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Análise espacial do excesso de peso infantil no Brasil e sua relação com determinantes macro, meso e microambientais

Favoritos do PBO Artigo de periódico
Análise espacial do excesso de peso infantil no Brasil e sua relação com determinantes macro, meso e microambientais
2026
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Ficha da publicação

Nome da publicação: Análise espacial do excesso de peso infantil no Brasil e sua relação com determinantes macro, meso e microambientais

Autores: Nicole Almeida Conde Vidal, Rísia Cristina Egito De Menezes, Jonas Augusto Cardoso Da Silveira

Fonte: Ciência &, Saúde Coletiva

Publicado em: 2026

Tipo de arquivo: Artigo de periódico

Tipo de estudo: Estudo observacional

Link para o original

Resumo

Esta pesquisa analisou a distribuição espacial e a associação de fatores ambientais com o excesso de peso (EP) infantil, obtido a partir de dados municipais do Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional (2019) para estimar prevalências e magnitude como problema de saúde pública entre lactentes, pré-escolares e escolares. Foi realizado o índice de Moran para correlação espacial, e modelos lineares generalizados mistos para as associações entre o EP e o micro (prevalência de obesidade em mulheres), meso (densidade de comércios não saudáveis/10.000 hab.) e macroambiente (Índice de Desenvolvimento Sustentável das Cidades - IDSC). As prevalências respectivas foram alta/muito alta entre lactentes, pré-escolares e escolares em 28%, 75% e 77% das cidades. Quanto maior o IDSC menor foi o EP em lactentes e pré-escolares; nos escolares, houve associação positiva entre o EP e o micro e o mesoambiente. Conclui-se que existem aglomerados espaciais de EP em todas as macrorregiões, a proteção dos fatores macroambientais ao EP em menores de cinco anos, e os fatores micro e meso ambientais como risco ao EP nos escolares.

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Por que o tema é relevante?

O excesso de peso infantil é um crescente problema de saúde pública no Brasil. Analisar como os diferentes níveis de ambiente podem estar associados a obesidade e identificar territórios prioritários é fundamental para subsidiar políticas intersetoriais que articulem saúde, alimentação, desenvolvimento urbano, educação, lazer e outros componentes das condições de vida nas cidades.

Qual é o objetivo do estudo?

Estimar, em nível municipal, a prevalência de excesso de peso entre lactentes (0 a 2 anos), pré-escolares (2 a 5 anos) e escolares (5 a 10 anos)

Quais as principais conclusões?

Os autores utilizaram dados do SISVAN de 2019 e analisaram o microambiente (prevalência municipal de obesidade entre mulheres); o mesoambiente (densidade de estabelecimentos que comercializam alimentos não saudáveis); e o macroambiente (Índice de Desenvolvimento Sustentável das Cidades (IDSC-BR)). Com cerca de 1,49 milhão de lactentes, 3,44 milhões de pré-escolares e 4,41 milhões de escolares.
O excesso de peso infantil está disseminado pelo território brasileiro, sendo em 22% dos municípios, como um grave problema nas 3 faixas, e com a prevalência nacional de 8,4% entre lactentes, 13,7% pré-escolares e 13,2% escolares.
O Nordeste apresentou as maiores prevalências entre lactentes (10,0%) e pré-escolares (15,3%), sendo que o Ceará registrou as maiores prevalências estaduais: 12,0% entre crianças de 0 a 2 anos e 19,4% entre aquelas de 2 a 5 anos. Entre os escolares, a maior prevalência ocorreu no Sul (15,9%), com o Rio Grande do Sul chegando a 18,2%. Entre escolares, destacam-se agrupamentos no litoral do Nordeste, interior de São Paulo e sul do Rio Grande do Sul.
Os fatores ambientais associados ao excesso de peso variaram com a idade: em menores de cinco anos, maior IDSC-BR esteve associado a menor prevalência, enquanto entre escolares de 5 a 10 anos houve associação positiva com o micro e o mesoambiente. Os resultados reforçam a necessidade de políticas intersetoriais e territorializadas para prevenir e controlar a obesidade infantil e direcionar investimentos e políticas públicas de prevenção e controle da obesidade infantil para os territórios de maior risco.