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Prevalence, comorbidities, and mortality of obesity classes 4 and 5 in adults

Favoritos do PBO Artigo de periódico
Prevalence, comorbidities, and mortality of obesity classes 4 and 5 in adults
2026
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Ficha da publicação

Nome da publicação: Prevalence, comorbidities, and mortality of obesity classes 4 and 5 in adults

Autores: Katelynn Tran, Xinlian Zhang, Phillipp Hartmann

Fonte: Obesity Science &, Practice

Publicado em: 2026

Tipo de arquivo: Artigo de periódico

Link para o original

Resumo

Adult obesity has reached epidemic proportions globally. Although the prevalence and comorbidities of standard obesity classes (classes 1–3, BMI 30–49.9 kg/m2) have been described, the characteristics of obesity classes 4 and 5 (BMI ≥ 50 to < 60 kg/m2 and BMI ≥ 60 kg/m2, respectively), representing the most extreme end of the obesity spectrum, remain poorly defined.
The findings highlight the rise of a so far insufficiently characterized obesity entity, extremely severe obesity, and underline the strong association of extremely severe obesity with severe metabolic complications including death. These results emphasize the need for immediate public health interventions to address obesity, particularly obesity classes 4 and 5.

Resumo traduzido por

A obesidade em adultos atingiu proporções epidêmicas em todo o mundo. Embora a prevalência e as comorbidades das classes padrão de obesidade (classes 1 a 3, IMC de 30 a 49,9 kg/m²) tenham sido descritas, as características das classes 4 e 5 (IMC ≥ 50 a < 60 kg/m² e IMC ≥ 60 kg/m², respectivamente), que representam os extremos do espectro da obesidade, permanecem pouco definidas.
Os resultados destacam o surgimento de uma entidade de obesidade ainda insuficientemente caracterizada, a obesidade grave, e sublinham a forte associação da obesidade grave com complicações metabólicas graves, incluindo a morte. Esses resultados enfatizam a necessidade de intervenções imediatas de saúde pública para combater a obesidade, particularmente os graus 4 e 5.

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Por que o tema é relevante?

O estudo evidencia o crescimento acelerado da obesidade extremamente grave (classes 4 e 5), um grupo pouco caracterizado na literatura, mas que apresenta risco maior de complicações metabólicas e morte quando comparado às formas menos graves. Compreender a evolução dessas classes é essencial para orientar políticas públicas, serviços de saúde e prioridades terapêuticas.

Qual é o objetivo do estudo?

Determinar a evolução da prevalência da obesidade nas classes 4 e 5 em adultos norte-americanos entre 2000 e 2023.

Quais as principais conclusões?

De acordo com o estudo a entre 2000 e 2023, a prevalência da obesidade grave das classes 4 e 5 (IMC ≥ 50 a < 60 kg/m² e IMC ≥ 60 kg/m², respectivamente) aumentou 256%, passando de 0,6% para 2,2% da população adulta. Somente a classe 5 cresceu 247% (de 0,2% para 0,5%), com maior aumento entre mulheres e pessoas negras não hispânicas.
Indivíduos com obesidade dessas classes apresentam maior carga de doenças metabólicas que as demais classes, dos adultos estudados cerca de 75,5% tinham MASLD, 97% resistência à insulina, 89,7% síndrome metabólica e em torno de 40% pré-diabetes ou diabetes tipo 2. Além disso, os adultos apresentaram aumento progressivo dos marcadores inflamatórios e elevada prevalência de fibrose hepática avançada.
Em comparação aos indivíduos sem obesidade, pessoas com obesidade classes 4 e 5 apresentaram risco de desenvolver MASLD (23 vezes maior), de resistência à insulina (79 vezes maior), resistência insulínica grave (26 vezes maior), de diabetes tipo 2 (6,7 vezes maior) e de síndrome metabólica (10 vezes maior), evidenciando a relação entre maior gravidade da obesidade e pior perfil metabólico.
Por fim, o risco de morte das pessoas com obesidade das classes 4 e 5 em dez anos é 2,2 vezes maior que pessoas sem obesidade e 1,8 vez maior que aquelas com obesidade classes 1 a 3 sendo que, somente da classe 5 o risco de morte foi de 3,2 vezes maior. O rápido crescimento dessas formas graves, associado à elevada carga de doenças metabólicas e maior mortalidade, reforça a necessidade de ampliar o acesso ao tratamento e priorizar pacientes de maior risco para terapias farmacológicas e cirurgia bariátrica.