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Comércio de alimentos e pântanos alimentares no entorno de escolas de uma cidade brasileira de grande porte

Favoritos do PBO Artigo de periódico
Comércio de alimentos e pântanos alimentares no entorno de escolas de uma cidade brasileira de grande porte
2026
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Ficha da publicação

Nome da publicação: Comércio de alimentos e pântanos alimentares no entorno de escolas de uma cidade brasileira de grande porte

Autores: Ingrid Werneck Linhares, Paula Martins Horta, Ariene Silva Do Carmo, Luana Lara Rocha, Mariana Zogbi Jardim, Larissa Loures Mendes

Fonte: Ciência &, Saúde Coletiva

Publicado em: 2026

Tipo de arquivo: Artigo de periódico

Tipo de estudo: Estudo observacional

Link para o original

Resumo

O objetivo do estudo é avaliar o ambiente alimentar e pântanos alimentares no entorno escolar em uma cidade brasileira de grande porte. Estudo transversal realizado em Betim, Minas Gerais, com escolas públicas e privadas e estabelecimentos que comercializavam alimentos para consumo imediato em 2019. A avaliação do ambiente alimentar considerou buffers euclidianos de 250 metros no entorno das escolas, e foram classificados como pântanos alimentares buffers cujo número total de estabelecimentos que vendem predominantemente alimentos ultraprocessados fosse igual ou superior a quatro. Houve maior disponibilidade de restaurantes, bares, lanchonetes e comércios varejistas de doces no entorno das escolas localizadas no maior tercil de renda. No entorno das escolas localizadas no tercil de menor renda, houve maior disponibilidade de minimercados e mercearias. A prevalência de escolas localizadas em pântanos alimentares foi de 52,7%. A prevalência de estabelecimentos que vendem predominantemente alimentos ultraprocessados foi 3,15 vezes maior em áreas de maior renda. Há grande disponibilidade de estabelecimentos que ofertam alimentos ultraprocessados no entorno das escolas, favorecendo o consumo de alimentos não saudáveis pelas crianças.

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Por que o tema é relevante?

O tema investiga o ambiente alimentar no entorno escolar como determinante das escolhas alimentares de crianças e adolescentes. Como a escola é central na rotina infantil, seu entorno pode promover ou prejudicar a saúde. Nesse sentido, são essenciais políticas públicas com estratégias regulatórias e ações de promoção da alimentação saudável nesse contexto.

Qual é o objetivo do estudo?

Avaliar o ambiente alimentar e identificar a presença de pântanos alimentares no entorno de escolas em Betim, Minas Gerais

Quais as principais conclusões?

O estudo evidencia um ambiente alimentar desfavorável à promoção da alimentação saudável no entorno de 222 instituições de ensino, sendo 56,3% públicas. Os pontos de venda de alimentos para consumo imediato foi elevada: lanchonetes (78,8%), restaurantes (72,5%), bares (71,6%), minimercados (69,8%) e padarias (51,8%), enquanto supermercados/hipermercados foram menos frequentes (15,3%), indicando predominância de opções rápidas e não saudáveis.
A distribuição variou conforme o nível socioeconômico: áreas mais ricas concentraram maior diversidade de restaurantes, bares e lanchonetes, enquanto áreas mais pobres apresentaram mais minimercados e mercearias. Em 32,7% das escolas, predominavam estabelecimentos com ultraprocessados, com prevalência 3,15 vezes maior nas áreas de maior renda.
Além disso, 52,7% das escolas estavam em regiões de “pântanos alimentares”, indicando ampla exposição a ambientes que favorecem escolhas inadequadas. Essa condição, somada ao baixo custo, alta palatabilidade e forte marketing, estimula o consumo de ultraprocessados e eleva o risco de sobrepeso, obesidade e doenças crônicas.
Como conclusão, o estudo aponta a necessidade urgente de implementar dispositivos legais e políticas públicas que regulam a oferta, comercialização e publicidade de alimentos no entorno das escolas. Destaca, ainda, a importância de ações intersetoriais como educação alimentar, regulação econômica e restrição de marketing para promover ambientes escolares mais saudáveis.