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The burden of non-communicable diseases attributable to high BMI in Brazil, 1990–2017: findings from the Global Burden of Disease Study

Artigo de periódico
The burden of non-communicable diseases attributable to high BMI in Brazil, 1990–2017: findings from the Global Burden of Disease Study
2020
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Hoja de publicación

Nome da publicação: The burden of non-communicable diseases attributable to high BMI in Brazil, 1990–2017: findings from the Global Burden of Disease Study

Autores: Mariana Santos Felisbino-Mendes, Ewerton Cousin, Deborah Carvalho Malta, Ísis Eloah Machado, Antonio Luiz Pinho Ribeiro, Bruce Bartholow Duncan, Maria Inês Schmidt, Diego Augusto Santos Silva, Scott Glenn, Ashkan Afshin, Gustavo Velasquez-Melendez

Fuente: Population Health Metrics

Publicado en: 2020

Tipo de archivo: Artigo de periódico

Enlace al original

Resumen

Background
The prevalence and burden of disease resulting from obesity have increased worldwide. In Brazil, more than half of the population is now overweight. However, the impact of this growing risk factor on disease burden remains inexact. Using the 2017 Global Burden of Disease (GBD) results, this study sought to estimate mortality and disability-adjusted life years (DALYs) lost to non-communicable diseases caused by high body mass index (BMI) in both sexes and across age categories. This study also aimed to describe the prevalence of overweight and obesity throughout the states of Brazil.

Methods
Age-standardized prevalence of overweight and obesity were estimated between 1990 and 2017. A comparative risk assessment was applied to estimate DALYs and deaths for non-communicable diseases and for all causes linked to high BMI.

Results
The prevalence of overweight and obesity increased during the period of analysis. Overall, age-standardized prevalence of obesity in Brazil was higher in females (29.8%) than in males (24.6%) in 2017; however, since 1990, males have presented greater rise in obesity (244.1%) than females (165.7%). Increases in prevalence burden were greatest in states from the North and Northeast regions of Brazil. Overall, burden due to high BMI also increased from 1990 to 2017. In 2017, high BMI was responsible for 12.3% (8.8–16.1%) of all deaths and 8.4% (6.3–10.7%) of total DALYs lost to non-communicable diseases, up from 7.2% (4.1–10.8%), and 4.6% (2.4-6.0%) in 1990, respectively. Change due to risk exposure is the leading contributor to the growth of BMI burden in Brazil. In 2017, high BMI was responsible for 165,954 deaths and 5,095,125 DALYs. Cardiovascular disease and diabetes have proven to be the most prevalent causes of deaths, along with DALYs caused by high BMI, regardless of sex or state.

Conclusions
This study demonstrates increasing age-standardized prevalence of obesity in all Brazilian states. High BMI plays an important role in disease burdens in terms of cardiovascular diseases, diabetes, and all causes of mortality. Assessing levels and trends in exposures to high BMI and the resulting disease burden highlights the current priority for primary prevention and public health action initiatives focused on obesity.

Resumen traducido por

Fundo
A prevalência e a carga de doenças resultantes da obesidade aumentaram em todo o mundo. No Brasil, mais da metade da população está acima do peso. Contudo, o impacto deste factor de risco crescente na carga da doença permanece inexacto. Utilizando os resultados da Carga Global de Doenças (GBD) de 2017, este estudo procurou estimar a mortalidade e os anos de vida ajustados por incapacidade (DALYs) perdidos devido a doenças não transmissíveis causadas por um elevado índice de massa corporal (IMC) em ambos os sexos e em todas as categorias de idade. Este estudo também teve como objetivo descrever a prevalência de sobrepeso e obesidade nos estados do Brasil.

Métodos
A prevalência de sobrepeso e obesidade padronizada por idade foi estimada entre 1990 e 2017. Uma avaliação comparativa de risco foi aplicada para estimar DALYs e mortes por doenças não transmissíveis e por todas as causas associadas ao IMC elevado.

Resultados
A prevalência de sobrepeso e obesidade aumentou durante o período de análise. No geral, a prevalência de obesidade padronizada por idade no Brasil foi maior em mulheres (29,8%) do que em homens (24,6%) em 2017; entretanto, desde 1990, os homens apresentam maior aumento da obesidade (244,1%) do que as mulheres (165,7%). Os aumentos na carga de prevalência foram maiores nos estados das regiões Norte e Nordeste do Brasil. No geral, a carga devido ao IMC elevado também aumentou de 1990 a 2017. Em 2017, o IMC elevado foi responsável por 12,3% (8,8–16,1%) de todas as mortes e 8,4% (6,3–10,7%) do total de DALYs perdidos por doenças não transmissíveis. doenças, acima dos 7,2% (4,1-10,8%) e 4,6% (2,4-6,0%) em 1990, respectivamente. A mudança devido à exposição ao risco é o principal contribuinte para o crescimento da carga de IMC no Brasil. Em 2017, o IMC elevado foi responsável por 165.954 mortes e 5.095.125 DALYs. As doenças cardiovasculares e o diabetes provaram ser as causas mais prevalentes de mortes, juntamente com os DALYs causados ​​pelo IMC elevado, independentemente do sexo ou estado.

Conclusões
Este estudo demonstra o aumento da prevalência de obesidade padronizada por idade em todos os estados brasileiros. O IMC elevado desempenha um papel importante na carga de doenças em termos de doenças cardiovasculares, diabetes e todas as causas de mortalidade. A avaliação dos níveis e tendências nas exposições ao IMC elevado e ao consequente fardo de doenças destaca a actual prioridade para a prevenção primária e iniciativas de acção de saúde pública centradas na obesidade.