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Abordagem cirúrgica da obesidade na saúde suplementar: indo além do procedimento médico

Favoritos do PBO Artigo de periódico
Abordagem cirúrgica da obesidade na saúde suplementar: indo além do procedimento médico
2026
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Ficha da publicação

Nome da publicação: Abordagem cirúrgica da obesidade na saúde suplementar: indo além do procedimento médico

Autores: Alberto José Niituma Ogata, Felipe Delpino, Ana Claudia Pinto, Katia Audi Curci, Ana Maria Malik

Fonte: J Bras Econ Saúde

Publicado em: 2026

Tipo de arquivo: Artigo de periódico

Tipo de estudo: Estudo observacional

Resumo

A obesidade é uma condição crônica caracterizada pelo acúmulo excessivo de gordura corporal, que afeta negativamente a saúde, sendo altamente prevalente no Brasil. Sua abordagem envolve mudança de estilo de vida e tratamentos medicamentosos e cirúrgicos. O tratamento cirúrgico é reservado para casos de obesidade grau II (IMC entre 35 e 39,9 kg/m2) com comorbidades e de obesidade grau III (IMC superior a 40 kg/m2), em que a abordagem clínica não teve êxito. Para uma gestão da condição mais eficiente e centrada no paciente, recomenda-se a utilização dos padrões de desfechos da International Consortium for Health Outcomes.

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Por que o tema é relevante?

O artigo destaca que cerca de 20% dos adultos brasileiros vivem com obesidade, percentual que pode chegar a 30% até 2030. Nesse cenário, a cirurgia bariátrica é uma alternativa para casos de obesidade grave, mas seu sucesso depende de acompanhamento contínuo, multiprofissional e centrado no paciente, especialmente na saúde suplementar. 

Qual é o objetivo do estudo?

Revisar o papel da cirurgia bariátrica como recurso terapêutico para o tratamento da obesidade na saúde suplementar brasileira

Quais as principais conclusões?

O artigo destaca que a cirurgia bariátrica é uma intervenção eficaz para o tratamento da obesidade grave, mas seus benefícios somente são mantidos quando acompanhados por um cuidado longitudinal e multiprofissional.
Entre 2015 e 2023, o número de bariátricas realizadas na saúde suplementar brasileira aumentou 84,3%, passando de 28.470 para 52.467 procedimentos anuais, totalizando mais de 331 mil cirurgias no período. Estima- se, que cerca de 7,1% dos beneficiários de planos de saúde apresentam obesidade grau II ou III e poderiam ser candidatos à cirurgia, correspondendo a 3,5 milhões de pessoas, sendo 800 mil com obesidade grau III e elegíveis pelos critérios atuais.
O artigo destaca que entre 20% e 35% dos pacientes podem apresentar reganho de peso após a cirurgia, reforçando a necessidade de acompanhamento nutricional, psicológico e médico contínuo. Assim, a bariátrica deve integrar uma linha de cuidado baseada em evidências, com monitoramento sistemático de desfechos clínicos e de qualidade de vida.
Para isso, propõem a adoção dos padrões do Consórcio Internacional para Medição dos Resultados de Saúde (ICHOM), que avaliam indicadores como perda de peso sustentada, remissão de comorbidades, segurança, qualidade de vida e satisfação do paciente.