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Pico de incidência de transtornos alimentares ocorre aos 15 anos; veja como identificar

Especialista alerta para os sinais do comer transtornado em crianças e adolescentes

André Derviche Carvalho

2 de mar de 2026 (atualizado 13 de mar de 2026 às 14h21)

Estudo de 2023 publicado na revista Pediatrics mostrou que o pico de incidência dos transtornos alimentares aparece aos 15 anos. Além disso, por meio de uma metanálise, a pesquisa também apontou que 22% das crianças e adolescentes apresentam comportamento alimentar transtornado.

Os dados mostram incidência considerável de transtornos alimentares durante a infância e adolescência. Com isso, pais, responsáveis, escolas e profissionais de saúde devem ter atenção redobrada aos sinais, muitas vezes ocultos, desse quadro. Saiba mais sobre o tema a seguir.

Principais características dos transtornos alimentares

Transtornos alimentares são alterações nos hábitos alimentares e em comportamentos voltados para o controle de peso corporal. Esses transtornos podem causar  danos à saúde física e ao funcionamento psicossocial.

Além disso, o estudo publicado na Pediatrics também apontou prevalência maior de transtornos alimentares em adolescentes meninas. A porcentagem entre meninos e meninas ficou em 17% e 30%, respectivamente. Ainda assim, é importante não excluir casos entre meninos.

“Qualquer tamanho de corpo hoje em dia, a gente consegue identificar que possa ter um transtorno alimentar e que possa estar sofrendo muito”, explica o psiquiatra Wagner Gurgel, coordenador do Protad (Programa de Assistência, Educação e Pesquisa em Transtornos Alimentares na Infância e Adolescência), ligado à USP (Universidade de São Paulo).

Os principais transtornos alimentares são a anorexia nervosa, caracterizada por medo intenso de ganhar peso, negação da gravidade do baixo peso e restrição do consumo energético, e a bulimia nervosa, marcada por episódios de compulsão alimentar seguidos de comportamentos compensatórios.

Sinais de transtornos alimentares

Nesse sentido, Wagner apresentou sinais de atenção para identificar os transtornos alimentares. Entre eles, estão as justificativas que os indivíduos usam para evitar a alimentação. Entre as mais comuns estão queixas comoestufamento, náuseas, perda de apetite, dificuldade para engolir, preocupação com o comer saudável e o medo de gordura de alimentos.

Assim, é possível atentar-se a sinais de transtornos alimentares em adolescentes. São exemplos: adoção de dietas bizarras, recusa em alimentar-se com a família, longos períodos de tempo no banheiro após refeições, recusa em comer em restaurantes, etc.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) indica que a perda de 20% do peso corporal em até seis meses é um forte indicativo de transtorno alimentar.

Comportamentos associados à bulimia nervosa

  • Episódios de alimentação bizarra (misturas entre doces e salgados, carne crua, alimentos sem valor nutricional);
  • Incômodo em comer na presença dos outros;
  • Raiva de sentir fome;
  • Sensação de não poder comer livremente; e
  • Transtornos e obesidade.

Transtornos e obesidade

Apesar de não ser considerada um transtorno alimentar, a obesidade pode estar associada a essas condições. Isso pode ser contraditório, afinal, a restrição energética da anorexia, por exemplo, pode provocar a redução do peso corporal.

No entanto, Wagner Gurgel defende um programa de prevenção conjunta contra essas duas condições. As mensagens devem ser focadas na alimentação saudável e na prática de atividade física.

Além disso, não se pode gerar preocupações excessivas com peso e forma corporal.

O que fazer diante de transtornos alimentares

Pacientes com o comportamento alimentar transtornado não costumam falar espontaneamente sobre os seus sintomas. Por isso, pais, responsáveis, escolas e profissionais de saúde podem fazer perguntas de rotina sobre padrões alimentares e satisfação com corpo e aparência.

O momento da pesagem corporal também pode ser delicado. Por isso, é preciso ter cuidado na hora de abordar a percepção corporal.