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Acontece no PBO

Dia Mundial da Obesidade relembra necessidade do esforço coletivo

Com o lema “Todos devemos agir”, evento contou com apresentação especial em live do Painel Brasileiro da Obesidade (PBO)

André Derviche Carvalho

1 de ago de 2022 (atualizado 7 de ago de 2022 às 17h20)

A nutricionista e sanitarista Alba Abreu trabalha na Área Técnica de Alimentação e Nutrição (ATAN) do município de Quissamã, no Rio de Janeiro. Ao reconhecer obesidade como problema global, Alba apresentou um projeto de linha de cuidado para a obesidade. A iniciativa consistiu em monitorar aqueles indivíduos que se encontravam em risco nutricional com base nos parâmetros do Ministério da Saúde. Com isso, o projeto fez jus à necessidade de esforço coletivo que o Dia Mundial da Obesidade de 2022 estabelece em prol do manejo da doença.

Alba foi uma das cinco selecionadas para apresentar experiências brasileiras exitosas no combate à obesidade. As exposições aconteceram no evento especial do Painel Brasileiro da Obesidade (PBO), do Instituto Cordial, dedicado ao Dia Mundial da Obesidade, que aconteceu no início de março.

A lei no cuidado da obesidade

O tema escolhido para mais uma edição do Dia Mundial da Obesidade foi “Todos precisam agir”. Tradicionalmente, a data busca lembrar  anualmente a importância de soluções para reverter um cenário de aumento da obesidade. Apesar de ser um problema global, algumas soluções aparecem a nível regional. De volta ao Rio de Janeiro, Fabíola Leal, do Instituto Desiderata, contou a história do Projeto de Lei (PL) 1.662/2019, em tramitação na Assembleia Legislativa da capital fluminense.

Diferentemente do que aconteceu em Quissamã, onde a iniciativa de combate à obesidade já partiu de dentro das Unidades de Saúde da Família (USF), no Rio de Janeiro, a proposta de intervenção do Desiderata buscou atacar um problema que se inicia fora do sistema de saúde. Antes de se preocupar com o que acontece no dia a dia das unidades de saúde, a iniciativa conseguiu estimular discussões dentro da política municipal. 

O PL 1.662/2019 tinha como foco o manejo da obesidade infantil, o que foi feito sobre três eixos: proibição de bebidas açucaradas e alimentos ultraprocessados nas escolas, regulação da exposição visual desses produtos nos mercados e incentivo à existência de salas de amamentação em empresas. “Esse projeto tem um poder muito forte de garantir medidas que podem gerar um impacto de fato na vida e nos hábitos alimentares das crianças do município do Rio de Janeiro”, afirma Fabíola.

Outras três iniciativas foram apresentadas na celebração do Dia Mundial da Obesidade. A assistente social Ana Paula Ferreira, da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), trouxe um projeto de extensão do programa de cirurgia bariátrica do hospital universitário. O objetivo foi articular políticas intersetoriais para melhorar o cuidado da pessoa com obesidade submetida ao procedimento cirúrgico. Além disso, o projeto também procurou diminuir a fila de espera para atendimentos desses pacientes.

A rotulagem de alimentos e a obesidade

Por fim, a pesquisadora Laís Amaral, do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), conta uma história que durou oito anos e que terminou na aprovação de um novo esquema de rotulagem de alimentos junto à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Segundo Laís, a alteração favoreceu a escolha de alimentos mais saudáveis por parte dos consumidores. “É importante frisar que a rotulagem é uma medida regulatória custo-efetiva para a prevenção e controle da obesidade”, afirma Laís.

Todas essas experiências foram detalhadas no evento do PBO, que se encontra disponível em nosso canal no YouTube. Elas serviram para mostrar como medidas de combate à obesidade podem realmente envolver a todos, desde os profissionais de saúde na linha de frente até políticos municipais. 

O evento também contou com falas de especialistas no assunto que analisaram o cenário da obesidade e os desafios para contornar a tendência de crescimento. “A obesidade tem relação com a pobreza, tem relação com a moradia, tem relação com comportamento sedentário, sem muitas atividades ao longo do dia”, aponta Nicolaas Pronk, presidente da Health Partners.