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Boletim

Boletim PBO

Boletim PBO: acompanhe o que realmente importa do universo da obesidade

Boletim PBO
Edição 03/2026 #112

Boletim PBO

  1. Publicado em: 3 de fev de 2026

  2. Período: De 20 de janeiro a 02 de fevereiro/2026

  3. Resenhas desta edição:
    1. Efficacy of an intervention in the nutritional status and consumption of ultra-processed foods in children with obesity treated in primary health care in Brazil

      Autores: Mariana Zogbi Jardim, Daniela Silva Canella, Ariene Silva do Carmo, Luana Lara Rocha, Lúcia Helena Almeida Gratão, Diana Barbosa Cunha, Milene Cristine Pessoa, Larissa Loures Mendes

      Fonte: BMC Nutrition

      Publicado em: 2026

      Tipo de arquivo: Artigo de periódico

      Tipo de estudo: Ensaio clínico

    2. Impact of fiscal policy for sugar-sweetened beverages on reducing the burden of disease and healthcare costs in Brazil: a simulation study

      Autores: Luciana Bertoldi Nucci, Ben Amies-Cull, Flavia Mori Sarti, Wolney Lisboa Conde, Carla Cristina Enes

      Fonte: Nutrients

      Publicado em: 2026

      Tipo de arquivo: Artigo de periódico

      Tipo de estudo: Estudo observacional

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Quinta-feira, às 11h.

Efficacy of an intervention in the nutritional status and consumption of ultra-processed foods in children with obesity treated in primary health care in Brazil

Autores: Mariana Zogbi Jardim, Daniela Silva Canella, Ariene Silva do Carmo, Luana Lara Rocha, Lúcia Helena Almeida Gratão, Diana Barbosa Cunha, Milene Cristine Pessoa, Larissa Loures Mendes
Fonte: BMC Nutrition
Publicado em: 2026
Tipo de arquivo: Artigo de periódico
Tipo de estudo: Ensaio clínico
Link para o original

Por que o tema é relevante?

A obesidade infantil é um desafio de saúde, pelos impactos duradouros sobre o crescimento, o bem-estar e o risco de doenças crônicas ao longo da vida. No Brasil, a elevada prevalência de obesidade em crianças e os custos crescentes para o Sistema Único de Saúde (SUS) reforçam a necessidade de estratégias efetivas de cuidado, principalmente na Atenção Primária à Saúde (APS).

Qual é o objetivo do estudo?

Avaliar o efeito de uma intervenção realizada na APS, sobre o consumo de alimentos ultraprocessados e o estado nutricional de crianças com obesidade

Quais as principais conclusões?

O estudo demonstra um acompanhamento multicomponente de crianças com obesidade na Atenção Primária à Saúde (APS), realizado ao longo de 9 meses. O grupo intervenção recebeu atendimentos individuais com nutricionistas, atividades de Educação Alimentar e Nutricional em grupo e no domicílio e monitoramento remoto (telefone/WhatsApp).
Essa intervenção foi capaz de produzir mudanças relevantes no padrão alimentar dessas crianças, especialmente na redução do consumo de alimentos ultraprocessados ao longo do acompanhamento. Sendo fundamental para prevenir desfechos cardiometabólicos negativos e estabilizando o peso durante o crescimento, possibilitando uma melhora progressiva do estado nutricional sem estratégias restritivas prejudiciais ao desenvolvimento infantil.
Além disso, o acompanhamento contínuo dessas crianças esteve associado à redução do IMC/idade ao longo do tempo. Isso indica que o acesso a algum grau de cuidado estruturado e acompanhamento longitudinal na APS já gera benefícios para o controle do excesso de peso infantil. Dessa forma, o estudo evidencia fragilidades na organização da linha de cuidado da obesidade infantil na APS, mas também o potencial quando intervenções sistematizadas são implementadas.
O manejo da obesidade infantil deve priorizar abordagens multicomponentes, que integrem alimentação, atividade física, comportamento sedentário, sono, saúde mental e, sobretudo, o envolvimento da família e do ambiente em que a criança vive. As políticas e práticas de cuidado devem evitar culpabilização, estigmatização e foco exclusivo no peso corporal, valorizando mudanças comportamentais sustentáveis e o cuidado longitudinal. 

Impact of fiscal policy for sugar-sweetened beverages on reducing the burden of disease and healthcare costs in Brazil: a simulation study

Autores: Luciana Bertoldi Nucci, Ben Amies-Cull, Flavia Mori Sarti, Wolney Lisboa Conde, Carla Cristina Enes
Fonte: Nutrients
Publicado em: 2026
Tipo de arquivo: Artigo de periódico
Tipo de estudo: Estudo observacional
Link para o original

Por que o tema é relevante?

O consumo de bebidas adoçadas está associado ao aumento da obesidade, de doenças metabólicas e cardiovasculares e dos custos em saúde. Além disso, o debate ganha atualidade com a aprovação da reforma tributária no Brasil, que prevê a criação de um Imposto Seletivo sobre produtos nocivos à saúde, incluindo as bebidas açucaradas.

Qual é o objetivo do estudo?

Estimar os impactos potenciais da implementação de um imposto seletivo de 20% sobre bebidas adoçadas com açúcar no Brasil. 

Quais as principais conclusões?

O modelo de simulação demonstra que a implementação de um imposto seletivo de 20% sobre bebidas adoçadas com açúcar no Brasil tem potencial para produzir impactos substanciais e duradouros na saúde da população e nos custos do sistema de saúde.
Os autores estimam uma redução do consumo energético diário e projetam redução da prevalência de obesidade na população adulta, com quedas estimadas de 19,8% para 18,2% nos homens e de 23,6% para 22,1% nas mulheres. A prevalência de sobrepeso também diminui, em jovens e idosos, indicando que os efeitos do imposto se distribuem ao longo do ciclo de vida.
Em um horizonte de 20 anos, o imposto poderia evitar um número elevado de casos de doenças crônicas não transmissíveis associadas ao excesso de peso, além de ganhos significativos em anos de vida ajustados pela qualidade (QALYs). No campo econômico, a política resultaria em economias diretas para o SUS, estimadas em cerca de Int$ 520 milhões ao longo da vida da população adulta.
Por fim, o estudo conclui que o momento político-institucional brasileiro, marcado pela aprovação da reforma tributária e pela previsão do Imposto Seletivo, representa uma oportunidade estratégica para o desenho do imposto, com alíquota suficientemente elevada, ampla cobertura de produtos e integração com outras políticas de saúde, que pode gerar ganhos expressivos em saúde, sustentabilidade do SUS e bem-estar da população brasileira.