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Relationship between cardiometabolic alterations and frailty in Brazilian urban and rural older adults

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Relationship between cardiometabolic alterations and frailty in Brazilian urban and rural older adults
2026
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Hoja de publicación

Nome da publicação: Relationship between cardiometabolic alterations and frailty in Brazilian urban and rural older adults

Autores: Jérsica Martins Bittencourt, Sarah Aparecida Vieira Ribeiro, Débora Carvalho Ferreira & Andréia Queiroz Ribeiro

Fuente: Journal of Diabetes &, Metabolic Disorders

Publicado en: 2026

Tipo de estudio: Estudo observacional

Resumen

Frailty is a major public health concern among older adults due to its association with disability, hospitalization, and mortality. Cardiometabolic alterations are prevalent in this population and may be associated with frailty. However, evidence remains limited, particularly across different residential contexts.
Cardiometabolic alterations are associated with pre-frailty and frailty among Brazilian older adults. The dose–response relationship between the number of alterations and frailty status highlights the relevance of accumulated cardiometabolic burden as a marker of vulnerability to frailty and supports integrated strategies for cardiometabolic risk prevention and management.

Resumen traducido por

A fragilidade é uma importante preocupação de saúde pública entre os idosos devido à sua associação com incapacidade, hospitalização e mortalidade. Alterações cardiometabólicas são prevalentes nessa população e podem estar associadas à fragilidade. No entanto, as evidências ainda são limitadas, particularmente em diferentes contextos residenciais.
Alterações cardiometabólicas estão associadas à pré-fragilidade e à fragilidade em idosos brasileiros. A relação dose-resposta entre o número de alterações e o estado de fragilidade destaca a relevância da carga cardiometabólica acumulada como marcador de vulnerabilidade à fragilidade e fundamenta estratégias integradas para a prevenção e o manejo do risco cardiometabólico.

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Por que o tema é relevante?

O envelhecimento da população brasileira desafia a promoção do envelhecimento saudável e da organização do Sistema Único de Saúde (SUS). Nesse cenário, a fragilidade ganha importância por ser caracterizada pela redução progressiva da capacidade fisiológica e pelo aumento da vulnerabilidade a eventos adversos, como incapacidade funcional, hospitalizações e mortalidade. 

Qual é o objetivo do estudo?

Investigar a associação entre alterações cardiometabólicas e a pré-fragilidade e fragilidade em pessoas idosas brasileiras. 

Quais as principais conclusões?

O estudo utilizou dados do Estudo Longitudinal da Saúde dos Idosos Brasileiros (ELSI-Brasil) entre 2015–2016. A fragilidade foi avaliada considerando cinco componentes: perda de peso não intencional, exaustão, baixa velocidade de marcha, fraqueza muscular e baixo nível de atividade física.
Foram classificados como frágeis aqueles com três ou mais componentes e como pré-frágeis aqueles com um ou dois. Entre as alterações cardiometabólicas analisadas estavam diabetes mellitus, hipertensão, colesterol elevado, excesso de peso, obesidade abdominal e risco cardiovascular.
Os resultados mostram que entre os idosos brasileiros, 58,3% foram classificados como pré-frágeis, 12,3% como frágeis e apenas 29,4% como não frágeis. A fragilidade foi mais frequente entre pessoas com 80 anos ou mais, mulheres, indivíduos com menor escolaridade e renda e aqueles que utilizavam cinco ou mais medicamentos.
A carga cardiometabólica foi elevada entre os idosos, com 65% apresentando três ou mais alterações e associada a 78% maior chance de fragilidade em comparação aos idosos sem alterações cardiometabólicas. Sendo, 88,6% com risco cardiovascular aumentado, 71,0% obesidade abdominal, 60,9% hipertensão, 43,2% excesso de peso, 32,2% colesterol elevado e 18,4% diabetes.
Houve uma relação dose–resposta entre alterações cardiometabólicas e fragilidade: quanto maior a carga acumulada, maior a prevalência de pré-fragilidade e fragilidade. Idosos urbanos também apresentaram maior prevalência de diabetes, excesso de peso, obesidade abdominal e risco cardiovascular. Os achados indicam que a carga cardiometabólica é um importante marcador de vulnerabilidade à fragilidade em idosos brasileiros