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Boletim

Boletim PBO

Boletim PBO: acompanhe o que realmente importa do universo da obesidade

Boletim PBO
Edição 25/2025 #109

Boletim PBO

  1. Publicado em: 16 de dez de 2025

  2. Período: De 03 a 15 de dezembro/2025

  3. Resenhas desta edição:
    1. Changes in the frequency of food orders and food choices on meal delivery apps during the COVID-19 pandemic in a Brazilian metropolitan region

      Autores: Laís Vargas Botelho, Daniela Silva Canella, Dayan Carvalho Ramos Salles De Carvalho, Paula Martins Horta, Maria Eduarda Ribeiro José, Leonardo Soares Bastos, Letícia De Oliveira Cardoso

      Fonte: BMC Public Health

      Publicado em: 2025

      Tipo de arquivo: Artigo de periódico

      Tipo de estudo: Estudo observacional

    2. The weight-loss paradox in older adults: balancing fat loss with muscle preservation

      Autores: Sedat Arslan, Ayça Aydın

      Fonte: Bulletin of the National Research Centre

      Publicado em: 2025

      Tipo de arquivo: Artigo de periódico

      Tipo de estudo: Revisão

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Cursos:

Changes in the frequency of food orders and food choices on meal delivery apps during the COVID-19 pandemic in a Brazilian metropolitan region

Autores: Laís Vargas Botelho, Daniela Silva Canella, Dayan Carvalho Ramos Salles De Carvalho, Paula Martins Horta, Maria Eduarda Ribeiro José, Leonardo Soares Bastos, Letícia De Oliveira Cardoso
Fonte: BMC Public Health
Publicado em: 2025
Tipo de arquivo: Artigo de periódico
Tipo de estudo: Estudo observacional
Link para o original

Por que o tema é relevante?

A transformação acelerada no ambiente alimentar digital com a expansão dos aplicativos de entrega de refeições durante a pandemia de COVID-19, por conta do isolamento social e do fechamento de estabelecimentos afetou a saúde pública. Essas plataformas ampliam o acesso a alimentos ultraprocessados, moldam escolhas alimentares e tendem a reforçar padrões pouco saudáveis. 

Qual é o objetivo do estudo?

Descrever as mudanças na frequência de compras e nos tipos de alimentos e bebidas pedidos na Região Metropolitana do Rio de Janeiro por meio de aplicativos de entrega antes e durante a primeira onda da pandemia.

Quais as principais conclusões?

O artigo analisa dados de 986 adultos entre maio e setembro de 2020 (antes e durante a primeira onda da COVID-19), com intuito de buscar como a pandemia mudou o uso de aplicativos de entrega e as escolhas alimentares segundo a classificação NOVA e o Guia Alimentar.
O uso regular dos apps (ao menos uma vez por semana), aumentou de 60% para 62,4%, com uma predominância dos ultraprocessados (fast food e refrigerantes) e as opções saudáveis sendo pouco solicitadas e, mesmo quando incluídas, coexistiam com escolhas não saudáveis.
Alguns usuários de consumo ocasionais passaram a fazer uso regular, com pedidos de refeições tradicionais, proteínas animais e sobremesas, mantendo o consumo elevado de ultraprocessados e, em parte dos casos, adicionando bebidas alcoólicas, indicando o aumento do consumo abusivo de álcool durante períodos de restrição social. Sendo eles, jovens e adultos de meia-idade que viviam com parceiros e filhos e que, durante a pandemia, acumularam responsabilidades domésticas, trabalho remoto e acompanhamento das atividades escolares.
Já os 22% dos usuários que reduziram o uso,  passaram a pedir menos fast food, refrigerantes e refeições tradicionais, mas mantiveram ou aumentaram pedidos de pratos com proteína animal. Indicando que, ao usar o serviço de forma esporádica, priorizavam itens que não cozinhavam em casa, priorizando o preparo doméstico e são sobretudo idosos, pessoas com pior autopercepção de saúde e indivíduos com obesidade possivelmente motivados pelo medo de contaminação por embalagens ou contato com entregadores.
O estudo conclui que a expansão dos aplicativos durante a pandemia expôs importantes lacunas regulatórias, os mecanismos de publicidade digital, cupons de desconto, ofertas de frete grátis e a ausência de informações nutricionais tornam o ambiente digital favorável ao consumo de ultraprocessados.

The weight-loss paradox in older adults: balancing fat loss with muscle preservation

Autores: Sedat Arslan, Ayça Aydın
Fonte: Bulletin of the National Research Centre
Publicado em: 2025
Tipo de arquivo: Artigo de periódico
Tipo de estudo: Revisão
Link para o original

Por que o tema é relevante?

O manejo do peso em idosos envolve um paradoxo clínico complexo: embora a obesidade esteja associada a pior desfecho metabólico, funcional e cardiovascular, estudos mostram que indivíduos idosos com sobrepeso ou obesidade leve podem apresentar menor mortalidade e maior reserva fisiológica, esse fenômeno é conhecido como paradoxo da obesidade. 

Qual é o objetivo do estudo?

Sintetizar as evidências científicas sobre o paradoxo da obesidade em idosos, discutir seus mecanismos biológicos e implicações clínicas.

Quais as principais conclusões?

O estudo evidencia que no envelhecimento a perda de peso não é sinônimo de melhora automática, especialmente porque intervenções mal planejadas podem agravar a sarcopenia, aumentar a fragilidade e comprometer a autonomia. Compreender como equilibrar redução de gordura e preservação muscular é fundamental para o cuidado clínico dos idosos.
O paradoxo da obesidade discute que o envelhecimento está associado tanto ao aumento da gordura corporal quanto à perda progressiva de massa muscular e força. Embora a obesidade seja reconhecida como fator de risco para doenças cardiovasculares, diabetes, inflamação crônica e declínio funcional, estudos mostram que idosos com sobrepeso ou obesidade leve tendem, paradoxalmente, a apresentar menor mortalidade e melhores desfechos clínicos que aqueles dentro do IMC considerado normal.
Esse fenômeno sugere que a gordura corporal pode conferir reserva energética protetora em situações de doença aguda e hospitalização, enquanto a baixa massa muscular se associa fortemente a pior funcionalidade, maior fragilidade e maior risco de morte. Por isso, estratégias de manejo do peso precisam ir além do IMC e considerar a composição corporal e o estado funcional.
Segundo os mecanismos fisiológicos, a redução de peso melhora glicemia, sensibilidade à insulina, dor osteoarticular, mobilidade, pressão arterial e inflamação, mas ela também traz riscos pela perda da massa magra que pode acelerar a sarcopenia, autonomia, equilíbrio, força e capacidade funcional.
Por fim, a abordagem mais efetiva é aquela que combina déficit calórico moderado com estratégias nutricionais e exercícios que assegurem a manutenção muscular. O programa de perda de peso para idosos precisa incluir, treinamento de força, considerado fundamental para preservar ou aumentar massa e força muscular, além do monitoramento contínuo da composição corporal, permitindo ajustes individualizados na dieta, suplementação e exercícios