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Boletim

Boletim PBO

Boletim PBO: acompanhe o que realmente importa do universo da obesidade

Boletim PBO
Edição 17/2026 #125

Boletim PBO

  1. Publicado em: 18 de ago de 2026

  2. Período: De 05 a 17 de agosto/2026

  3. Resenhas desta edição:
    1. Análise espacial do excesso de peso infantil no Brasil e sua relação com determinantes macro, meso e microambientais

      Autores: Nicole Almeida Conde Vidal, Rísia Cristina Egito De Menezes, Jonas Augusto Cardoso Da Silveira

      Fonte: Ciência &, Saúde Coletiva

      Publicado em: 2026

      Tipo de arquivo: Artigo de periódico

      Tipo de estudo: Estudo observacional

    2. Relationship between cardiometabolic alterations and frailty in Brazilian urban and rural older adults

      Autores: Jérsica Martins Bittencourt, Sarah Aparecida Vieira Ribeiro, Débora Carvalho Ferreira & Andréia Queiroz Ribeiro

      Fonte: Journal of Diabetes &, Metabolic Disorders

      Publicado em: 2026

      Tipo de estudo: Estudo observacional

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Quinta-feira, às 11h.

Análise espacial do excesso de peso infantil no Brasil e sua relação com determinantes macro, meso e microambientais

Autores: Nicole Almeida Conde Vidal, Rísia Cristina Egito De Menezes, Jonas Augusto Cardoso Da Silveira
Fonte: Ciência &, Saúde Coletiva
Publicado em: 2026
Tipo de arquivo: Artigo de periódico
Tipo de estudo: Estudo observacional
Link para o original

Por que o tema é relevante?

O excesso de peso infantil é um crescente problema de saúde pública no Brasil. Analisar como os diferentes níveis de ambiente podem estar associados a obesidade e identificar territórios prioritários é fundamental para subsidiar políticas intersetoriais que articulem saúde, alimentação, desenvolvimento urbano, educação, lazer e outros componentes das condições de vida nas cidades.

Qual é o objetivo do estudo?

Estimar, em nível municipal, a prevalência de excesso de peso entre lactentes (0 a 2 anos), pré-escolares (2 a 5 anos) e escolares (5 a 10 anos)

Quais as principais conclusões?

Os autores utilizaram dados do SISVAN de 2019 e analisaram o microambiente (prevalência municipal de obesidade entre mulheres); o mesoambiente (densidade de estabelecimentos que comercializam alimentos não saudáveis); e o macroambiente (Índice de Desenvolvimento Sustentável das Cidades (IDSC-BR)). Com cerca de 1,49 milhão de lactentes, 3,44 milhões de pré-escolares e 4,41 milhões de escolares.
O excesso de peso infantil está disseminado pelo território brasileiro, sendo em 22% dos municípios, como um grave problema nas 3 faixas, e com a prevalência nacional de 8,4% entre lactentes, 13,7% pré-escolares e 13,2% escolares.
O Nordeste apresentou as maiores prevalências entre lactentes (10,0%) e pré-escolares (15,3%), sendo que o Ceará registrou as maiores prevalências estaduais: 12,0% entre crianças de 0 a 2 anos e 19,4% entre aquelas de 2 a 5 anos. Entre os escolares, a maior prevalência ocorreu no Sul (15,9%), com o Rio Grande do Sul chegando a 18,2%. Entre escolares, destacam-se agrupamentos no litoral do Nordeste, interior de São Paulo e sul do Rio Grande do Sul.
Os fatores ambientais associados ao excesso de peso variaram com a idade: em menores de cinco anos, maior IDSC-BR esteve associado a menor prevalência, enquanto entre escolares de 5 a 10 anos houve associação positiva com o micro e o mesoambiente. Os resultados reforçam a necessidade de políticas intersetoriais e territorializadas para prevenir e controlar a obesidade infantil e direcionar investimentos e políticas públicas de prevenção e controle da obesidade infantil para os territórios de maior risco.

Relationship between cardiometabolic alterations and frailty in Brazilian urban and rural older adults

Autores: Jérsica Martins Bittencourt, Sarah Aparecida Vieira Ribeiro, Débora Carvalho Ferreira & Andréia Queiroz Ribeiro
Fonte: Journal of Diabetes &, Metabolic Disorders
Publicado em: 2026
Tipo de estudo: Estudo observacional

Por que o tema é relevante?

O envelhecimento da população brasileira desafia a promoção do envelhecimento saudável e da organização do Sistema Único de Saúde (SUS). Nesse cenário, a fragilidade ganha importância por ser caracterizada pela redução progressiva da capacidade fisiológica e pelo aumento da vulnerabilidade a eventos adversos, como incapacidade funcional, hospitalizações e mortalidade. 

Qual é o objetivo do estudo?

Investigar a associação entre alterações cardiometabólicas e a pré-fragilidade e fragilidade em pessoas idosas brasileiras. 

Quais as principais conclusões?

O estudo utilizou dados do Estudo Longitudinal da Saúde dos Idosos Brasileiros (ELSI-Brasil) entre 2015–2016. A fragilidade foi avaliada considerando cinco componentes: perda de peso não intencional, exaustão, baixa velocidade de marcha, fraqueza muscular e baixo nível de atividade física.
Foram classificados como frágeis aqueles com três ou mais componentes e como pré-frágeis aqueles com um ou dois. Entre as alterações cardiometabólicas analisadas estavam diabetes mellitus, hipertensão, colesterol elevado, excesso de peso, obesidade abdominal e risco cardiovascular.
Os resultados mostram que entre os idosos brasileiros, 58,3% foram classificados como pré-frágeis, 12,3% como frágeis e apenas 29,4% como não frágeis. A fragilidade foi mais frequente entre pessoas com 80 anos ou mais, mulheres, indivíduos com menor escolaridade e renda e aqueles que utilizavam cinco ou mais medicamentos.
A carga cardiometabólica foi elevada entre os idosos, com 65% apresentando três ou mais alterações e associada a 78% maior chance de fragilidade em comparação aos idosos sem alterações cardiometabólicas. Sendo, 88,6% com risco cardiovascular aumentado, 71,0% obesidade abdominal, 60,9% hipertensão, 43,2% excesso de peso, 32,2% colesterol elevado e 18,4% diabetes.
Houve uma relação dose–resposta entre alterações cardiometabólicas e fragilidade: quanto maior a carga acumulada, maior a prevalência de pré-fragilidade e fragilidade. Idosos urbanos também apresentaram maior prevalência de diabetes, excesso de peso, obesidade abdominal e risco cardiovascular. Os achados indicam que a carga cardiometabólica é um importante marcador de vulnerabilidade à fragilidade em idosos brasileiros