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Ultra‐processed food intake, cognitive function, and dementia risk: A cross‐sectional study of middle‐aged and older Australian adults

PBO Favorites Artigo de periódico
Ultra‐processed food intake, cognitive function, and dementia risk: A cross‐sectional study of middle‐aged and older Australian adults
2026
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Publication sheet

Nome da publicação: Ultra‐processed food intake, cognitive function, and dementia risk: A cross‐sectional study of middle‐aged and older Australian adults

Authors: Barbara R. Cardoso, Euridice Martinez Steele, Barbara Brayner, Xinyi Yuan, Lisa Bransby, Hannah Cummins, Yen Ying Lim, Priscila Machado

Source: Alzheimer's &, Dementia: Diagnosis, Assessment &, Disease Monitoring

Published in: 2026

File type: Artigo de periódico

Kind of study: Estudo observacional

Link to the original

Summary

Ultra-processed food (UPF) consumption is linked to over 30 adverse health outcomes, including several risk factors for dementia such as cardiovascular disease, type 2 diabetes, and obesity. We aimed to examine the association of UPF consumption with cognitive performance and dementia risk scores, and whether these associations are independent of overall diet quality.
Higher UPF consumption is associated with poorer attention and increased modifiable dementia risk, independent of overall diet quality.

Summary translated by

O consumo de alimentos ultraprocessados ​​(AUP) está associado a mais de 30 desfechos adversos à saúde, incluindo diversos fatores de risco para demência, como doenças cardiovasculares, diabetes tipo 2 e obesidade. Nosso objetivo foi examinar a associação entre o consumo de AUP e o desempenho cognitivo e os escores de risco para demência, e verificar se essas associações são independentes da qualidade geral da dieta.
Um maior consumo de alimentos ultraprocessados ​​está associado a menor atenção e maior risco de demência modificável, independentemente da qualidade geral da dieta.

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Por que o tema é relevante?

O aumento do consumo de alimentos ultraprocessados (AUPs) estão associados a mais de 30 desfechos adversos, incluindo obesidade, diabetes tipo 2, doenças cardiovasculares e transtornos mentais, todos reconhecidos como fatores de risco para demência. Compreender a influência dessas relações é fundamental para aprimorar estratégias de prevenção da demência e orientar recomendações.

Qual é o objetivo do estudo?

Investigar a associação entre o consumo de alimentos ultraprocessados, o desempenho cognitivo e o risco de demência em adultos australianos de meia-idade e idosos (40 a 70 anos).

Quais as principais conclusões?

Foram analisados dados de participantes sem demência do Healthy Brain Project, avaliando alimentação por questionário de frequência alimentar, a função cognitiva pela Cogstate Brief Battery e o risco de demência pelo escore de Fatores de Risco Cardiovasculares, Envelhecimento e Incidência de Demência (CAIDE).
O maior consumo de alimentos ultraprocessados esteve associado a pior desempenho na atenção e maior risco modificável de demência. Cada aumento de 10% na participação desses alimentos na dieta foi relacionado à redução de 0,05 ponto no escore de atenção e ao aumento de 0,24 ponto no escore CAIDE.
O consumo médio de ultraprocessados chegou a 21,1% do peso total dos alimentos ingeridos e a 40,6% da ingestão energética diária. Os jovens são os maiores consumidores, com maior prevalência de obesidade e menor adesão à dieta mediterrânea. Entre os alimentos consumidos estavam sobremesas, bebidas lácteas, refrigerantes, salgadinhos, carnes processadas e refeições prontas.
Os resultados sugerem que os efeitos dos ultraprocessados podem estar relacionados a alterações da matriz alimentar, perda de compostos protetores naturais, exposição a contaminantes gerados no processamento e impactos na microbiota intestinal, inflamação sistêmica e saúde cerebrovascular.
Em síntese, uma maior ingestão de alimentos ultraprocessados associou-se a pior atenção e maior risco de demência em adultos de meia-idade e idosos, independentemente da qualidade global da dieta, reforçando a importância de considerar o grau de processamento dos alimentos nas estratégias de prevenção do declínio cognitivo.