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Boletim

Boletim PBO

Boletim PBO: acompanhe o que realmente importa do universo da obesidade

Boletim PBO
Edição 14/2026 #122

Boletim PBO

  1. Publicado em: 7 de jul de 2026

  2. Período: De 24 de junho a 06 de julho/2026

  3. Resenhas desta edição:
    1. Abordagem cirúrgica da obesidade na saúde suplementar: indo além do procedimento médico

      Autores: Alberto José Niituma Ogata, Felipe Delpino, Ana Claudia Pinto, Katia Audi Curci, Ana Maria Malik

      Fonte: J Bras Econ Saúde

      Publicado em: 2026

      Tipo de arquivo: Artigo de periódico

      Tipo de estudo: Estudo observacional

    2. Impactos econômicos e fiscais da obesidade no Brasil

      Autores: Instituto Cordial

      Publicado em: 2026

      País: Brasil

      Tipo de arquivo: Relatório

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Quinta-feira, às 11h.

Abordagem cirúrgica da obesidade na saúde suplementar: indo além do procedimento médico

Autores: Alberto José Niituma Ogata, Felipe Delpino, Ana Claudia Pinto, Katia Audi Curci, Ana Maria Malik
Fonte: J Bras Econ Saúde
Publicado em: 2026
Tipo de arquivo: Artigo de periódico
Tipo de estudo: Estudo observacional

Por que o tema é relevante?

O artigo destaca que cerca de 20% dos adultos brasileiros vivem com obesidade, percentual que pode chegar a 30% até 2030. Nesse cenário, a cirurgia bariátrica é uma alternativa para casos de obesidade grave, mas seu sucesso depende de acompanhamento contínuo, multiprofissional e centrado no paciente, especialmente na saúde suplementar. 

Qual é o objetivo do estudo?

Revisar o papel da cirurgia bariátrica como recurso terapêutico para o tratamento da obesidade na saúde suplementar brasileira

Quais as principais conclusões?

O artigo destaca que a cirurgia bariátrica é uma intervenção eficaz para o tratamento da obesidade grave, mas seus benefícios somente são mantidos quando acompanhados por um cuidado longitudinal e multiprofissional.
Entre 2015 e 2023, o número de bariátricas realizadas na saúde suplementar brasileira aumentou 84,3%, passando de 28.470 para 52.467 procedimentos anuais, totalizando mais de 331 mil cirurgias no período. Estima- se, que cerca de 7,1% dos beneficiários de planos de saúde apresentam obesidade grau II ou III e poderiam ser candidatos à cirurgia, correspondendo a 3,5 milhões de pessoas, sendo 800 mil com obesidade grau III e elegíveis pelos critérios atuais.
O artigo destaca que entre 20% e 35% dos pacientes podem apresentar reganho de peso após a cirurgia, reforçando a necessidade de acompanhamento nutricional, psicológico e médico contínuo. Assim, a bariátrica deve integrar uma linha de cuidado baseada em evidências, com monitoramento sistemático de desfechos clínicos e de qualidade de vida.
Para isso, propõem a adoção dos padrões do Consórcio Internacional para Medição dos Resultados de Saúde (ICHOM), que avaliam indicadores como perda de peso sustentada, remissão de comorbidades, segurança, qualidade de vida e satisfação do paciente. 

Impactos econômicos e fiscais da obesidade no Brasil

Autores: Instituto Cordial
Publicado em: 2026
País: Brasil
Tipo de arquivo: Relatório
Link para o original

Por que o tema é relevante?

Embora os efeitos clínicos da obesidade sejam amplamente conhecidos, seus impactos econômicos e fiscais ainda são pouco explorados, o que dificulta a formulação de políticas públicas integradas. Ao quantificar esses custos, o documento reforça que a obesidade é também um desafio econômico e social, cujo enfrentamento exige ações além da área da saúde.

Qual é o objetivo do estudo?

Estimar os impactos econômicos e fiscais da obesidade no Brasil.

Quais as principais conclusões?

O estudo estima a carga fiscal da obesidade e o potencial retorno econômico de investimentos em prevenção, diagnóstico e tratamento, analisando os custos para o Sistema Único de Saúde (SUS), os impactos no mercado de trabalho e seus efeitos sobre as contas públicas, com base em modelo econômico da consultoria Global Market Access Solutions (GMAS).
A obesidade impõe uma elevada carga econômica ao Brasil, em 2024, a carga fiscal anual atribuída à doença foi estimada entre R$ 41,7 bilhões e R$ 44,6 bilhões, incluindo cerca de R$ 29,56 bilhões em custos para a saúde, R$ 9,94 bilhões em perdas de arrecadação tributária e R$ 6,05 bilhões em despesas com aposentadorias por invalidez e benefícios previdenciários. Esses valores são parcialmente compensados por aproximadamente R$ 911 milhões em receitas indiretas decorrentes de transferências governamentais.
O estudo também estima que mais de 240 mil aposentadorias adicionais relacionadas ao sobrepeso e à obesidade. Mantida a tendência atual de crescimento da doença, a carga fiscal poderá atingir R$ 60,5 bilhões anuais em 2033. Sendo que, uma redução de apenas 1% na prevalência da obesidade geraria uma economia anual estimada em R$ 444,6 milhões para os cofres públicos.
Além dos custos diretos para o SUS, a obesidade reduz a produtividade e a participação no mercado de trabalho, especialmente entre as mulheres, que apresentam maior probabilidade de enfrentar dificuldades de inserção profissional e penalidades salariais em decorrência das comorbidades e da discriminação relacionada ao peso.
Os autores concluem que manejar a obesidade é uma estratégia de investimento em saúde e sustentabilidade fiscal. Reduzir sua prevalência pode diminuir os gastos com saúde e previdência, ampliar a arrecadação tributária e gerar benefícios duradouros para as contas públicas, justificando investimentos em prevenção, diagnóstico precoce e tratamento da doença.