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Boletim

Boletim PBO

Boletim PBO: acompanhe o que realmente importa do universo da obesidade

Boletim PBO
Edição 06/2026 #114

Boletim PBO

  1. Publicado em: 17 de mar de 2026

  2. Período: De 04 a 16 de março/2026

  3. Resenhas desta edição:
    1. Genetic determinants of BMI, diet, and fitness interact to partially explain anthropometric obesity traits but not the metabolic consequences of obesity in men and women

      Autores: Carmen E. Arrington, Debra K. M. Tacad, Hooman Allayee, Kristen J. Sutton, Catherine Dombroski, Nancy L. Keim, John W. Newman, Brian J. Bennett

      Fonte: International Journal of Obesity

      Publicado em: 2026

      Tipo de arquivo: Artigo de periódico

      Tipo de estudo: Estudo observacional

    2. Obesity and cancer: a translational science review

      Autores: Sherry Shen, Kristy A. Brown, Angela K. Green, Neil M. Iyengar

      Fonte: JAMA

      Publicado em: 2026

      Tipo de arquivo: Artigo de periódico

      Tipo de estudo: Revisão

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Agenda do Painel Brasileiro da Obesidade:

Fique de olho em nosso canal do Youtube! 

Quinta-feira, às 11h.

19 de março. Live sobre Estilo de vida saudável durante e após o tratamento do câncer com os convidados Fábio Fortunato Brasil de Carvalho e Gabriela Villaça Chaves, do Instituto Nacional do Câncer – INCA.

Genetic determinants of BMI, diet, and fitness interact to partially explain anthropometric obesity traits but not the metabolic consequences of obesity in men and women

Autores: Carmen E. Arrington, Debra K. M. Tacad, Hooman Allayee, Kristen J. Sutton, Catherine Dombroski, Nancy L. Keim, John W. Newman, Brian J. Bennett
Fonte: International Journal of Obesity
Publicado em: 2026
Tipo de arquivo: Artigo de periódico
Tipo de estudo: Estudo observacional
Link para o original

Por que o tema é relevante?

A obesidade é uma condição complexa e multifatorial, associada a diversas doenças crônicas. Compreender como fatores genéticos interagem com elementos modificáveis (como dieta, nível de atividade física e taxa metabólica) é essencial para avançar em estratégias de medicina e nutrição de precisão. Além disso, é necessário diferenciar melhor os determinantes do acúmulo de gordura corporal daqueles relacionados às consequências metabólicas da obesidade.

Qual é o objetivo do estudo?

Avaliar como fatores genéticos e fatores de estilo de vida influenciam a composição corporal e os fatores de risco da síndrome metabólica.

Quais as principais conclusões?

Os resultados do estudo aprofundam a compreensão de que a obesidade é determinada por múltiplos fatores, e que a contribuição genética, embora relevante, é limitada quando se trata de explicar a complexidade do fenótipo e, principalmente, suas consequências metabólicas.
O escore de risco poligênico (PRS) apresentou capacidade moderada de prever o IMC, explicando cerca de 15,6% da sua variação, reduzida para 11,3% após ajustes por idade, sexo e estrutura genética populacional, indicando influência genética moderada sobre o tamanho corporal.
Entretanto, para desfechos mais específicos, como gordura corporal, triglicerídeos, HDL e pressão arterial, a contribuição genética foi pequena, geralmente inferior a 3%. Exceções ocorreram para circunferência da cintura (≈10,1%) e índice de massa magra (≈6,6%). Esses resultados sugerem que os genes associados ao IMC estão mais relacionados ao tamanho corporal global do que à distribuição de gordura ou à disfunção metabólica.
A associação entre risco genético e consequências metabólicas também foi limitada, sendo significativa apenas para circunferência da cintura e glicemia. Em contraste, fatores modificáveis, como taxa metabólica de repouso, aptidão física e qualidade da dieta, apresentaram maior influência sobre a composição corporal e alguns indicadores de adiposidade.
Mesmo em modelos que integraram variáveis genéticas e comportamentais, metabolismo e condicionamento físico mostraram maior impacto que o risco genético. Esses achados indicam que os determinantes genéticos do IMC não correspondem necessariamente aos fatores que explicam as alterações metabólicas da obesidade, reforçando que mesmo indivíduos com alto risco genético podem se beneficiar de mudanças no estilo de vida, indicando a importância de abordagens integradas na prevenção e tratamento da obesidade.

Obesity and cancer: a translational science review

Autores: Sherry Shen, Kristy A. Brown, Angela K. Green, Neil M. Iyengar
Fonte: JAMA
Publicado em: 2026
Tipo de arquivo: Artigo de periódico
Tipo de estudo: Revisão
Link para o original

Por que o tema é relevante?

A obesidade é um importante fator de risco modificável para o câncer, associada a cerca de 10% dos novos diagnósticos nos Estados Unidos e a até 50% em alguns tipos específicos. A prevalência de obesidade e a incidência de câncer vêm aumentando, e os cânceres associados à obesidade têm aumentado entre adultos jovens, ampliando seu impacto como problema de saúde pública.

Qual é o objetivo do estudo?

Revisar e sintetizar as evidências científicas sobre os mecanismos biológicos sobre como a obesidade contribui para o desenvolvimento do câncer.

Quais as principais conclusões?

O artigo demonstra que a obesidade está associada ao aumento do risco de diversos tipos de câncer e atua por múltiplos mecanismos biológicos interligados. Ela promove um ambiente favorável ao câncer por meio de inflamação crônica, alterações hormonais e disfunção do tecido adiposo,  favorecendo a proliferação celular e reduzindo a capacidade do organismo de eliminar células tumorais.
Outro mecanismo central envolve, a disfunção do sistema imunológico, aumento do estresse oxidativo, alterações no metabolismo energético e mudanças no microbioma intestinal, que são fatores que contribuem para o aumento da inflamação resultando no desenvolvimento e progressão tumoral. O artigo também destaca o papel do metabolismo energético, em que o excesso de gordura fornece substratos energéticos diretamente às células tumorais, facilitando seu crescimento e disseminação.
Estudos epidemiológicos indicam maior risco de câncer em indivíduos com obesidade, especialmente quando associada à síndrome metabólica e influenciado ao longo da vida, pela exposição desde a infância. Quanto às intervenções, a perda de peso pode reduzir esse risco, especialmente quando superior a 10% do peso corporal, mas ainda são necessários mais estudos para confirmar o efeito das intervenções.