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Como conciliar o tratamento de câncer com o da obesidade

Diretriz com participação do Instituto Cordial orienta como incluir atividade física no tratamento oncológico

André Derviche Carvalho

6 de out de 2026 (atualizado 6 de out de 2026 às 16h32)

No meio médico, era comum a crença de que um paciente com câncer deveria evitar atividade física. Com o passar do tempo, porém, ficaram cada vez mais claros os benefícios de incluir exercícios físicos no tratamento oncológico.

E para apoiar o trabalho do profissional de saúde nesse processo, 13 organizações elaboraram a Diretriz de Câncer e Obesidade. O documento reúne recomendações práticas para orientar profissionais de saúde no cuidado de pacientes que convivem com as duas condições.

Clique aqui para acessar a Diretriz de Câncer e Obesidade.

A Diretriz é uma realização do Instituto Oncoguia e contou com a participação do Instituto Cordial. Lá, são indicadas as adaptações necessárias para o tratamento oncológico de um paciente que também convive com o excesso de peso. Por exemplo, em termos de alimentação e atividade física.

“Tínhamos a percepção de que pacientes oncológicos não tinham que praticar atividade física. Mas temos cada vez mais evidências mostrando que podemos introduzir atividade física no diagnóstico oncológico. A prática de atividade física, inclusive, pode ajudar na resposta ao tratamento oncológico, diminuindo chance de recidiva e aumentando a qualidade de vida”, explica Helena Esteves, gerente de advocacy do Instituto Oncoguia.

Cuidados no tratamento do câncer e obesidade

Especialistas recomendam a incorporação de atividade física no tratamento do câncer desde que ela seja adaptada à realidade do paciente. Nesse sentido, o profissional de saúde deve considerar o tipo de câncer, estágio de evolução, bem-estar do paciente, etc.

Além disso, a rotina de atividade física depende da alimentação. Isto é, ela deve estar alinhada à ingestão calórica do paciente com câncer em sua dienta alimentar.

Como incrementar o tratamento do câncer

Helena afirma que a Diretriz de Câncer e Obesidade tem profissionais de saúde como público-alvo. No entanto, para que o sistema de saúde incorpore estruturalmente essas boas práticas, é preciso haver um esforço maior na disseminação do documento.

Para isso, ela lembra do papel das entidades médicas: “É uma diretriz técnica voltada para profissionais de saúde. É importante que as próprias sociedades possam disseminar isso nas suas bases”.

Com isso, a tendência é que o tratamento do paciente com câncer e obesidade melhore. Ao mesmo tempo, profissionais de saúde saem mais capacitados.