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Boletim

Boletim PBO

Boletim PBO: acompanhe o que realmente importa do universo da obesidade

Boletim PBO
Edição 08/2026 #118

Boletim PBO

  1. Publicado em: 14 de abr de 2026

  2. Período: De 01 a 13 de Abril/2026

  3. Resenhas desta edição:
    1. Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar: 2024

      Autores: IBGE

      Publicado em: 2026

      Tipo de arquivo: Relatório

    2. Comércio de alimentos e pântanos alimentares no entorno de escolas de uma cidade brasileira de grande porte

      Autores: Ingrid Werneck Linhares, Paula Martins Horta, Ariene Silva Do Carmo, Luana Lara Rocha, Mariana Zogbi Jardim, Larissa Loures Mendes

      Fonte: Ciência &, Saúde Coletiva

      Publicado em: 2026

      Tipo de arquivo: Artigo de periódico

      Tipo de estudo: Estudo observacional

Destaques do período

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Quinta-feira, às 11h.

Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar: 2024

Autores: IBGE
Publicado em: 2026
Tipo de arquivo: Relatório
Link para o original

Por que o tema é relevante?

A Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE) 2024 analisa a saúde e os comportamentos de risco entre adolescentes no contexto escolar, com ênfase em hábitos iniciados nessa fase da vida, como alimentação inadequada, sedentarismo e exposição à violência. Destaca-se por subsidiar a formulação e o monitoramento de políticas públicas, especialmente no ambiente escolar, contribuindo para a promoção da alimentação saudável e a prevenção da obesidade.

Qual é o objetivo do estudo?

Produzir e apresentar dados sobre a saúde, os comportamentos e o contexto escolar de adolescentes brasileiros de 13 a 17 anos.

Quais as principais conclusões?

Os resultados da PeNSE 2024 evidenciam o papel central da escola na formação de hábitos de saúde, abrangendo cerca de 12,3 milhões de escolares de 13 a 17 anos no país, sendo a maioria (84,3%) matriculada em escolas públicas.
Foi possível observar que as ações mais frequentes nas escolas são relacionadas à vacinação (77,7%), promoção da cultura de paz e direitos humanos (73,2%) e prevenção de infecções sexualmente transmissíveis (58,4%). Já a promoção da alimentação saudável e prevenção da obesidade alcança 57,1% dos estudantes, e a prevenção de violências e acidentes, 53,1%, indicando uma presença relevante de iniciativas, mas ainda insuficiente.
A análise também revela desigualdades estruturais importantes: escolas privadas apresentam maior proporção de ações (66,5%) contra 55,4% nas públicas sobre promoção da alimentação saudável. A adesão ao Programa Saúde na Escola (PSE) atinge 53,4% dos estudantes da rede pública, com grande variação regional (de 26,0% em São Paulo a 83,4% em Rondônia).
Quanto ao ambiente alimentar, cerca de 92% dos estudantes estão em escolas com cozinha em funcionamento, evidenciando potencial para ações de alimentação escolar. Sendo o ambiente escolar uma influência dos padrões alimentares dos adolescentes, ao articular infraestrutura, regulação da oferta de alimentos e ações educativas.
Por fim, apesar dos avanços na institucionalização de ações de promoção da saúde no ambiente escolar, persistem lacunas na cobertura, equidade e intensidade das ações, reforçando a necessidade de fortalecer políticas públicas e ampliar o PSE no país.

Comércio de alimentos e pântanos alimentares no entorno de escolas de uma cidade brasileira de grande porte

Autores: Ingrid Werneck Linhares, Paula Martins Horta, Ariene Silva Do Carmo, Luana Lara Rocha, Mariana Zogbi Jardim, Larissa Loures Mendes
Fonte: Ciência &, Saúde Coletiva
Publicado em: 2026
Tipo de arquivo: Artigo de periódico
Tipo de estudo: Estudo observacional
Link para o original

Por que o tema é relevante?

O tema investiga o ambiente alimentar no entorno escolar como determinante das escolhas alimentares de crianças e adolescentes. Como a escola é central na rotina infantil, seu entorno pode promover ou prejudicar a saúde. Nesse sentido, são essenciais políticas públicas com estratégias regulatórias e ações de promoção da alimentação saudável nesse contexto.

Qual é o objetivo do estudo?

Avaliar o ambiente alimentar e identificar a presença de pântanos alimentares no entorno de escolas em Betim, Minas Gerais

Quais as principais conclusões?

O estudo evidencia um ambiente alimentar desfavorável à promoção da alimentação saudável no entorno de 222 instituições de ensino, sendo 56,3% públicas. Os pontos de venda de alimentos para consumo imediato foi elevada: lanchonetes (78,8%), restaurantes (72,5%), bares (71,6%), minimercados (69,8%) e padarias (51,8%), enquanto supermercados/hipermercados foram menos frequentes (15,3%), indicando predominância de opções rápidas e não saudáveis.
A distribuição variou conforme o nível socioeconômico: áreas mais ricas concentraram maior diversidade de restaurantes, bares e lanchonetes, enquanto áreas mais pobres apresentaram mais minimercados e mercearias. Em 32,7% das escolas, predominavam estabelecimentos com ultraprocessados, com prevalência 3,15 vezes maior nas áreas de maior renda.
Além disso, 52,7% das escolas estavam em regiões de “pântanos alimentares”, indicando ampla exposição a ambientes que favorecem escolhas inadequadas. Essa condição, somada ao baixo custo, alta palatabilidade e forte marketing, estimula o consumo de ultraprocessados e eleva o risco de sobrepeso, obesidade e doenças crônicas.
Como conclusão, o estudo aponta a necessidade urgente de implementar dispositivos legais e políticas públicas que regulam a oferta, comercialização e publicidade de alimentos no entorno das escolas. Destaca, ainda, a importância de ações intersetoriais como educação alimentar, regulação econômica e restrição de marketing para promover ambientes escolares mais saudáveis.