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Esporte reduz risco da obesidade em até 23%

Estudo aponta que a prática esportiva também pode contribuir para a prevenção do diabetes tipo 2 e ampliar benefícios físicos, sociais e emocionais ao longo da vida

André Derviche Carvalho

29 de set de 2026 (atualizado 29 de set de 2026 às 10h30)

A prática de esportes reduz em até 23% o risco de desenvolver obesidade. Estudo publicado no Scandinavian Journal of Medicine & Science in Sports também apontou a prática esportiva como fator de proteção contra o diabetes tipo 2 e a mortalidade por todas as causas.

Os benefícios, contudo, vão além dos efeitos sobre a saúde física. Diferentemente do exercício físico isolado, o esporte pode fortalecer a identidade, criar vínculos sociais e ampliar o senso de pertencimento, propósito e resiliência. Segundo especialistas, esses fatores também favorecem uma maior adesão à atividade física.

“O esporte pode servir como uma vacina social. Ele reduz fatores de risco para violência, uso de drogas, evasão escolar e isolamento social. O esporte traz benefícios ao longo da vida, desde a criança até o idoso”, acrescenta Jeeser Almeida, coordenador-geral do Programa Bolsa Atleta, do Ministério do Esporte.

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Qual a quantidade ideal de prática de esportes?

A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda pelo menos 150 minutos semanais de atividade física moderada para reduzir o risco da obesidade. Isso equivale, por exemplo, a 30 minutos por dia durante cinco dias da semana. Além disso, prática regular de atividade física contribui para a redução da circunferência da cintura e da gordura corporal.

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Nesse sentido, a prática esportiva pode ser uma das formas de incorporar a atividade física à rotina. “O esporte traz muito à tona a questão da disciplina, da socialização e do propósito. Por exemplo, no Brasil, observamos a abertura de novas arenas de esportes na areia. São modalidades oferecidas a todos os níveis e que trazem esses componentes interessantes a níveis de promoção da saúde”, diz Almeida.

Políticas para redução do risco da obesidade

Especialistas apontam que o estímulo ao esporte nos primeiros anos de vida é uma das principais estratégias para elevar os níveis de atividade física na fase adulta. Atualmente, cerca de um em cada três adultos no mundo não alcança os níveis de atividade física recomendados pela OMS.

Assim, incentivar a prática esportiva pode funcionar como uma ferramenta de prevenção e cuidado de condições como a obesidade, cuja prevalência cresce no mundo. Além disso, ao envolver o indivíduo em atividades coletivas e de cooperação, o esporte pode ajudar a reduzir fatores de risco relacionados à violência, à evasão escolar e ao isolamento social.

Por outro lado, Almeida ressalta que a prática esportiva, sozinha, tem alcance limitado. Por isso, deve estar associada a outros componentes da promoção da saúde, como alimentação adequada, sono de qualidade e o acompanhamento multiprofissional.

“Enquanto Estado, precisamos promover ações de saúde e estratégias próximas das pessoas, com a construção de parques, quadras, piscinas, etc. Quando a população tem acesso a esses espaços, cria-se um vínculo de pertencimento”