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Educação permanente em saúde qualifica cuidado na Atenção Primária

Gestão pública municipal de Porto Alegre promoveu uma série de iniciativas para qualificar profissionais de saúde

André Derviche Carvalho

21 de set de 2026 (atualizado 21 de set de 2026 às 10h57)

A capital do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, tem quase 75% de sua população adulta com excesso de peso, de acordo com dados do SISVAN (Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional). Diante desse cenário, a gestão municipal encontrou na educação permanente em saúde uma estratégia para aprimorar a assistência oferecida à população. O objetivo: melhorar os processos de trabalho na Atenção Primária à Saúde (APS) e, assim, melhorar o cuidado da obesidade.

As atividades incluíram encontros presenciais de formação e distribuição de cartilhas. A partir desses recursos, os profissionais passam a ter em mãos uma espécie de roteiro para as consultas,possibilitando instruções mais eficazes, por exemplo, de alimentação.

“A educação permanente não é só uma capacitação pontual, ela precisa fortalecer os processos de trabalho das unidades de saúde e partir para os problemas reais dos serviços e para os problemas enfrentados pela população”, explica Cíntia dos Santos, nutricionista da Prefeitura de Porto Alegre.

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Desafios dos profissionais de saúde

Uma das principais ferramentas para qualificar o cuidado às pessoas com obesidade é o SISVAN. Por meio dele, profissionais da saúde conhecem melhor o território, o estado nutricional da população, entre outros.

“Sem vigilância alimentar e nutricional, o território parece homogêneo. Mas existem desigualdades na vida das pessoas”, ressalta Cíntia dos Santos em live do Painel Brasileiro da Obesidade (PBO). Ela faz referência ao papel de dados e monitoramento na elaboração de políticas públicas.

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No entanto, os profissionais de saúde relatam uma série de dificuldades para utilizar  o SISVAN no dia a dia. Eles destacam a pouca qualificação sobre o tema, alta rotatividade de funcionários em Unidades Básicas de Saúde (UBS) e falta de conhecimento sobre o Sistema.

O papel da educação permanente

É nesse contexto que a educação permanente em saúde ganha relevância. Em Porto Alegre, a gestão municipal promoveu formações presenciais com nutricionistas da rede; elaborou protocolos com base em diretrizes nacionais de cuidado do Ministério da Saúde e promoveu cursos práticos para profissionais de saúde.

Um dos aspectos essenciais para o sucesso das iniciativas foi o alinhamento com gestores de saúde. Antes de mais nada, é preciso que eles acreditem no papel da educação permanente em saúde para qualificar o cuidado de doenças como a obesidade.