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Boletim

Boletim PBO

Boletim PBO: acompanhe o que realmente importa do universo da obesidade

Boletim PBO
Edição 10/2026 #118

Boletim PBO

  1. Publicado em: 12 de maio de 2026

  2. Período: De 29 de abril a 11 de maio/2026

  3. Resenhas desta edição:
    1. Diretriz Brasileira de Tratamento Farmacológico da Obesidade – ABESO 2026

      Autores: Fernando Gerchman, Simone Van de Sande-Lee, Marcio C. Mancini, Gabriella R. da Natividade, Paula P. Teixeira, Alexandre Hohl, Cintia Cercato, Cynthia Valerio, Fábio Moura, Ana B. F. Vilela, Andressa Heimbecher, Bruna T. R. Borges, Dhianah Santini, Felipe T. Soares, Luciana V. Viana, Luiz F. Viola, Maria T. Zanella, Rodrigo O. Moreira, Ronaldo P. Wieselberg, Sarah G. Peixoto, Gláucia Carneiro, Jacqueline Rizzolli, Thaisa Trujilho, Rodrigo N. Lamounier, João E. N. Salles, Fábio Trujilho, Bruno Halpern

      Publicado em: 2026

      Tipo de arquivo: Livro

    2. Purchases and prices of unprocessed or minimally processed foods according to food outlets and income in Brazil

      Autores: Daniela Silva Canella, Patricia Gálvez Espinoza, Ana Beatriz Coelho De Azevedo, Larissa Loures Mendes

      Fonte: Public Health Nutrition

      Publicado em: 2026

      Tipo de arquivo: Artigo de periódico

      Tipo de estudo: Estudo observacional

Destaques do período

SAVE THE DATE:

O 3º Fórum Brasileiro de Políticas Públicas em Obesidade, evento do Painel Brasileiro da Obesidade, é um encontro dedicado a discutir e avançar na construção de linhas de cuidado para o tratamento da obesidade no país. O objetivo é construir propostas concretas e recomendações práticas que apoiem a organização do cuidado da obesidade no Brasil.

 

Ele acontecerá no dia 25 de junho de 2026. Reserve a data na agenda e nos acompanhe para mais informações em breve!

 

Eventos

Fique de olho

Cursos:

Agenda do Painel Brasileiro da Obesidade:

Fique de olho em nosso canal do Youtube! 

Quinta-feira, às 11h.

Diretriz Brasileira de Tratamento Farmacológico da Obesidade – ABESO 2026

Autores: Fernando Gerchman, Simone Van de Sande-Lee, Marcio C. Mancini, Gabriella R. da Natividade, Paula P. Teixeira, Alexandre Hohl, Cintia Cercato, Cynthia Valerio, Fábio Moura, Ana B. F. Vilela, Andressa Heimbecher, Bruna T. R. Borges, Dhianah Santini, Felipe T. Soares, Luciana V. Viana, Luiz F. Viola, Maria T. Zanella, Rodrigo O. Moreira, Ronaldo P. Wieselberg, Sarah G. Peixoto, Gláucia Carneiro, Jacqueline Rizzolli, Thaisa Trujilho, Rodrigo N. Lamounier, João E. N. Salles, Fábio Trujilho, Bruno Halpern
Publicado em: 2026
Tipo de arquivo: Livro
Link para o original

Por que o tema é relevante?

A diretriz destaca que o manejo da obesidade exige uma abordagem ampla, individualizada e baseada em evidências científicas atualizadas. O documento enfatiza a necessidade de combater a estigmatização, considerar aspectos de qualidade de vida, funcionalidade, saúde mental e terapias farmacológicas no tratamento da obesidade.

Qual é o objetivo do estudo?

Estabelecer recomendações para o tratamento farmacológico da obesidade em adultos. 

Quais as principais conclusões?

