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Impactos econômicos e fiscais da obesidade no Brasil

Favoritos do PBO Relatório
Impactos econômicos e fiscais da obesidade no Brasil
2026
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Ficha da publicação

Nome da publicação: Impactos econômicos e fiscais da obesidade no Brasil

Autores: Instituto Cordial

Publicado em: 2026

País: Brasil

Tipo de arquivo: Relatório

Link para o original

Resumo

A obesidade é um dos principais desafios de saúde pública do Brasil e seus impactos vão muito além da saúde individual. Seus efeitos se refletem nos gastos do sistema de saúde, na produtividade, no mercado de trabalho e nas contas públicas, tornando o tema cada vez mais relevante para a agenda de desenvolvimento do país.
O estudo “Impactos econômicos e fiscais da obesidade no Brasil” apresenta novas estimativas sobre essas consequências a partir de uma modelagem econômica e fiscal inédita. O relatório reúne evidências que ajudam a compreender a dimensão do problema e reforçam a importância de políticas públicas estruturadas, estratégias de prevenção e tratamento e da organização do cuidado para enfrentar a obesidade de forma efetiva.

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Por que o tema é relevante?

Embora os efeitos clínicos da obesidade sejam amplamente conhecidos, seus impactos econômicos e fiscais ainda são pouco explorados, o que dificulta a formulação de políticas públicas integradas. Ao quantificar esses custos, o documento reforça que a obesidade é também um desafio econômico e social, cujo enfrentamento exige ações além da área da saúde.

Qual é o objetivo do estudo?

Estimar os impactos econômicos e fiscais da obesidade no Brasil.

Quais as principais conclusões?

O estudo estima a carga fiscal da obesidade e o potencial retorno econômico de investimentos em prevenção, diagnóstico e tratamento, analisando os custos para o Sistema Único de Saúde (SUS), os impactos no mercado de trabalho e seus efeitos sobre as contas públicas, com base em modelo econômico da consultoria Global Market Access Solutions (GMAS).
A obesidade impõe uma elevada carga econômica ao Brasil, em 2024, a carga fiscal anual atribuída à doença foi estimada entre R$ 41,7 bilhões e R$ 44,6 bilhões, incluindo cerca de R$ 29,56 bilhões em custos para a saúde, R$ 9,94 bilhões em perdas de arrecadação tributária e R$ 6,05 bilhões em despesas com aposentadorias por invalidez e benefícios previdenciários. Esses valores são parcialmente compensados por aproximadamente R$ 911 milhões em receitas indiretas decorrentes de transferências governamentais.
O estudo também estima que mais de 240 mil aposentadorias adicionais relacionadas ao sobrepeso e à obesidade. Mantida a tendência atual de crescimento da doença, a carga fiscal poderá atingir R$ 60,5 bilhões anuais em 2033. Sendo que, uma redução de apenas 1% na prevalência da obesidade geraria uma economia anual estimada em R$ 444,6 milhões para os cofres públicos.
Além dos custos diretos para o SUS, a obesidade reduz a produtividade e a participação no mercado de trabalho, especialmente entre as mulheres, que apresentam maior probabilidade de enfrentar dificuldades de inserção profissional e penalidades salariais em decorrência das comorbidades e da discriminação relacionada ao peso.
Os autores concluem que manejar a obesidade é uma estratégia de investimento em saúde e sustentabilidade fiscal. Reduzir sua prevalência pode diminuir os gastos com saúde e previdência, ampliar a arrecadação tributária e gerar benefícios duradouros para as contas públicas, justificando investimentos em prevenção, diagnóstico precoce e tratamento da doença.