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Boletim

Boletim PBO

Boletim PBO: acompanhe o que realmente importa do universo da obesidade

Boletim PBO
Edição 05/2026 #114

Boletim PBO

  1. Publicado em: 5 de mar de 2026

  2. Período: De 20 de fevereiro a 02 de março

  3. Resenhas desta edição:
    1. Excess weight among adults living in the coastal Brazilian Amazon: prevalence, determinants, and interventions

      Autores: Franciane Ferreira Costa, Keyse B. dos Santos Silva, Diego Simeone, João Farias Guerreiro, Rodrigo Alexandre C. Rodrigues, Aldemir B. Oliveira-Filho

      Fonte: American Journal of Human Biology

      Publicado em: 2025

      Tipo de arquivo: Artigo de periódico

      Tipo de estudo: Estudo observacional

    2. Implementation of hypertension and diabetes care pathways in two regions of the Brazilian Northeast

      Autores: Erlon Oliveira De Abreu-Silva, Liza Yurie Teruya Uchimura, Pedro Paulo Chrispim

      Fonte: Revista Panamericana de Salud Pública

      Publicado em: 2025

      Tipo de arquivo: Artigo de periódico

      Tipo de estudo: Estudo observacional

Destaques do período

Atlas Mundial da Obesidade 2026

O Atlas Mundial da Obesidade 2026 apresenta um panorama atualizado da epidemia global de obesidade e alerta para o avanço contínuo da condição em todas as faixas etárias. Atualmente, mais de um bilhão de pessoas vivem com sobrepeso e obesidade no mundo, e as projeções indicam que esse número pode chegar a quatro bilhões até 2035. O relatório destaca o aumento expressivo da obesidade infantil e juvenil em mais de 180 países desde 2010, além dos impactos crescentes nas doenças crônicas não transmissíveis, como diabetes tipo 2, doenças cardiovasculares e alguns tipos de câncer.

Baixe o Atlas Mundial da Obesidade 2026 e confira dados atualizados, projeções globais e análises essenciais para compreender e enfrentar a epidemia de obesidade no mundo.

Eventos

  • O Painel Brasileiro da Obesidade realizou as lives:
    • 26 de fevereiro. Live sobre Obesity Week 2025, com a palestrante Andrea Pereira, Nutróloga no Instituto Obesidade Brasil (IOB).
    • 04 de março. Evento do Dia Mundial da Obesidade com lançamento do Atlas Mundial da Obesidade 2026.
    • 5 de março. Live sobre Obesidade, diabetes e políticas públicas: o que avançou e o que falta? Com a palestrante Michele Medina, nutricionista especialista em diabetes e voluntária da Adieis (Associação de Diabéticos do ES).

       

Fique de olho

Cursos:

Agenda do Painel Brasileiro da Obesidade:

Fique de olho em nosso canal do Youtube! 

Quinta-feira, às 11h.

12 de março. Live sobreIncidência no legislativo – Um olhar para saúde” com a convidada Carla Marione, Assessora Parlamentar na Câmara dos Deputados.

Excess weight among adults living in the coastal Brazilian Amazon: prevalence, determinants, and interventions

Autores: Franciane Ferreira Costa, Keyse B. dos Santos Silva, Diego Simeone, João Farias Guerreiro, Rodrigo Alexandre C. Rodrigues, Aldemir B. Oliveira-Filho
Fonte: American Journal of Human Biology
Publicado em: 2026
Tipo de arquivo: Artigo de periódico
Tipo de estudo: Estudo observacional
Link para o original

Por que o tema é relevante?

O sobrepeso e a obesidade são um grande problema de saúde pública, associado ao aumento das DCNT e responsável pela elevada carga de mortalidade no Brasil, que vem crescendo nas últimas décadas, acompanhando a transição nutricional do país. O estudo investigou uma área pouco observada no interior amazônico contribuindo para a compreensão de especificidades regionais e orientar políticas públicas mais adequadas ao contexto local.

Qual é o objetivo do estudo?

Determinar a prevalência de excesso de peso e identificar os fatores associados entre adultos residentes em uma área costeira da Amazônia brasileira

Quais as principais conclusões?

