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The Extension of Added Sugar Use in Packaged Foods Targeted at Children in Brazil

Favoritos de PBO Artigo de periódico
The Extension of Added Sugar Use in Packaged Foods Targeted at Children in Brazil
2026
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Hoja de publicación

Nome da publicação: The Extension of Added Sugar Use in Packaged Foods Targeted at Children in Brazil

Autores: Marília Valls, Tailane Scapin, Marina Padovan, Mariana Viera dos Santos Kraemer, Ana Carolina Fernandes, Greyce L. Bernardo, Paula Lazzarin Uggioni, Maria Cecília Cury Chaddad, Rossana P C Proença

Fuente: Maternal &, Child Nutrition

Publicado en: 2026

Tipo de archivo: Artigo de periódico

Tipo de estudio: Estudo observacional

Enlace al original

Resumen

Excessive added sugars intake in early childhood has been associated with an increased risk of obesity and other non-communicable diseases. In Brazil, packaged foods form a substantial part of children's diets, yet no studies have examined the presence of added sugars in products specifically marketed to this population. This study assessed the prevalence and types of added sugars in packaged foods targeted at infants and children in Brazil, comparing two definitions: the current Brazilian food labelling regulation (ANVISA's definition) and a broader definition aligned with the World Health Organization's free sugars concept. A total of 1118 packaged foods and beverages from a 2020 Brazilian supermarket database featuring child-targeted marketing strategies were analysed. Ingredient lists were screened to identify the presence of added sugar ingredients, and products were classified into 18 food categories. Comparison analyses of the prevalence of presence, number, and types of added sugar ingredients across definitions were conducted. Overall, 73.2% of products contained at least one added sugar ingredient according to ANVISA's definition, increasing to 78.0% under the broader definition. The largest differences between definitions were observed for “Fruit and vegetable purées, pulps, and soups for infants” (0% vs. 54.8%) and “Fruit juices and other fruit-based beverages” (37.3% vs. 67.8%). “Sugars,” including cane sugar and its derivatives, were the most common type of added sugar used, followed by “syrups,” and “maltodextrin.” These findings reveal the widespread presence of added sugars in Brazilian packaged foods targeted at children. Broader definitions can uncover hidden sources, particularly in processed fruit-based and infant products, underscoring the need for a comprehensive definition that includes all sugars with potential harm to health, to strengthen monitoring efforts and protect children's health.

Resumen traducido por

O consumo excessivo de açúcares adicionados na primeira infância tem sido associado a um risco aumentado de obesidade e outras doenças não transmissíveis. No Brasil, os alimentos industrializados representam uma parte substancial da dieta infantil, porém nenhum estudo examinou a presença de açúcares adicionados em produtos especificamente comercializados para essa população. Este estudo avaliou a prevalência e os tipos de açúcares adicionados em alimentos industrializados direcionados a bebês e crianças no Brasil, comparando duas definições: a atual regulamentação brasileira de rotulagem de alimentos (definição da ANVISA) e uma definição mais abrangente alinhada ao conceito de açúcares livres da Organização Mundial da Saúde. Um total de 1118 alimentos e bebidas industrializados, provenientes de um banco de dados de supermercados brasileiros de 2020 com estratégias de marketing direcionadas ao público infantil, foram analisados. As listas de ingredientes foram examinadas para identificar a presença de ingredientes com adição de açúcar, e os produtos foram classificados em 18 categorias alimentares. Foram realizadas análises comparativas da prevalência, número e tipos de ingredientes com adição de açúcar entre as diferentes definições. De modo geral, 73,2% dos produtos continham pelo menos um ingrediente de açúcar adicionado, segundo a definição da ANVISA, percentual que sobe para 78,0% sob a definição mais abrangente. As maiores diferenças entre as definições foram observadas para “Purês, polpas e sopas de frutas e vegetais para bebês” (0% vs. 54,8%) e “Sucos de frutas e outras bebidas à base de frutas” (37,3% vs. 67,8%). “Açúcares”, incluindo açúcar de cana e seus derivados, foram o tipo mais comum de açúcar adicionado, seguidos por “xaropes” e “maltodextrina”. Esses achados revelam a presença generalizada de açúcares adicionados em alimentos industrializados brasileiros voltados para crianças. Definições mais abrangentes podem revelar fontes ocultas, principalmente em produtos industrializados à base de frutas e para bebês, ressaltando a necessidade de uma definição completa que inclua todos os açúcares com potencial nocivo à saúde, para fortalecer os esforços de monitoramento e proteger a saúde infantil.

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Por que o tema é relevante?

Os açúcares adicionados são uma preocupação, pois o consumo excessivo durante a infância está associado a problemas como obesidade e cárie dentária. A OMS recomenda que a ingestão de açúcares seja limitada a menos de 10% da ingestão energética diária, enquanto o Guia Alimentar para Crianças Brasileiras Menores de 2 Anos recomenda a não ingestão desses açúcares nessa faixa etária. 

Qual é o objetivo do estudo?

Analisar a presença de açúcares adicionados declarados nas listas de ingredientes de alimentos embalados direcionados a crianças e bebês comercializados no Brasil 

Quais as principais conclusões?

O estudo utilizou 2 classificações, a da ANVISA, e uma definição ampliada que inclui ingredientes processados de frutas e vegetais como fontes de açúcares. Pela definição da ANVISA, 73,2% dos 1.118 produtos continham ao menos um ingrediente classificado como açúcar adicionado, com média de 2 tipos por produto e máximo de 10.
Na definição ampliada, a presença foi ainda maior: 100% dos produtos de panificação, biscoitos doces e snacks; 96,9% dos produtos de confeitaria; 94,6% das fórmulas infantis; 93,6% dos sorvetes e picolés; 73,7% das carnes processadas e 63,1% dos snacks salgados continham açúcares adicionados.
Entre sucos e bebidas à base de frutas, a prevalência passou de 37,3% pela definição da ANVISA para 67,8% pela ampliada; e entre purês, polpas e sopas para bebês, nenhum produto seria classificado com açúcar adicionado pela definição da ANVISA, enquanto 54,8% seriam identificados pela definição ampliada.
Os ingredientes mais frequentes foram açúcar de cana e derivados (72,6%), xaropes (22,7%) e maltodextrina (15,6%). Pela definição ampliada, formas processadas de frutas e vegetais (concentrados, purês, pós, polpas ou desidratados) estavam presentes em 13,1%, e sucos de frutas e vegetais em 8,9%.
Em síntese, os açúcares adicionados estão presentes em mais de sete em cada dez alimentos embalados para crianças e bebês analisados no Brasil e sua identificação e monitoramento variam conforme a definição adotada pela legislação. O estudo defende uma definição regulatória mais abrangente de açúcares adicionados, além do fortalecimento das restrições ao marketing infantil e das políticas de reformulação.