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Association between dietary patterns and metabolic syndrome and its components in quilombola women: A population-based cross-sectional study in Alagoas, Northeast Brazil

Favoritos do PBO Artigo de periódico
Association between dietary patterns and metabolic syndrome and its components in quilombola women
2026
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Ficha da publicação

Nome da publicação: Association between dietary patterns and metabolic syndrome and its components in quilombola women: A population-based cross-sectional study in Alagoas, Northeast Brazil

Autores: Lídia Bezerra Barbosa, Nancy Borges Rodrigues Vasconcelos, Ewerton Amorim Dos Santos, Tamara Rodrigues Dos Santos, Thays Ataide-Silva, Haroldo Da Silva Ferreira

Fonte: BMC Nutrition

Publicado em: 2026

Tipo de arquivo: Artigo de periódico

Link para o original

Resumo

Investigation of dietary patterns provides an integrative model for examining the role of diet in chronic diseases. In this context, this study evaluated dietary patterns and their association with metabolic syndrome (MetS) and its components among quilombola women.
No dietary pattern was directly associated with metabolic syndrome; however, relevant associations were observed with specific metabolic components - particularly hypertriglyceridemia, hyperglycemia, low HDL cholesterol, and abdominal obesity -, highlighting the importance of dietary profiles in the metabolic health of quilombola women.

Resumo traduzido por

A investigação dos padrões alimentares fornece um modelo integrativo para examinar o papel da dieta nas doenças crônicas. Nesse contexto, este estudo avaliou os padrões alimentares e sua associação com a síndrome metabólica (SM) e seus componentes em mulheres quilombolas.
Nenhum padrão alimentar foi diretamente associado à síndrome metabólica; no entanto, foram observadas associações relevantes com componentes metabólicos específicos – particularmente hipertrigliceridemia, hiperglicemia, baixo colesterol HDL e obesidade abdominal –, destacando a importância dos perfis alimentares na saúde metabólica de mulheres quilombolas.

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Por que o tema é relevante?

Comunidades quilombolas apresentam condições favoráveis ao desenvolvimento de doenças crônicas, devido a baixa renda, insegurança alimentar, menor escolaridade e acesso limitado aos serviços de saúde. Além disso, mudanças de consumo, impulsionadas pela urbanização e pelo acesso a alimentos ultraprocessados, aumentam o risco de síndrome metabólica. 

Qual é o objetivo do estudo?

Identificar os padrões alimentares de mulheres quilombolas residentes em comunidades do estado de Alagoas.

Quais as principais conclusões?

O estudo analisa mulheres entre 19 e 59 anos e identifica sete padrões alimentares: carnes e feijões; cereais/raízes, óleos e infusões; vegetais e temperos; açúcares e fast food; álcool e verduras; laticínios e sopas; e frutas.
A prevalência de síndrome metabólica foi de 48,3% entre as mulheres avaliadas, acompanhada por altas frequências de obesidade abdominal (68,2%), HDL reduzido (74,9%) e hipertensão arterial (45,0%). Os resultados evidenciam elevada carga de fatores de risco cardiometabólicos nessa população.
A maior adesão ao padrão “carnes e feijões” foi associada a uma prevalência 24% menor de hipertrigliceridemia, sugerindo um possível efeito protetor desse padrão alimentar. Em contraste, a maior adesão ao padrão “cereais/raízes, óleos e infusões” esteve associada a um aumento de 10% na prevalência de obesidade abdominal, pela união de alimentos tradicionais juntamente com produtos processados.
O padrão “laticínios e sopas” foi associado a uma redução de 32% na prevalência de hiperglicemia e a menor ocorrência de HDL baixo, sugerindo um possível efeito protetor do consumo de leite e derivados. Em contrapartida, a adesão intermediária ao padrão “frutas” esteve associada à maior prevalência de obesidade abdominal, resultado que pode refletir a influência de fatores residuais não controlados, como alterações hormonais.
Embora os padrões alimentares não tenham se associado diretamente à síndrome metabólica, eles influenciaram componentes específicos da condição. Os achados reforçam a importância de políticas de promoção da alimentação saudável e segurança alimentar adaptadas ao contexto sociocultural das comunidades quilombolas, visando reduzir as desigualdades em saúde e prevenir doenças cardiometabólicas.