O sobrepeso e a obesidade representam uma questão de saúde entre adultos residentes no município costeiro de Bragança, na Amazônia brasileira, evidenciado por uma prevalência de 63,3%, sendo 45,2% com sobrepeso e 18,1% com obesidade e apenas 34,7% com peso adequado e 2,0% baixo peso. Dois em cada três adultos da amostra apresentam IMC≥25 kg/m², configurando um cenário preocupante e superior a estimativas observadas em capitais da região Norte.
Os fatores alimentares mostraram associação com o desfecho, em que adultos que relataram não consumir salada crua ao longo da semana apresentaram maior prevalência de excesso de peso, assim como aqueles que não consumiam ovo cozido. Verificou-se que, quanto menor a frequência semanal desses alimentos, maior a proporção de indivíduos com IMC elevado, indicando que a baixa ingestão de alimentos in natura e de fontes proteicas de boa qualidade pode refletir pior qualidade global da dieta.
Diante desses resultados, é essencial priorizar o enfrentamento do excesso de peso nas agendas locais, fortalecendo a atenção primária e a Estratégia Saúde da Família, com ações individuais e comunitárias que promovam alimentação saudável e atividade física. Além de adaptar diretrizes como o Guia Alimentar para a População Brasileira às especificidades socioculturais amazônicas e aos determinantes locais

Implementation of hypertension and diabetes care pathways in two regions of the Brazilian Northeast

Autores: Erlon Oliveira De Abreu-Silva, Liza Yurie Teruya Uchimura, Pedro Paulo Chrispim
Fonte: Revista Panamericana de Salud Pública
Publicado em: 2025
Tipo de arquivo: Artigo de periódico
Tipo de estudo: Estudo observacional
Link para o original

Por que o tema é relevante?

A doença cardiovascular é a principal causa de morte no Brasil, com cerca de 30% dos óbitos, tendo como principais fatores de risco a hipertensão e o diabetes tipo II, condições altamente prevalentes na população. O aumento do sobrepeso têm contribuído para a maior prevalência dessas doenças, e a incorporação de linhas de cuidado na atenção primária ajudam não só no tratamento dessas doenças, como também no manejo da obesidade.

Qual é o objetivo do estudo?

Avaliar a implementação das linhas de cuidado para hipertensão e diabetes tipo II na atenção primária à saúde em duas regiões do Nordeste brasileiro

Quais as principais conclusões?

A implementação das linhas de cuidado hipertensão arterial sistêmica (HAS) e diabetes mellitus tipo II (DMII) na atenção primária envolveu a capacitação de profissionais, com desafios pela alta rotatividade de equipes, falta de estratificação de risco, problemas na regulação e limitações estruturais.
Na 1ª Região de Saúde da Paraíba, onde a implementação ocorreu por aproximadamente 12 meses, o nível de organização e execução das ações estruturais e assistenciais aumentou de 80,9% para 91,6%. Nessa região, a estratificação de risco cardiovascular, inexistente no início, passou a contemplar 36% dos pacientes com HAS ou DM2. Houve ainda aumento expressivo no registro diagnóstico: os atendimentos com diagnóstico de HAS passaram de 8,9% para 22,6% e os de DM2 de 10,8% para 25,1%. Do ponto de vista clínico, observou-se melhora substancial no controle das condições: a HAS controlada aumentou de 33,4% para 62,6%, enquanto o DMII controlado passou de 26,7% para 77,9%, superando médias nacionais previamente descritas na literatura.
Na 7ª Região de Saúde do Rio Grande do Norte, com cerca de 6 meses de implementação, as ações evoluíram de 34,9% para 81,9%, e a estratificação de risco cardiovascular atingiu 17,4% dos pacientes, partindo também de 0%. Houve discreto aumento nos atendimentos com diagnóstico registrado de HAS (13,9% para 19,5%) e DM2 (8,6% para 13,7%). Em relação ao controle clínico, a HAS controlada variou de 47,9% para 48,4% e o DMII controlado de 59,3% para 57,3%, sem melhora significativa no período analisado.
Os melhores resultados ocorreram onde a estratégia teve mais tempo de implementação, maior adesão às capacitações e piores indicadores iniciais. Organizar a atenção às doenças crônicas na APS melhora o controle clínico e reforça o potencial das linhas de cuidado para fortalecer o Sistema Único de Saúde, especialmente em áreas vulneráveis.