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Boletim

Boletim PBO

Boletim PBO: acompanhe o que realmente importa do universo da obesidade

Boletim PBO
Edição 07/2026 #117

Boletim PBO

  1. Publicado em: 31 de mar de 2026

  2. Período: De 18 a 30 de março/2026

  3. Resenhas desta edição:
    1. The obesity-brain axis: a comprehensive review of neurological complications and therapeutic interventions in metabolic syndrome

      Autores: Amin Roshdy Soliman, Ebtesam Fahmy, Rabab Mahmoud Ahmed

      Fonte: Diabetology &, Metabolic Syndrome

      Publicado em: 2026

      Tipo de arquivo: Artigo de periódico

    2. Misconceptions about obesity and weight stigma in brazilian healthcare professionals

      Autores: Paula Victoria Sozza, Eva Penelo, Stuart William Flint, David Sánchez‐Carracedo, Sebastião Sousa Almeida, Telma Maria Braga Costa, Maria Fernanda Laus

      Fonte: Clinical Obesity

      Publicado em: 2026

      Tipo de arquivo: Artigo de periódico

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Quinta-feira, às 11h.

The obesity-brain axis: a comprehensive review of neurological complications and therapeutic interventions in metabolic syndrome

Autores: Amin Roshdy Soliman, Ebtesam Fahmy, Rabab Mahmoud Ahmed
Fonte: Diabetology &, Metabolic Syndrome
Publicado em: 2026
Tipo de arquivo: Artigo de periódico
Link para o original

Por que o tema é relevante?

O ponto central do tema é a consolidação do conceito de “eixo obesidade-cérebro”, que evidencia como alterações metabólicas e inflamatórias decorrentes da obesidade afetam diretamente a função neurológica. Esses efeitos incluem inflamação crônica, estresse oxidativo, resistência à insulina cerebral e disfunção da barreira hematoencefálica.

Qual é o objetivo do estudo?

Revisar as evidências entre obesidade e doenças neurológicas, abordando mecanismos biológicos, manifestações clínicas e estratégias terapêuticas e preventivas.

Quais as principais conclusões?

O artigo conclui que a obesidade impacta negativamente a saúde neurológica por meio de mecanismos como inflamação crônica, estresse oxidativo, resistência à insulina cerebral e disfunção da barreira hematoencefálica, levando a dano neuronal e maior risco de neurodegeneração.
Esses processos estão associados a diversos desfechos clínicos, incluindo o maior risco de declínio cognitivo em adultos jovens e de meia-idade, além de aumento do risco e antecipação do início da doença de Alzheimer. No caso das doenças cerebrovasculares, evidências indicam que indivíduos com obesidade apresentam um risco de acidente vascular cerebral entre 7% e 37% maior em comparação a indivíduos com peso adequado, com incremento aproximado de 4% no risco a cada aumento de 5 kg/m² no índice de massa corporal.
Além disso, a obesidade aumenta o risco de enxaqueca crônica (em até 5 vezes), piora a progressão da esclerose múltipla e está fortemente ligada à hipertensão intracraniana idiopática e a neuropatias periféricas. O impacto é mais significativo na meia-idade, período crítico para o desenvolvimento de demência e eventos cerebrovasculares.
Um dos pontos centrais do estudo é que a obesidade constitui um fator de risco modificável, e que intervenções podem reduzir esses riscos, como restrição calórica, atividade física regular e padrões alimentares demonstram benefícios na função cognitiva. A perda de peso, entre 5% e 10%, já é capaz de gerar melhorias metabólicas relevantes, enquanto intervenções mais intensivas, como cirurgia bariátrica, podem reduzir a frequência e a intensidade de enxaquecas e melhorar outros desfechos neurológicos.

Misconceptions about obesity and weight stigma in brazilian healthcare professionals

Autores: Paula Victoria Sozza, Eva Penelo, Stuart William Flint, David Sánchez‐Carracedo, Sebastião Sousa Almeida, Telma Maria Braga Costa, Maria Fernanda Laus
Fonte: Clinical Obesity
Publicado em: 2026
Tipo de arquivo: Artigo de periódico
Link para o original

Por que o tema é relevante?

A obesidade é uma condição crônica complexa e crescente no Brasil e no mundo, associada a múltiplos fatores biológicos, ambientais e comportamentais. As pessoas que vivem com obesidade frequentemente enfrentam estigma de peso, inclusive nos serviços de saúde, o que compromete a qualidade do cuidado, o acesso ao sistema e os desfechos clínicos.

Qual é o objetivo do estudo?

Investigar o estigma de peso e as crenças sobre obesidade entre profissionais de saúde brasileiros

Quais as principais conclusões?

O estudo evidenciou que profissionais de saúde brasileiros apresentam níveis elevados de estigma de peso, associados a crenças simplificadas sobre a obesidade. De modo geral, predominou a visão de que a condição resulta principalmente de responsabilidade individual, como falta de motivação ou disciplina, embora alguns reconheçam fatores biológicos e ambientais.
Os resultados mostraram que o estigma é maior entre homens, médicos e profissionais que não atendem diretamente pessoas com obesidade, enquanto aqueles que consideram determinantes genéticos, metabólicos ou ambientais apresentam menor nível de estigmatização.
Além disso, crenças de que a obesidade é totalmente prevenível e curável apenas por mudanças comportamentais estão associadas a níveis mais altos de estigma. Essa visão contribui para práticas clínicas inadequadas, com impacto negativo na qualidade do cuidado, incluindo comunicação menos empática, julgamentos morais e menor adesão dos pacientes ao tratamento.
Em síntese, os achados indicam que o estigma de peso entre profissionais de saúde no Brasil está diretamente ligado a uma compreensão limitada da natureza multifatorial da obesidade, reforçando a necessidade de intervenções educacionais e de uma abordagem mais abrangente, empática e baseada em evidências no cuidado em saúde.