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Boletim

Boletim PBO

Boletim PBO: acompanhe o que realmente importa do universo da obesidade

Boletim PBO
Edição 04/2026 #113

Boletim PBO

  1. Publicado em: 19 de fev de 2026

  2. Período: De 04 a 18 de fevereiro/2026

  3. Resenhas desta edição:
    1. A multidimensional index to quantify food insecurity in brazil (MUFII): an approach based on sustainable development indicators

      Autores: Lucas De Almeida Moura, Eduardo De Carli, Carolina Ribeiro Xavier, Dirce Maria Lobo Marchioni

      Fonte: Sustainability

      Publicado em: 2026

      Tipo de arquivo: Artigo de periódico

      Tipo de estudo: Estudo observacional

    2. Does childhood obesity foreshadow a future time-bomb of early and more aggressive cancers?

      Autores: Jeff M. P. Holly, Katherine Samaras

      Fonte: Frontiers in Endocrinology

      Publicado em: 2026

      Tipo de arquivo: Artigo de periódico

      Tipo de estudo: Revisão

Destaques do Período

World Obesity Day

O Instituto Cordial realizará o evento do Dia Mundial da Obesidade, apresentando dados atualizados do Atlas feito pela World Obesity Federation e traduzido pela Cordial.

Dia 04 de março, das 10h às 12h.

Evento gratuito e online.

Inscreva-se aqui.

Eventos

Fique de olho

Cursos:

Agenda do Painel Brasileiro da Obesidade:

Fique de olho em nosso canal do Youtube! 

Quinta-feira, às 11h.

A multidimensional index to quantify food insecurity in brazil (MUFII): an approach based on sustainable development indicators

Autores: Lucas De Almeida Moura, Eduardo De Carli, Carolina Ribeiro Xavier, Dirce Maria Lobo Marchioni
Fonte: Sustainability
Publicado em: 2025
Tipo de arquivo: Artigo de periódico
Tipo de estudo: Estudo observacional
Link para o original

Por que o tema é relevante?

Embora existam indicadores que mensuram segurança alimentar e sustentabilidade, faltam ferramentas quantitativas que integrem essas dimensões de forma sistêmica. Nesse sentido, desenvolver um índice multidimensional para captar fatores estruturais da insegurança alimentar com um avanço metodológico e estratégico para monitoramento e formulação de políticas públicas.

Qual é o objetivo do estudo?

Desenvolver e validar o Índice Multidimensional de Insegurança Alimentar (MUFII) como instrumento abrangente para avaliar a insegurança alimentar de forma sistêmica e multidimensional.

Quais as principais conclusões?

O MUFII é um índice desenvolvido para mensurar a insegurança alimentar multidimensional, composto por 12 indicadores distribuídos nas dimensões econômica, social e ambiental, incluindo pobreza, desemprego, informalidade feminina, violência, mortalidade infantil, escolaridade e acesso à água potável. Sendo padronizados em uma escala de 0 a 1, na qual valores mais elevados correspondem a maiores níveis de insegurança alimentar.
O índice foi aplicado às 27 Unidades Federativas do Brasil para 2018 e 2022, com escores variando de 0,09 a 0,67 em 2018 e de 0,10 a 0,72 em 2022, que indicam agravamento do cenário nacional, inclusive em estados historicamente menos vulneráveis, e evidenciando que estados vizinhos tendem a compartilhar padrões semelhantes de vulnerabilidade.
A análise também revelou marcante desigualdade regional, com níveis elevados de insegurança alimentar nas regiões Norte e Nordeste. Destacando-se os estados do Acre, Amazonas e Maranhão com os maiores valores médios, que evidencia a persistência de vulnerabilidades estruturais nessas localidades.
Por fim, o MUFII é capaz de captar o acesso imediato aos alimentos e também os determinantes estruturais da insegurança alimentar no Brasil, sendo uma ferramenta estratégica para monitorar esse processo e apoiar decisões na implementação da Agenda 2030, com políticas intersetoriais sustentáveis, integrando crescimento econômico, justiça social e preservação ambiental. 

Does childhood obesity foreshadow a future time-bomb of early and more aggressive cancers?

Autores: Jeff M. P. Holly, Katherine Samaras
Fonte: Frontiers in Endocrinology
Publicado em: 2026
Tipo de arquivo: Artigo de periódico
Tipo de estudo: Revisão
Link para o original

Por que o tema é relevante?

A possível associação entre o aumento global da obesidade infantil e a maior incidência de cânceres de início precoce (antes dos 50 anos) levanta preocupações. Como a obesidade é um fator de risco para diversos cânceres na vida adulta, a exposição prolongada desde a infância pode antecipar e intensificar o desenvolvimento dessas neoplasias.

Qual é o objetivo do estudo?

Examinar evidências científicas que sugerem uma possível ligação entre obesidade na infância e o aumento futuro de cânceres de início precoce.

Quais as principais conclusões?

O artigo apresenta que o conjunto atual de evidências epidemiológicas, biológicas e populacionais sustenta a hipótese de que a obesidade infantil pode contribuir para o aumento dos cânceres de início precoce, especialmente aqueles já associados à obesidade em adultos.
Modelos idade-período-coorte mostram crescimento expressivo da incidência de diversos cânceres antes dos 50 anos em coortes nascidas a partir da década de 1950. Nos Estados Unidos, análises populacionais indicam que entre 30 tipos de câncer avaliados, 6 dos 12 cânceres relacionados à obesidade apresentaram aumento em adultos jovens, ao contrário da maioria dos não associados a esse fator.
Tendência semelhante foi observada na China, onde em coortes nascidas entre 1982–1986, a incidência de 12 cânceres relacionados à obesidade aumentou 3,7 vezes em comparação com a coorte de 1962, e para nascidos entre 1997–2001 o aumento chegou a 25,1 vezes, com crescimento anual de 15,3% na faixa etária de 25–29 anos. Esses aumentos acompanharam a rápida elevação da prevalência de sobrepeso e obesidade infantil no país nas últimas décadas.
Estudos longitudinais sugerem que a duração da obesidade é relevante, pois o maior tempo de exposição metabólica adversa eleva o risco de mortalidade por câncer, indicando que a obesidade infantil pode ampliar o risco ao longo da vida. Do ponto de vista biológico, a obesidade atua principalmente como promotora tumoral, criando um ambiente pró-câncer marcado por hiperinsulinemia, inflamação crônica, alterações hormonais e disfunção do tecido adiposo, o que pode acelerar a progressão de lesões pré-malignas.
Por fim, os autores concluem que o aumento atual de cânceres precoces pode representar apenas o início do problema, já que o intervalo entre exposição e manifestação clínica é longo e a expansão da obesidade infantil é relativamente recente e defendem a implementação urgente de políticas estruturais para prevenir a obesidade infantil como estratégia potencial de prevenção primária de câncer precoce.