A diretriz da ABESO 2026 define a obesidade como uma doença crônica, complexa e multifatorial, que exige tratamento contínuo e individualizado. Assim, as metas terapêuticas não devem se basear apenas na perda de peso, mas no contexto clínico, comorbidades, saúde mental e qualidade de vida do paciente.
Embora a perda de peso ≥10% seja considerada um objetivo geral, a diretriz destaca que reduções modestas, entre 3% e 5%, já promovem benefícios clínicos, como melhora do controle da pressão arterial, redução da glicemia, melhora dos níveis de triglicerídeos e colesterol HDL, diminuição de dores osteomusculares e melhora da capacidade funcional e da sensação geral de bem-estar.
A diretriz aponta que a semaglutida 2,4 mg promove perda média de peso de cerca de 12,5% em um a dois anos, enquanto a tirzepatida pode alcançar 16,9% em dois anos. Ambos são considerados tratamentos de alta potência, indicados especialmente para pacientes com obesidade associada a múltiplas comorbidades ou maior risco cardiovascular.
Além da perda de peso, os medicamentos apresentam benefícios metabólicos e clínicos adicionais. A semaglutida demonstrou redução de eventos cardiovasculares, melhora da dor em osteoartrose de joelho e da esteatose hepática, enquanto a tirzepatida mostrou eficácia na redução de eventos relacionados à apneia obstrutiva do sono.
Por fim, a diretriz também destaca contraindicações e efeitos adversos, principalmente sintomas gastrointestinais e maior risco de pedra na vesícula com agonistas de GLP-1. Há restrições específicas, como uso associado a bupropiona em pacientes com epilepsia, bulimia ou hipertensão não controlada, e cautela com topiramato devido ao risco de anomalias estruturais ou funcionais no feto e alterações renais. O documento ainda desaconselha associações inadequadas e não recomenda fórmulas manipuladas sem respaldo científico.

Purchases and prices of unprocessed or minimally processed foods according to food outlets and income in Brazil

Autores: Daniela Silva Canella, Patricia Gálvez Espinoza, Ana Beatriz Coelho De Azevedo, Larissa Loures Mendes
Fonte: Public Health Nutrition
Publicado em: 2026
Tipo de arquivo: Artigo de periódico
Tipo de estudo: Estudo observacional
Link para o original

Por que o tema é relevante?

O acesso a alimentos saudáveis depende não apenas da disponibilidade desses alimentos nos estabelecimentos, mas também da capacidade econômica das famílias para adquiri-los. Compreender como diferentes grupos de renda acessam esses pontos de venda é fundamental para a formulação de políticas públicas de segurança alimentar e promoção da alimentação saudável no Brasil.

Qual é o objetivo do estudo?

Avaliar a compra e os preços de alimentos in natura ou minimamente processados em estabelecimentos comerciais e a renda domiciliar no Brasil.

Quais as principais conclusões?

O acesso a alimentos in natura ou minimamente processados no Brasil está fortemente relacionado à renda e ao tipo de estabelecimento utilizado.
Os supermercados foram o principal local de compra no país, 81% entre famílias de maior renda e 23% entre as de menor renda. Já os minimercados tiveram maior relevância para a população de baixa renda, aproximadamente 50%, contra apenas 12% entre os de alta renda. As feiras livres também apresentaram maior importância entre os grupos de menor renda.
O volume de alimentos in natura ou minimamente processados aumenta conforme a renda familiar: famílias de baixa renda compram cerca de 320g por pessoa/dia, enquanto as de alta renda compram 493g. Assim como frutas e hortaliças, o consumo variou de 56g entre os de baixa renda (37% adquirido em feiras livres) para 117g entre os de alta renda (63% adquirido em supermercados).
Quanto aos preços, os valores por quilo foram semelhantes entre supermercados, minimercados, atacadistas e feiras livres, em torno de R$ 6,00/kg, enquanto açougues apresentaram preços mais elevados (R$ 17,60/kg). O estudo também observou que famílias de alta renda frequentemente pagam mais caro, possivelmente devido à qualidade, localização ou padrão de consumo.
Os resultados destacam que os supermercados predominam entre famílias de maior renda e faz um alerta de que esse ambiente facilita o acesso a alimentos saudáveis, mas aumentam a exposição a ultraprocessados, sendo caracterizados como “food swamps”. Já os minimercados e feiras livres têm papel essencial para populações mais vulneráveis reforçando a importância de políticas públicas que ampliem o acesso a alimentos saudáveis e fortaleçam os circuitos tradicionais de abastecimento alimentar