clínico singular: embora o excesso de peso esteja associado a desfechos metabólicos adversos, um sobrepeso moderado pode oferecer benefícios protetores em termos de mortalidade e reserva funcional — o que é conhecido como o “paradoxo da obesidade”. Contudo, a perda de peso intencional nessa população, embora benéfica para o controle de comorbidades como diabetes tipo 2 e doenças cardiovasculares, frequentemente resulta em perda muscular não intencional, sarcopenia e aumento da fragilidade. Esta revisão sintetiza a literatura atual sobre o paradoxo da obesidade no envelhecimento, explorando seus fundamentos biológicos e implicações clínicas. O artigo examina criticamente os riscos e benefícios da perda de peso intencional e enfatiza a necessidade de estratégias integrativas que promovam a redução da gordura corporal, preservando a massa muscular. As recomendações dietéticas focam na ingestão adequada de proteínas, vitamina D, ácidos graxos ômega-3 e alimentos ricos em polifenóis para mitigar o catabolismo muscular. O papel do exercício resistido e aeróbico também é discutido como essencial para combater a sarcopenia e manter a função física. Além disso, são exploradas as evidências emergentes sobre o uso de suplementos nutricionais e alimentos funcionais como ferramentas adjuvantes. Este artigo apresenta recomendações clínicas práticas e direcionamentos para pesquisas futuras, visando orientar o manejo seguro e eficaz do peso em idosos. A revisão defende uma mudança de estratégias centradas no IMC para abordagens focadas na composição corporal, que priorizem a saúde funcional e metabólica. De modo geral, este artigo fornece uma estrutura abrangente e baseada em evidências para auxiliar os profissionais de saúde a lidar com a complexa interseção entre envelhecimento, obesidade e equilíbrio energético. Em programas de perda de peso para idosos, a combinação de ≥ 1,0–1,5 g/kg/dia de proteína de alta qualidade com treinamento estruturado de resistência e aeróbico, suplementação de vitamina D para manter 25(OH)D ≥ 30 ng/mL, 1–2 g/dia de EPA + DHA e alimentos ricos em polifenóis (como frutas vermelhas, chá verde, azeite de oliva extravirgem e vegetais crucíferos) favorece a perda de gordura, preservando a função muscular.

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Por que o tema é relevante?

O manejo do peso em idosos envolve um paradoxo clínico complexo: embora a obesidade esteja associada a pior desfecho metabólico, funcional e cardiovascular, estudos mostram que indivíduos idosos com sobrepeso ou obesidade leve podem apresentar menor mortalidade e maior reserva fisiológica, esse fenômeno é conhecido como paradoxo da obesidade. 

Qual é o objetivo do estudo?

Sintetizar as evidências científicas sobre o paradoxo da obesidade em idosos, discutir seus mecanismos biológicos e implicações clínicas.

Quais as principais conclusões?

O estudo evidencia que no envelhecimento a perda de peso não é sinônimo de melhora automática, especialmente porque intervenções mal planejadas podem agravar a sarcopenia, aumentar a fragilidade e comprometer a autonomia. Compreender como equilibrar redução de gordura e preservação muscular é fundamental para o cuidado clínico dos idosos.
O paradoxo da obesidade discute que o envelhecimento está associado tanto ao aumento da gordura corporal quanto à perda progressiva de massa muscular e força. Embora a obesidade seja reconhecida como fator de risco para doenças cardiovasculares, diabetes, inflamação crônica e declínio funcional, estudos mostram que idosos com sobrepeso ou obesidade leve tendem, paradoxalmente, a apresentar menor mortalidade e melhores desfechos clínicos que aqueles dentro do IMC considerado normal.
Esse fenômeno sugere que a gordura corporal pode conferir reserva energética protetora em situações de doença aguda e hospitalização, enquanto a baixa massa muscular se associa fortemente a pior funcionalidade, maior fragilidade e maior risco de morte. Por isso, estratégias de manejo do peso precisam ir além do IMC e considerar a composição corporal e o estado funcional.
Segundo os mecanismos fisiológicos, a redução de peso melhora glicemia, sensibilidade à insulina, dor osteoarticular, mobilidade, pressão arterial e inflamação, mas ela também traz riscos pela perda da massa magra que pode acelerar a sarcopenia, autonomia, equilíbrio, força e capacidade funcional.
Por fim, a abordagem mais efetiva é aquela que combina déficit calórico moderado com estratégias nutricionais e exercícios que assegurem a manutenção muscular. O programa de perda de peso para idosos precisa incluir, treinamento de força, considerado fundamental para preservar ou aumentar massa e força muscular, além do monitoramento contínuo da composição corporal, permitindo ajustes individualizados na dieta, suplementação e exercícios