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Effect of ultraprocessed foods taxation on overweight prevalence and noncommunicable diseases in Brazil

PBO Favorites Artigo de periódico
Effect of ultraprocessed foods taxation on overweight prevalence and noncommunicable diseases in Brazil
2026
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Publication sheet

Nome da publicação: Effect of ultraprocessed foods taxation on overweight prevalence and noncommunicable diseases in Brazil

Authors: Joyce M. Camargo, Eduardo A.F. Nilson, Gerson Ferrari, Leandro F.M. Rezende

Source: American Journal of Preventive Medicine

Published in: 2026

File type: Artigo de periódico

Kind of study: Estudo observacional

Link to the original

Summary

Modeling studies have shown that taxation of sugar-sweetened beverages and other unhealthy foods can reduce obesity and noncommunicable diseases, yet no previous study has specifically evaluated the potential health effects of taxing the entire group of ultraprocessed foods. The aim of this study was to estimate the potential impact of ultra-processed foods taxation on overweight prevalence and noncommunicable disease incident cases and deaths among Brazilian adults from 2024 to 2044.
The taxation of ultra-processed foods may be an effective public health strategy to reduce noncommunicable disease burden in Brazil.

Summary translated by

Estudos de modelagem demonstraram que a tributação de bebidas açucaradas e outros alimentos não saudáveis ​​pode reduzir a obesidade e as doenças não transmissíveis. No entanto, nenhum estudo anterior avaliou especificamente os potenciais efeitos na saúde da tributação de todo o grupo de alimentos ultraprocessados. O objetivo deste estudo foi estimar o impacto potencial da tributação de alimentos ultraprocessados ​​sobre a prevalência de sobrepeso e a incidência e mortalidade por doenças não transmissíveis em adultos brasileiros, no período de 2024 a 2044.
A tributação de alimentos ultraprocessados ​​pode ser uma estratégia eficaz de saúde pública para reduzir a carga de doenças não transmissíveis no Brasil.

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Por que o tema é relevante?

No Brasil, a participação dos ultraprocessados na ingestão calórica total aumentou de 16% em 2002–2003 para 20% em 2017–2018, tornando-se um importante desafio para a saúde pública. Nesse contexto, políticas fiscais, como a tributação, têm sido discutidas como estratégias capazes de reduzir o consumo e minimizar os impactos sanitários e econômicos relacionados às DCNTs. 

Qual é o objetivo do estudo?

Estimar o impacto da tributação dos alimentos ultraprocessados sobre a prevalência de excesso de peso e sobre a incidência e mortalidade por doenças crônicas não transmissíveis entre adultos brasileiros no período de 2024 a 2044.

Quais as principais conclusões?

O estudo projeta que, caso as tendências atuais sejam mantidas, mais de 10 milhões de novos casos de doenças crônicas atribuíveis ao excesso de peso e mais de 1 milhão de mortes ocorrerão no Brasil entre 2024 e 2044. A prevalência de excesso de peso passaria de 57% em 2023 para 75% em 2044, contudo com a adoção de impostos capazes de elevar os preços dos ultraprocessados essa prevalência seria reduzida.
Em termos de impacto sobre as doenças crônicas, um aumento de 10% nos preços dos ultraprocessados evitaria aproximadamente 526 mil novos casos de DCNTs e cerca de 71 mil mortes ao longo de vinte anos. Com uma tributação de 20%, os números alcançariam em torno de 862 mil casos e 115 mil mortes evitadas. o cenário de 50% de aumento de preços poderia evitar cerca de 1,79 milhão de casos de doenças crônicas e quase 237 mil mortes.
Entre os agravos prevenidos, o diabetes tipo 2 representaria a maior parcela dos casos evitados, enquanto as doenças cardiovasculares correspondem pela maior parte das mortes prevenidas.
Os autores concluem que a tributação dos alimentos ultraprocessados pode ser uma estratégia eficaz de saúde pública para reduzir a prevalência de excesso de peso e diminuir a carga de doenças crônicas no Brasil. Além disso, defendem que essa medida seja implementada em conjunto com outras políticas, como rotulagem nutricional, restrições à publicidade de alimentos não saudáveis e incentivos ao consumo de alimentos in natura e minimamente processados, ampliando seus benefícios para a população.