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The state of food security and nutrition in the world 2026

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The state of food security and nutrition in the world 2026
2026
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Nome da publicação: The state of food security and nutrition in the world 2026

Autores: FAO

Publicado en: 2026

Tipo de archivo: Relatório

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Resumen

Despite sustained, gradual improvement in recent years, global hunger and food insecurity remain far above the targets set by the 2030 Agenda for Sustainable Development. It is estimated that 645 million people faced hunger in 2025. Beyond ensuring access to sufficient dietary energy, populations must have economic access to safe, diverse and nutritious foods. Yet, healthy diets are unaffordable for about 2.7 billion people worldwide, with the crisis deepening particularly in Africa. The 2026 edition of The State of Food Security and Nutrition in the World evaluates this pressing challenge, exploring the structural drivers behind the persistently high cost of a healthy diet. This report reveals that the high prices of nutrient-dense items – specifically animal source foods, fruits and vegetables – account for nearly 70 percent of the cost of a healthy diet. By leveraging existing data and analytical tools, it examines how geographical disparities, agricultural productivity deficits, and value chain inefficiencies, including food loss and waste, create formidable barriers to accessing a healthy diet. To sustainably achieve Zero Hunger, policymakers must implement targeted, multisectoral interventions, from shifting agricultural subsidies towards horticulture, to investing in robust cold chains and transport networks. This report provides a comprehensive strategy for governments and stakeholders aiming to structurally lower diet costs and safeguard human capital, while avoiding the hidden costs of agrifood systems.

Resumen traducido por

Apesar da melhoria gradual e sustentada nos últimos anos, a fome e a insegurança alimentar globais permanecem muito acima das metas estabelecidas pela Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável. Estima-se que 645 milhões de pessoas enfrentaram a fome em 2025. Além de garantir o acesso a energia alimentar suficiente, as populações precisam ter acesso econômico a alimentos seguros, diversificados e nutritivos. No entanto, dietas saudáveis ​​são inacessíveis para cerca de 2,7 bilhões de pessoas em todo o mundo, com a crise se agravando particularmente na África. A edição de 2026 do relatório "O Estado da Segurança Alimentar e Nutricional no Mundo" avalia esse desafio urgente, explorando os fatores estruturais por trás do custo persistentemente elevado de uma dieta saudável. Este relatório revela que os altos preços de itens ricos em nutrientes – especificamente alimentos de origem animal, frutas e verduras – representam quase 70% do custo de uma dieta saudável. Utilizando dados e ferramentas analíticas existentes, o relatório examina como as disparidades geográficas, os déficits de produtividade agrícola e as ineficiências da cadeia de valor, incluindo perdas e desperdício de alimentos, criam barreiras formidáveis ​​ao acesso a uma dieta saudável. Para alcançar a Fome Zero de forma sustentável, os formuladores de políticas devem implementar intervenções multissetoriais direcionadas, desde a realocação de subsídios agrícolas para a horticultura até o investimento em cadeias de frio e redes de transporte robustas. Este relatório fornece uma estratégia abrangente para governos e partes interessadas que visam reduzir estruturalmente os custos da alimentação e salvaguardar o capital humano, evitando os custos ocultos dos sistemas agroalimentares.

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Por que o tema é relevante?

O relatório destaca que, apesar da redução gradual da fome, cerca de um terço da população mundial não tem condições de acessar uma dieta saudável devido ao seu custo. Essa realidade perpetua as formas de má nutrição, desnutrição, as deficiências de micronutrientes e o aumento das doenças crônicas não transmissíveis relacionadas à alimentação, como obesidade, diabetes e doenças cardiovasculares.   

Qual é o objetivo do estudo?

Compreender os fatores que determinam o alto custo de uma alimentação saudável em diferentes países e regiões do mundo.

Quais as principais conclusões?

O estudo atualiza os indicadores globais de segurança alimentar e nutricional, para analisar as diferenças regionais no custo das dietas saudáveis. Embora com avanços graduais na redução da fome e na ampliação do acesso a dietas saudáveis, o ritmo atual é insuficiente para que o mundo alcance o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável da ONU (ODS)  2 (Fome Zero) até 2030.
Em 2025, cerca de 7,8% da população mundial ainda enfrentava fome e as projeções indicam que entre 510 e 520 milhões de pessoas permanecerão nessa condição em 2030, das quais 56% estão na África. Além disso, 32,7% da população mundial não conseguiam pagar por uma dieta saudável, cujo custo médio global estava em US$ PPC 4,28 por pessoa por dia, sendo na África, 66,6% da população sem condições de custear uma alimentação saudável.
No contexto brasileiro, o relatório evidencia que o custo de uma dieta saudável aumentou de US$ PPC 3,15 para US$ PPC 4,89 por pessoa por dia entre 2017 e 2025, acompanhando a tendência observada na América Latina, região que apresenta o maior custo médio de alimentação saudável do mundo. A elevação do custo dos alimentos nutritivos permanece como um importante desafio para ampliar o acesso da população a uma alimentação adequada.
O relatório também evidencia que persistem importantes desafios nutricionais: menos de um terço das crianças de 6 a 23 meses recebe uma dieta minimamente diversa, menos de dois terços das mulheres em idade reprodutiva apresentam diversidade alimentar adequada e a obesidade atingiu seu maior nível histórico, afetando 16,2% dos adultos em 2024.
Diante desse cenário, o documento conclui que o manejo da insegurança alimentar e da má nutrição exige políticas estruturais capazes de reduzir o custo dos alimentos saudáveis, fortalecer a proteção social, aumentar a produtividade agrícola e tornar os sistemas alimentares mais eficientes, resilientes e equitativos