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Misconceptions about obesity and weight stigma in brazilian healthcare professionals

Favoritos do PBO Artigo de periódico
Misconceptions about obesity and weight stigma in brazilian healthcare professionals
2026
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Ficha da publicação

Nome da publicação: Misconceptions about obesity and weight stigma in brazilian healthcare professionals

Autores: Paula Victoria Sozza, Eva Penelo, Stuart William Flint, David Sánchez‐Carracedo, Sebastião Sousa Almeida, Telma Maria Braga Costa, Maria Fernanda Laus

Fonte: Clinical Obesity

Publicado em: 2026

Tipo de arquivo: Artigo de periódico

Link para o original

Resumo

People living with obesity (PLWO) frequently experience weight stigma (WS) in healthcare settings, leading to disparities in treatment. Although research shows that healthcare professionals (HCPs) often hold stigmatising views, this issue remains underexplored in Brazil. The objective of this study is to examine WS and beliefs about obesity amongst Brazilian HCPs. Five hundred seven Brazilian HCPs completed a survey assessing sociodemographic data, beliefs about obesity and the Fat Phobia Scale-Short Form (FPS-SF) for assessing WS. Linear regression models analysed the association between these variables. HCPs who are men (p = 0.007) and physicians (p < 0.001) had significantly higher WS. Participants who attributed overeating to physiological dysfunction (p = 0.004) or the food environment (p = 0.020) reported significantly lower WS compared to those who attributed it to emotional eating. Those who attributed weight loss difficulty to genetic or metabolic factors (p < 0.001) had significantly lower WS compared to those that reported lack of motivation or self-discipline. People who reported a belief that there are factors beyond patients' control (p = 0.001), inadequate care by HCP (p = 0.018) or biological mechanisms (p = 0.007) that prevent weight loss reported significantly lower WS compared to HCPs who believe it's the result of a lack of motivation/self-discipline. In conclusion, higher levels of WS were observed in HCPs who are men, physicians and HCPs who attribute the causes and management of obesity to personal responsibility. These findings emphasise the need for interventions to address WS in HCPs and to improve care for PLWO.

Resumo traduzido por

Pessoas vivendo com obesidade (PVO) frequentemente vivenciam estigma relacionado ao peso (ERP) em ambientes de saúde, o que leva a disparidades no tratamento. Embora pesquisas mostrem que profissionais de saúde (PS) muitas vezes apresentam visões estigmatizantes, essa questão permanece pouco explorada no Brasil. O objetivo deste estudo é examinar o ERP e as crenças sobre obesidade entre PS brasileiros. Quinhentos e sete PS brasileiros responderam a um questionário que avaliava dados sociodemográficos, crenças sobre obesidade e a Escala de Fobia à Gordura - Forma Reduzida (FPS-SF) para avaliação do ERP. Modelos de regressão linear analisaram a associação entre essas variáveis. PS do sexo masculino (p = 0,007) e médicos (p < 0,001) apresentaram ERP significativamente maior. Participantes que atribuíram a compulsão alimentar a disfunções fisiológicas (p = 0,004) ou ao ambiente alimentar (p = 0,020) relataram ERP significativamente menor em comparação com aqueles que a atribuíram à alimentação emocional. Aqueles que atribuíram a dificuldade em perder peso a fatores genéticos ou metabólicos (p < 0,001) apresentaram níveis de satisfação com o peso significativamente menores em comparação com aqueles que relataram falta de motivação ou autodisciplina. Pessoas que relataram acreditar que existem fatores fora do controle dos pacientes (p = 0,001), cuidados inadequados por parte dos profissionais de saúde (p = 0,018) ou mecanismos biológicos (p = 0,007) que impedem a perda de peso relataram níveis de satisfação com o peso significativamente menores em comparação com os profissionais de saúde que acreditam que a perda de peso é resultado de falta de motivação/autodisciplina. Em conclusão, níveis mais elevados de satisfação com o peso foram observados em profissionais de saúde do sexo masculino, médicos e profissionais de saúde que atribuem as causas e o manejo da obesidade à responsabilidade pessoal. Esses achados enfatizam a necessidade de intervenções para abordar a satisfação com o peso em profissionais de saúde e para melhorar o cuidado com pessoas com obesidade.

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Por que o tema é relevante?

A obesidade é uma condição crônica complexa e crescente no Brasil e no mundo, associada a múltiplos fatores biológicos, ambientais e comportamentais. As pessoas que vivem com obesidade frequentemente enfrentam estigma de peso, inclusive nos serviços de saúde, o que compromete a qualidade do cuidado, o acesso ao sistema e os desfechos clínicos.

Qual é o objetivo do estudo?

Investigar o estigma de peso e as crenças sobre obesidade entre profissionais de saúde brasileiros

Quais as principais conclusões?

O estudo evidenciou que profissionais de saúde brasileiros apresentam níveis elevados de estigma de peso, associados a crenças simplificadas sobre a obesidade. De modo geral, predominou a visão de que a condição resulta principalmente de responsabilidade individual, como falta de motivação ou disciplina, embora alguns reconheçam fatores biológicos e ambientais.
Os resultados mostraram que o estigma é maior entre homens, médicos e profissionais que não atendem diretamente pessoas com obesidade, enquanto aqueles que consideram determinantes genéticos, metabólicos ou ambientais apresentam menor nível de estigmatização.
Além disso, crenças de que a obesidade é totalmente prevenível e curável apenas por mudanças comportamentais estão associadas a níveis mais altos de estigma. Essa visão contribui para práticas clínicas inadequadas, com impacto negativo na qualidade do cuidado, incluindo comunicação menos empática, julgamentos morais e menor adesão dos pacientes ao tratamento.
Em síntese, os achados indicam que o estigma de peso entre profissionais de saúde no Brasil está diretamente ligado a uma compreensão limitada da natureza multifatorial da obesidade, reforçando a necessidade de intervenções educacionais e de uma abordagem mais abrangente, empática e baseada em evidências no cuidado em saúde.